Tuesday, March 17, 2009

Está a Europa de Leste condenada a explodir?
17-Mar-2009

A Europa de Leste está prestes a explodir. Se isso acontecer, levará boa parte da União Europeia consigo. É uma situação de emergência mas não existem soluções fáceis. O FMI (Fundo Monetário Internacional) não tem recursos para um bailout (plano de resgate) desta envergadura e a recessão está a alastrar-se de forma mais rápida do que os fundos de socorro são organizados.

Por Mike Whitney, publicado no Counterpunch

Os ministros das finanças e os governadores dos bancos centrais andam à roda a tentar apagar um fogo atrás do outro. É apenas uma questão de tempo até serem vencidos pelos eventos. Se a um país for permitido falhar, os dominós poderão começar a tombar por toda a região. Isto poderá despoletar mudanças dramáticas na paisagem política. O surgimento do fascismo já não está fora de questão.

O editor da secção de economia do jornal UK Telegraph, Edmund Conway, resume tudo assim:

"Uma ‘segunda vaga' de países será vítima da crise económica e são já candidatos a um resgate pelo FMI, avisou o seu chefe na Cimeira do G7 em Roma (...) Contudo, tendo em conta que as suas economias são anãs comparadas com a dimensão ganha pelo sector bancário e pelos seus problemas financeiros, receia-se que possam ser vítimas da balança de pagamentos e de crise de moeda, tal como aconteceu à Islândia, antes de receber a assistência de emergência do FMI no ano passado."

O capital estrangeiro está a fugir a uma velocidade alarmante; quase dois terços desapareceram em questão de meses. A deflação está a baixar o valor dos bens, aumentando o desemprego e ampliando o peso das dívidas das instituições financeiras. As economias estão a ser esvaziadas de capital. A Ucrânia está a beira da falência. A Polónia, a Letónia, a Lituânia e a Hungria caíram todas numa recessão de longa duração. As economias que seguiram o regime económico de Washington foram as que sofreram mais. Apostaram que o crescimento a partir da dívida e das exportações levaria à prosperidade. Esse sonho foi destruído. Não desenvolveram os seus mercados de consumo, a procura é fraca. O capital é escasso e as empresas estão a ser forçadas a desvalorizar-se para evitar a quebra. Toda a Europa de Leste está a emitir um grito de socorro. Precisam de fundos extra para cobrir o valor decrescente dos seus bens. Precisam de uma salvação do FMI ou as suas economias irão desmoronar-se.

O correspondente de economia do UK Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, escreveu uma série de artigos sobre a Europa de Leste. No artigo "O fracasso do salvamento da Europa de Leste conduzirá ao desmoronamento mundial", diz:

"O ministro das finanças austríaco, Josef Pröll, fez esforços titânicos para conseguir 150 mil milhões de euros de salvamento para o ex-bloco soviético. E conseguiu. Os seus bancos emprestaram 230 mil milhões de euros à região, o que corresponde a 70% do PIB da Áustria."

"Um índice de não pagamento de 10% levaria ao colapso do sector financeiro austríaco," reportou o Der Standard em Viena. Infelizmente, isto está para acontecer.

O Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) afirma que as dívidas mal-paradas vão ultrapassar os 10% e poderão talvez chegar aos 20%...

Stephen Jen, actual chefe do Morgan Stanley, disse que a Europa de Leste pediu emprestado no estrangeiro 1,7 biliões de dólares, muito deles em modo de curto prazo.

Tem de pagar - ou refinanciar - 400 mil milhões de dólares, iguais a um terço do PIB da região. Boa sorte. A janela do crédito fechou-se.

A maior parte das dívidas são com a Europa Ocidental, especialmente a bancos austríacos, suecos, gregos, italiano e belgas. Mais, as contas europeias são responsáveis por 74% do portfolio de 4,9 biliões de dólares dos mercados emergentes. Estão cinco vezes mais expostos a este último problema do que os bancos americanos e japoneses e estão 50% mais alavancados (dados do FMI). (Ambrose Evans-Pritchard UK Telegraph)

A crise economica está rapidamente a transformar-se numa crise política. Estalaram revoltas pelas capitais da Europa de Leste. Será melhor que o senhor Geithner preste atenção. As perspectivas para um levantamento político estão a crescer. A ansiedade pública pode tomar conta das ruas num instante. Os governos devem actuar depressa e firmemente. Estes países precisam de moeda e garantias de apoio. Se não conseguirem ajuda, a fúria do público transformar-se-á em algo muito mais letal.

O correspondente de economia do UK Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard:

"Os bancos globais assumiram até agora metade dos 2,2 mil milhões de perdas estimadas pelo FMI. Além disso, os bancos da UE estão expostos em 1,6 mil milhões de dólares à Europa de Leste - crescentemente vista como a crise de subprime da Europa, e a dívida das empresas europeias ascende a 95% do PIB em comparação com os 50% nos EUA, uma preocupação crescente à medida que os índices de insolvência.

"É essencial que o apoio do governo através do resgate de bens não seja a uma escala que levante dúvidas sobre o excesso de endividamento ou problemas financeiros. Estas preocupações são particularmente importantes no actual contexto de expansão dos défices orçamentais, aumento da dívida pública e desafios à emissão de títulos públicos." (UK Telegraph)

O mesmo nos sítios em que os bancos fundiram os seus sectores comerciais com os sectores de investimento. A dívida disparou, atingindo níveis insustentáveis e abalando toda a economia. Os bancos operaram como fundos de investimento, ocultando as suas actividades das balanças de operações e maximizando os seus alavancamentos (leverage) através de operações obscuras de instrumentos de dívida. Agora a economia global foi apanhada na explosão da bolha especulativa. A Europa de Leste foi duramente golpeada, mas é apenas o primeiro dos vários pinos de bowling que vão cair. Toda a Europa foi infectada pelo mesmo vírus que teve origem em Wall Street. O New York Times resume os desenvolvimentos na UE:

"A Europa caiu ainda mais na recessão do que os EUA nos últimos meses do ano, de acordo com números publicado na sexta-feira... A economia dos 16 países que partilham o Euro declinou 1,5% no último quarto (um descida anual de certa de 6%), de acordo com o gabinete de estatística da UE. É ainda pior que o declínio de 1% da economia americana, durante o mesmo período, em comparação com os quatro meses anteriores.

"Hoje, os dados dissipam qualquer ilusão de que a Zona Euro está a reagir melhor nesta recessão global", diz Jörg Radeke, um economista do Centro de Pesquisa Económica e Empresarial de Londres. ("A Europa Cai Mais do que o Previsto", New York Times)

Os ‘liquidacionistas' gostariam de ver os governos cortar o fluxo de fundos para ajudar as instituições financeiras e deixá-las cair por elas próprias. É a loucura darwiniana, como esperar por um ataque cardíaco no chão da cozinha em vez de nos dirigirmos ao hospital para cuidados de emergência. O sistema bancário está insolvente, o desemprego está a aumentar, as taxas de lucro estão a cair, os mercados estão em choque, o sector imobiliário está à beira do colapso, os défices estão a crescer e a confiança dos consumidores está no seu ponto mais baixo de sempre. Esta não é altura para nos aferrarmos a ideologias meio cozinhadas. A economia global está a passar por uma contracção maciça que pode fugir do controlo e afundar-nos numa outra guerra. Os líderes políticos precisam de perceber a urgência do momento e impedir o veículo de se despenhar.

Mike Whiney vive no Pacífico Noroeste e pode ser contactado através do email fergiewhitney@msn.comEste endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

Tradução de Sofia Gomes
Fonte: Esquerda.net

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Saturday, March 14, 2009

Histórias de Banksters (Bankers + Gangsters) ou de como ser Banqueiro se tornou sinónimo de ser Ladrão

Roubo: 50 mil milhões de dólares

Bernard Madoff
USA Today
Wikipedia
Washington Post
Diário de Notícias
Youtube
News Scotsman

Roubo: entre 1,6 e 8 mil milhões de dólares




















Allen Stanford
Reuters
Wikipedia
Economist
Aporrea

Roubo: 2 mil milhões de dólares (condenando a 10 anos de prisão)
Ramón Baez Figueroa
Yahoo News Finance
El Economista
Centro Tampa

Roubo: 700 milhões de dólares (condenado a 10 anos de prisão)
Pedro Castillo
Hoy
Yahoo News Finance

Roubo: 32,2 milhões de dólares
Donald Trump
Acusan a Donald Trump de fraude millonario en Baja California (Aporrea)

Roubo: fraude fiscal, encobrimento dos crimes de uma Ditador sanguinário
Banco Santander
Gobierno chileno: "Banco Santander ocultó fortuna de Pinochet" (Aporrea)

Roubo: um escândalo de crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais, ainda em investigação (montantes por saber)
Banco Português de Negócios
Wikipédia
Jornal de Negócios
BPN tem ligações a deputados do PSD da Madeira (O Publico)
BPN "é uma mega fraude" (Diário Económico)
Administradores do Banco Português de Negócios levantaram milhões em dinheiro vivo (Sol)

Roubo: indícios criminais, fraude, etc., em investigação (montantes por saber)
Banco Privado Português
RTP1

Recentemente causou espanto que a revista Forbes, conhecida apologista do Capitalismo e das fortunas obscenas, ter incluído um criminoso narcotraficante na lista dos mais ricos. A surpresa não tem razão de ser. Pertinente seria a Forbes dizer quantos Madoffs, Banqueiros Ladrões e Burlões estão na sua lista com dinheiro roubado. Ou mais pertinente ainda seria perguntar e quantos dos super-milionários se recusam a ostentar a sua fortuna nas páginas da Forbes, temendo que isso dê pistas aos Tribunais de que eles também são afinal uma espécie de Madoffs - e portanto convém esconder o seu dinheiro roubado em vez de o mostrar.

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Monday, January 12, 2009

A crise toca a todos...

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Thursday, July 03, 2008

Crise Financeira (2007-2008): colapso à vista nos EUA?

Citando o jornal holandês Finantial Telegraph de 28 de Junho de 2008:

BRUSSEL/AMSTERDAM (DFT) - Fortis expects a complete breakdown of the American financial markets within days or weeks. This explains, according to the bank insurer, the series of interventions on Thursday with the aim of strengthening themselves by € 8 billion. "We are ready at the last moment. The U.S. is doing much worse than we had thought,” said Fortis chairman Maurice Lippens, who insists that CEO Votron shall not be replaced. Fortis expects bankruptcies of 6000 U.S. banks that have low coverage. "But the same goes also for Citigroup and General Motors, and thereby starts a complete meltdown in the U.S..”
O artigo depois continua explicando como o grupo financeiro holandês-belga Fortis (Banco e Seguradora) está a passar por uma situação aflitiva, não faltando quem peça a demissão do seu executivo (CEO). O Fortis perdeu cerca de 67% do valor das suas acções desde o ano passado.

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Saturday, March 15, 2008

Pesquisa: para 70% dos economistas, EUA já vivem recessão
14/03/2008

Economistas americanos estão cada vez mais certos de que os EUA entraram em recessão, segundo a mais recente pesquisa de previsões feita pelo Wall Street Journal. Dos 51 economistas que responderam a essa questão, 36 (mais de 70%), disseram no levantamento, realizado entre os dias 7 e 11 de março, que a economia está em recessão.

Essa visão foi reforçada ontem com a divulgação de novos dados que mostram acentuada queda nas vendas do varejo no mês passado. "As evidências agora já não comportam dúvida", disse Scott Anderson, do Wells Fargo.

O Departamento do Comércio dos EUA informou ontem que as vendas do varejo caíram 0,6% em fevereiro; se excluídas as categorias de automóveis e autopeças, que são mais voláteis, a queda foi de 0,2%. As quedas refletem uma acentuada desaceleração no consumo das famílias, que respondem por mais de 70% da atividade econômica dos EUA, num momento em que os americanos enfrentam uma alta dos preços de gasolina e alimentos e uma queda no valor da casa própria e outros ativos.

O levantamento marca uma mudança vertiginosa rumo ao pessimismo em comparação com a pesquisa anterior, feita cinco semanas antes. Os economistas agora esperam que a folha de pagamento de empresas cresça em média só 9.000 vagas por mês nos próximos 12 meses. Antes se esperava aumento mensal de 48.500 vagas. Vinte economistas esperam que as folhas de pagamento cheguem de fato a encolher. Em média, eles previram que a taxa de desemprego estará em 5,5% em dezembro, ante os atuais 4,8%.

O que está alimentando todo esse pessimismo? O relatório sobre o emprego divulgado na sexta-feira, que mostrou uma perda de 63.000 vagas em fevereiro, o segundo mês consecutivo de queda. Vinte e nove dos 55 economistas que responderam a essa questão disseram esperar que a economia se contraia no atual trimestre e 25 esperam que isso aconteça no segundo.

Os economistas, em média, prevêem crescimento econômico pífio: só 0,1% em termos anuais no atual trimestre, e 0,4% no segundo.

Embora a definição clássica de recessão seja a de dois trimestres consecutivos de declínio no PIB, Stephen Stanley, do RBS Greenwich Capital, ressaltou que o Birô Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), uma organização apartidária que é o árbitro oficial das recessões americanas, nem sempre segue estritamente essa definição. "Se a gente olhar a recessão de 2001, só houve um trimestre com PIB negativo, e pode nem haver um trimestre negativo na atual recessão", disse ele.

Quase a metade dos economistas consultados disse que uma recessão este ano pode ser pior que as de 2001 e 1990-91. Em meio a tantos temores, eles esperam mais ação das autoridades econômicas. Segundo 63%, o uso do dinheiro público para lidar com a crise imobiliária é agora provável ou uma certeza, enquanto em média os economistas esperam que o Federal Reserve, o banco central, reduza a taxa básica dos juros, dos atuais 3% para 2% até junho.

As autoridades monetárias do Fed se reúnem na terça, e o mercado já está incorporando a suas cotações um corte de 0,5 ponto porcentual na taxa de juros, bem como sinalizando a probabilidade de 90% de corte de 0,75 ponto. As autoridades não estavam, até esta semana, convencidas da necessidade de um corte de 0,75 ponto, dados os sinais de que a psicologia da inflação está se deteriorando.

Mas essa opinião pode ter sido afetada pela constante turbulência no mercado de crédito, bem como pelos dados fracos de vendas no varejo e emprego. No mercado se diz que essa seria uma hora arriscada de fazer um corte de juros menor do que aquele que os investidores esperam. O Fed terá de pesar a urgência de enfrentar a crise do crédito contra o risco de parecer despreocupado com a inflação.

O índice de preços ao consumidor de fevereiro será divulgado hoje e economistas consultados pela agência de notícias Dow Jones Newswires esperam um aumento de 4,5% em relação a um ano atrás.

A maioria dos economistas espera que uma recuperação econômica comece no segundo semestre, quando o pacote governamental de estímulo econômico e os cortes das taxas de juros começariam a afetar a economia. Até o fim do ano, eles esperam que a inflação esteja num nível desconfortavelmente alto de 2,7%, o que levanta a questão de quando o Fed deveria começar a aumentar os juros.

Para 84% dos economistas ouvidos, o Fed demorou para elevar os juros em 2003 e vai querer evitar esse erro. Mesmo assim, "vai levar algum tempo, na melhor das hipóteses, até que o Fed possa se sentir seguro de que a situação econômica se estabilizou", disse Bruce Kasman, do J.P. Morgan Chase.

Uma coisa está clara: o cenário sombrio tornou o trabalho do presidente do Fed, Ben Bernanke, menos seguro, especialmente porque os EUA terão um novo presidente daqui a menos de um ano. Os economistas dão a Bernanke só 59% de chances de ser renomeado em 2010. "Se um democrata for eleito, ele não será renomeado, e [John] McCain também pode optar por outra pessoa", disse David Resler, da Nomura Securities.

"Os problemas aconteceram sob a batuta dele", acrescentou Ram Bhagavatula, da Combinatorics Capital.

Fonte: Diário Vermelho

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Sunday, February 24, 2008

Bancarrota em 2008?
Fevereiro 2008

Ignacio Ramonet
Le Monde diplomatique


Conseguirá o anúncio feito pela Reserva Federal americana de uma importante redução das suas taxas de juro evitar uma recessão nos Estados Unidos e afastar o espectro duma bancarrota mundial? Muitos peritos crêem que sim, receando quando muito uma redução do ritmo do crescimento.

Mas outros analistas, embora adeptos do capitalismo, mostram-se muito inquietos. Em França, por exemplo, Jacques Attali profetiza que «em breve […] a Bolsa de Nova Iorque, caução da pirâmide dos empréstimos, irá desmoronar-se». Michel Rocard acrescenta mesmo: «A minha convicção é que isto irá em breve explodir» [1].

Convém dizer que os sinais de desconfiança se estão a multiplicar. Mostra-o a actual “corrida para o ouro”, voltando o metal amarelo – cujas cotações, em 2007, aumentaram 32 por cento! – a desempenhar o seu papel de valor refúgio. Todos os grandes organismos económicos, entre os quais o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), prevêem uma diminuição do crescimento mundial.

Quase tudo começou em 2001 com o rebentamento da bolha Internet. Para proteger os investidores, Alan Greenspan, nessa altura presidente da Reserva Federal americana, decidiu orientar os investimentos para o sector imobiliário [2]. Através de uma política de taxas muito baixas e de redução das despesas financeiras, levou os intermediários financeiros e imobiliários a incitar uma clientela cada vez maior a investir em imóveis. Foi assim estabelecido o sistema dos subprime, empréstimos hipotecários de risco e de taxa variável concedidos às famílias mais frágeis [3]. Mas quando a Reserva Federal, em 2005, aumentou a taxa de juro de referência (aquelas, precisamente, que acabara de reduzir), com isso desregulou a máquina e desencadeou um efeito dominó, fazendo vacilar o sistema bancário internacional a partir de Agosto de 2007.

A ameaça de insolvência de quase três milhões de famílias, endividadas em cerca de 200 mil milhões de euros, levou à falência importantes instituições de crédito. Para se precaverem contra esse risco, estas tinham vendido uma parte dos seus créditos duvidosos a outros bancos, os quais os cederam a fundos de investimento especulativos, que, por sua vez, os disseminaram em bancos do mundo inteiro. Resultado: qual epidemia fulminante, a crise atingiu o sistema bancário como um todo.

Importantes instituições financeiras – Citigroup e Merrill Lynch, nos Estados Unidos, Northern Rock, no Reino Unido, Swiss Re e UBS, na Suíça, Société Générale, em França, etc. – acabaram por admitir que tiveram perdas colossais. Algumas dessas instituições, para limitar o desastre, tiveram de aceitar capitais provenientes de fundos soberanos controlados por potências do Sul e das petromonarquias.

Ainda ninguém sabe qual é a dimensão exacta dos danos. Desde Agosto de 2007, os bancos centrais norte­‑americano, europeu, britânico, suíço e japonês injectaram na economia centenas de milhares de milhões de euros sem conseguirem restaurar a confiança.

Da economia financeira, a crise propagou-se para a economia real. E uma conjunção de factores – redução acelerada dos preços do imobiliário nos Estados Unidos (mas também no Reino Unido, na Irlanda e em Espanha), esvaziamento da bolha de liquidez, queda do dólar, restrição do crédito – fazem de facto temer um nítido recuo do crescimento mundial. A isso vêm ainda juntar-se outros fenómenos, tais como o aumento dos preços do petróleo, das matérias-primas e dos produtos alimentares. Ou seja, os ingredientes de uma crise que está para durar [4]. A mais importante desde que a globalização passou a constituir o quadro estrutural da economia mundial.

A saída desta crise reside agora na capacidade que as economias asiáticas tenham para revezar o motor norte­‑americano. Nesse caso, isso será uma nova manifestação do declínio do Ocidente, pressagiando a próxima deslocação do centro da economia-mundo dos Estados Unidos para a China. E se assim for, a presente crise irá assinalar o fim de um modelo”.
_______

[1] Respectivamente, L’Express, Paris, 13 de Dezembro de 2007, e Le Nouvel Observateur, Paris, 13 de Dezembro de 2007.

[2] Cf. “Crises financières à répétition: quelles explications? quelles réponses?”, Fondation Res Publica, Paris, 2008.

[3] Cf. André-Jean Locussol-Mascardi, Krach 2007. La vague scélérate des “subprimes”, Le Manuscrit, Paris, 2007.

[4] Frédéric Lordon, O mundo refém do poder financeiro, Le Monde diplomatique, Setembro de 2007.

Fonte: Informação Alternativa

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Tuesday, February 12, 2008

O espectro de 1929 ronda os Estados Unidos
11/02/2008

A crise atual do capitalismo mundial é evidenciada, entre outras coisas, pelo “estouro” do sistema de créditos imobiliários nos Estados Unidos e pelo prejuízo de 10 bilhões de dólares registrado pelo Citibank, o maior desde 1945. Não se trata de uma crise qualquer, nem de “mais uma” entre tantas outras: de fato, ameaça transformar-se em uma quebra de grandes proporções. O espectro de 1929 assusta o mercado financeiro e expõe a olhos nus o frágil edifício sobre o qual se construiu a chamada “globalização”.

Por José Arbex Jr.*

Nos Estados Unidos, centro do capitalismo mundial, centenas de milhares de famílias endividadas não têm mais de onde extrair recursos para pagar suas dívidas, especialmente numa situação em que mesmos os economistas mais “otimistas” admitem a chegada da recessão. Várias cidades do meio-oeste estadunidense apresentam hoje um cenário desolador, semelhante ao de Detroit, a antiga orgulhosa capital do automóvel, com prédios e casas abandonadas. Sãos os primeiros sinais visíveis da falência de um sistema que, ao longo dos anos 90 e início do novo século, transformou a economia em cassinos abertos ao capital especulativo.

Como resume o historiador e economista Robert Brenner, colaborador da New Left Review: “Os anos desde o início do atual ciclo econômico, iniciado no começo de 2001, foram os piores entre todos. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos foi o mais lento para qualquer intervalo comparativo, desde o fim dos anos 40, ao passo que a instalação de novas fábricas e equipamentos e a criação de empregos mantiveram-se, respectivamente, em níveis 1/3 e 2/3 inferiores à média geral do período pós-guerra. Os salários reais para os trabalhadores empregados diretamente na produção, cerca de 80% da força de trabalho, foram praticamente achatados, mantendo-se no nível de 1979.”

Panela de pressão

O quadro geral não é muito diferente na Europa e no Japão. As manifestações dos jovens pobres que vivem nos subúrbios de Paris e de outras cidades francesas foram, corretamente, interpretadas como o “apito da panela de pressão” que ameaça estourar na Itália, na Alemanha, em Portugal e Espanha. Não é o caso, aqui, de explicar em detalhes os mecanismos da crise, mas sim de assinalar que o domínio do capital financeiro e especulativo sobre a economia real assegurado pelo neoliberalismo – isto é, o domínio do jogo de pôquer travado nas Bolsas de Valores e sistemas financeiros mundiais sobre a indústria e a produção de bens materiais – trouxe o mundo à beira do abismo.

A China, cujo maior parceiro comercial são os Estados Unidos, também sente a ameaça representada pelos efeitos da recessão, podendo multiplicar o estrago em escala planetária. A demanda de matéria-prima, equipamentos e máquinas suscitada pelo extraordinário crescimento da economia chinesa na última década foi um dos motores da economia mundial, além de assegurar emprego na própria China (ainda que, em regiões altamente industrializadas, os salários praticados são vergonhosos, mesmo para padrões brasileiros). O desaceleramento eventual da economia chinesa vai produzir um efeito cascata em todos os países cujos produtos os chineses importam, incluindo, é óbvio, o Brasil.

Quais serão, aliás, os efeitos da crise para o Brasil? Serão certamente nefastos, já que o país orientou o seu crescimento segundo um modelo agroexportador, totalmente dependente das flutuações do mercado internacional. Além disso, a brutal concentração de renda concentrou o controle da economia nas mãos de um pequeno punhado de empresas, a maioria das quais associadas ao capital transnacional ou diretamente controlada por grupos transnacionais. Com um mercado interno frágil (se houve aumento de trabalhadores com carteira assinada no governo Lula, a renda média caiu, isto é, houve o crescimento do trabalho desqualificado), a economia nacional é totalmente vulnerável às oscilações do capitalismo mundial.

E quando o Brasil começará a sentir os efeitos da crise? Já começou, com o congelamento da queda das taxas de juros, assumido pelo Banco Central como “medida de cautela”. Isto é, o Brasil se dispõe a continuar remunerando o capital com as mais altas taxas de rendimento do mundo, por temer que a crise “seque” a fonte de dólares despejadas no país.

Colchão de dólares

As reservas brasileiras somam, hoje, algo em torno de 200 bilhões de dólares. Segundo o governo Lula, isso representa um “colchão” confortável para aliviar os efeitos da crise. Mas se ela realmente se agravar como temem os economistas, incluindo alguns dos mais ardorosos defensores do neoliberalismo, como a revista Economist (que considera a “bolha especulativa” criada entre 2001 e 2005 como a maior, em todos os tempos), então as reservas brasileiras não serão de muita valia, pois todo o modelo econômico será colocado em questão.

A tragédia, enfim, bate às portas do mercado mundial. Exagero? De jeito nenhum. Não por acaso, “mudança” é a palavra de ordem de Barack Obama, o pré-candidato “azarão” do atual processo de escolha dos candidatos à presidência dos Estados Unidos. Com essa simples mensagem, Obama conseguiu reunir as condições para deixar de ser um pré-candidato “exótico” e ver o seu nome seriamente levado a sério. Jovens, intelectuais, dirigentes sindicais e gente simples na rua apóiam Obama, por sentir a necessidade de “mudança”. Todos sabem que, do jeito que está, não dá mais para continuar.

Não importa, aqui, discutir quais são as reais intenções de Obama, nem a qualidade das mudanças que um pré-candidato do Partido Democrata pode, de fato, realizar. O que importa é notar a total rejeição da opinião pública ao emblema máximo do mundo neoliberal: o presidente George Bush. Seu governo foi uma rara combinação de especulação financeira, corrupção e aventura militar, tudo ancorado no autoritarismo e repressão policial, para desembocar, agora, na crise. Se ela servir, ao menos, para colocar uma pá de cal no neoliberalismo, poderá então abrir novos caminhos para a luta de classes, nos Estados Unidos e no mundo.

* jornalista, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP) e doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP

Fonte: Brasil de Fato/Diário Vermelho

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Thursday, January 17, 2008

Nota:O Goldman Sachs Group afirmou recentemente que a economia dos Estados Unidos caminha provavelmente para a recessão, pelo que prevê que a Reserva Federal norte-americana (Fed) reaja mediante a redução das suas taxas de juro de referência até 2,5%.

As Bolsas de todo o mundo se desmoronam enquanto a inflação dispara nos EUA
16/01/08

16 de Janeiro 2008 - Continuam a surgir os maus dados económicos nos EUA e isso suscita reacções negativas nas Bolsas de todo o mundo. Desta vez a má notícia veio com os dados da inflação norte-americana, que se situou em 4,1% em 2007. Trata-se da maior subida de preços desde 1990.

Em Espanha, que também conheceu à dias que a sua inflação de 2007 alcançou os 4,2%, estes dados arrastaram a Bolsa para uma queda que às 16:00 horas desta quarta-feira se situava em 1,4% no Ibex-35 (Bolsa de Madrid). O indicador espanhol situava-se abaixo dos 13.800 pontos.

Às dúvidas sobre a desaceleração do sector imobiliário e o futuro económico espanhol, que tanto protagonismo estão a ter na pre-campanha eleitoral espanhola, se acrescentam além disso um estudo do Instituto de Prática Empresarial, que previu um crescimento médio do preço das casas de 1,9% em 2008, ou seja, por baixo da inflação.

Queda bursátil

Se na terça-feira foi o mau balanço anual do Citigroup que arrastou as Bolsas negativamente, os dados da inflação estado-unidense também se fizeram notar nas bolsas de todo o mundo: quedas de 1,10% para Frankfurt, de 0,89% para Londres, de 0,76% para Paris e de 0,29% para Milão.

Na Ásia, Tóquio encerrou com um retrocesso de 3,35%, como consequência também da publicação do grau de implicação do principal banco do país, o Bank of Tokyo Mitsubishi UFJ, na crise das hipotecas subprime. Hong Kong caiu 5,37%, enquanto que Xangai e o Kospi sul-coreano sofreram perdas por cima dos 2%.

Fonte: Aporrea

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Tuesday, January 15, 2008

Nota: O Japão registou um crescimento do seu PIB de apenas 1,3% segundo as autoridades oficiais. Para este ano as coisas prometem ser piores, a Goldman Sachs (entidade financeira dos EUA) reviu a sua previsão de crescimento económico do Japão em baixa de 1,2 para 1%, advertindo para o perigo de recessão. Mas outros analistas já dizem que a recessão é um dado adquirido. Como se isso não bastasse, o Japão corre risco de entrar numa fase de escassez de energia.

Economia japonesa também desacelera devido à crise nos EUA
15 DE JANEIRO DE 2008

O presidente do Banco do Japão (BOJ), Toshihiko Fukui, afirmou nesta terça-feira (15) que a economia japonesa se desacelerará por causa de uma queda "considerável" de investimento no sector imobiliário japonês, segundo a agência "Kyodo". Fukui explicou esta previsão de desaceleração na economia japonesa e anunciou uma revisão em baixa de sua avaliação económica de quatro das nove regiões do país.

Esta é a primeira revisão em baixa do relatório económico regional desde que o banco central japonês começou a elaborá-lo, em Abril de 2005. No relatório económico regional publicado hoje, o banco central indicou a alta de preços do petróleo como outra das causas da desaceleração. Fukui também se referiu ao maior impacto que o previsto da crise das hipotecas de alto risco nos balanços dos bancos japoneses. Segundo sua opinião, as perdas das instituições financeiras japonesas poderão ser compensadas pela "vitalidade na gestão", já que os bancos japoneses estão menos expostos à crise hipotecária dos Estados Unidos que seus concorrentes europeus e americanos.

Apesar das ameaças que existem sobre a economia japonesa, o presidente do BOJ disse que o Japão está no caminho de uma "expansão moderada". A detenção brusca do investimento no sector imobiliário japonês se deve a uma queda considerável na quantidade de obras iniciadas, por causa da entrada em vigor de uma nova legislação mais restritiva do sector.

Fonte: Efe/Diário Vermelho

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Monday, December 17, 2007

Nota: Recessão à vista no Japão...

Governo japonês é cada vez mais impopular
17-12-2007

A desaprovação ao atual governo do primeiro-ministro japonês Iasuo Fukuda subiu a 47,6%, comparada a uma aprovação de apenas 35,3%, segundo pesquisa publicada nesta segunda-feira (17) em Tóquio. Fukuda e seus colaboradores herdaram o gabinete precedente com o compromisso de resolver a perda dos dados de quase 20 milhões de aposentados, equivalente a 38,8 por cento das contas de aposentadoria de 50 milhões de pessoas. Tanto o Partido Liberal Democrata (PLD), que detém a maioria na câmara baixa, como o próprio chefe de governo, prometeram encontrar um modo de solucionar o escândalo.

Segundo uma pesquisa da Agência Kyodo, 57,6% dos entrevistados opinaram que o governo não cumpriu suas promessas sobre essa questão.

Já 46,7% dos pesquisados expressaram sua oposição ao projeto de lei que permitiria a marinha japonsea a voltar a participar das operações de reabastecimento das forças americanas no Oceano Índico, para suas operações no Afeganistão. Por outro lado, 28,5% dos entrevistados disseram apoiar o opositor Partido Democrata do Japão, enquanto o governante PLD vem logo em seguida com 25,2%.

Fonte: Diário Vermelho

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Sunday, December 16, 2007

Inflação na zona do Euro é a mais alta desde 2001
15/12/2007

A inflação na zona do euro em novembro foi superior às previsões, atingindo 3,1% contra 2,6% de outubro, informou na sexta-feira (14) o Eurostat, departamento europeu de estatística. Este é o índice de inflação mais alto desde maio de 2001, quando também chegou a 3,1%.

De acordo com o Eurostat, há um ano a inflação na zona do euro, formada atualmente por 13 países, havia sido de 1,9% e de 2,1% na União Européia (UE), composta por 27 nações. Já a taxa sobre a base mensal em novembro foi de 0,5% respectivamente em ambas as áreas. O aumento da inflação em novembro deveu-se principalmente ao aumento dos preços dos combustíveis e dos alimentos.

Em Portugal

Em Portugal o charlatanismo do governo Sócrates continua a atirar areia para os olhos dos portugueses dizendo que a inflação se mantém estável em 2,5%. Pois, pois e eu sou o Pai Natal... Combustíveis a encarecer, alimentos a encarecer, aumentam propinas, taxas moderadoras e até os impostos (sobre os combustíveis e o tabaco recentemente), mas a inflação está "estável"... Pensam que enganam a quem? Com ou sem números de inflação "reais" a crise já chegou e parece ter vindo para ficar.

Fonte: Diário Vermelho

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Thursday, November 29, 2007

O "papel higiénico do planeta"

James Kunstler, num artigo traduzido em Resistir.info:

"O dólar está a perder cerca de um centavo a cada três semanas contra outras divisas. Um centavo não parece muito, mas se mantiver aquele ritmo por mais um ano a "divisa de reserva" do mundo tornar-se-á o papel higiénico de reserva do planeta. Os preços do petróleo estão prontos para entrar no reino dos três dígitos e o efeito psicológico disto pode ser chocante junto a 200 milhões de infelizes motoristas. O valor das casas de papelão e vinyl não há dúvida que está a afundar. Naturalmente, os números do governo quanto ao índice de preços no consumidor e ao emprego são em geral descartáveis por falta de credibilidade. Mas qualquer pessoa que ultimamente tenha comprado um saco de cebolas e um frasco de geleia sabe que os preços caminham para cima nos corredores dos supermercados, e tantos migrantes ilegais mexicanos foram empregados no boom habitacional do Sunbelt que a sua ausência após o desastre não ficará registada em qualquer gráfico."

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Friday, November 16, 2007

Será que o Japão já está em recessão?

Os efeitos da chamada Crise Subprime, a grande Crise Financeira e Imobiliária que devora os mercados bolsistas tem produzido efeitos especialmente dramáticos no Japão. Para prová-lo basta dizer que neste momento Novembro de 2007, a Bolsa de Tóquio (a principal do Japão), já desceu o seu valor (medido em pontos) para níveis inferios a igual período do ano anterior, Novembro de 2006. Tecnicamente diz-se que quando um dado sector económico retrocede de valor de ano para ano em vez de aumentar de valor (o que é a sitão considerad normal, a situação de crescimento), ele está em recessão. Logo por definição a bolsa japonesa está em recessão. Normalmente quando a Bolsa de um dado país entra em recessão, a economia também entra em recessão. Estará o Japão já em recessão?

Vejam o gráfico da evolução da Bolsa de Tóquio no período de um ano clicando aqui.

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Stiglitz diz: Greenspan "fez o estrago" e os EUA arriscam-se a entrar em recessão

O famoso Nobel da Economia Joseph Stiglitz e antigo economista do Banco Mundial que se revoltou contra o sistema tornado-se opositor do regime neoliberal, disse a verdade muitos neoliberias não gostam de ouvir: Greenspan (o ex-presidente da Federal Reserve) é o culpado pela crise "subprime" (uma crise simultaneamente financeira e imobiliária) e que os Estados Unidos estão a sofrer um grande abarandamento económico e correm o risco de entrar em recessão. É interessante que esta notícia apareça na Bloomberg, um grupo mediático-financeiro que habitualmente presta reverência ao charlatão Greenspan.

Fontes: Bloomberg, Wikipédia

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Comunidade Portuguesa de Ambientalistas
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