Friday, September 23, 2005

A ler...

A ineficiência energética em Portugal agrava a crise económica e social, estudo elaborado pelo economista Eugénio Rosa. O qual deixa alguns dados concretos alarmantes quanto à situação da energia em Portugal, numa altura em que os preços sobem em escalada, o país cresce em ineficiência e desperdício e ignora o imenso problema económico que a subida estrutural dos preços provoca. Alguns dados, a saber:

- "Em Portugal para produzir um euro de riqueza (PIB) gasta 2,47 vezes mais energia do que em França; 2,4 vezes mais do que na Áustria; 2,3 vezes mais do que na Alemanha; 2,1 vezes mais do que na Finlândia; 1,68 vezes mais do que na Irlanda; 1,54 vezes do que na Bélgica; 1,49 vezes mais do que na Espanha; 1,47 vezes mais do que na Itália; 1,42 vezes mais do que na Grécia; 1,34 vezes mais do que na Holanda; 1,26 vezes mais do que no Luxemburgo".

- Portugal "que importa cerca de 88% da energia primária que consome," paga em energia importada uma factura substancial está a crescer vertiginosamente, de 2004 para 2005 a percentagem de combustíveis minerais nas importações extra-comunitárias (de onde importa todo o petróleo) cresceu de 30 para 38%.

- Os preços da electricidade no consumo industrial diminuiram 15% de 1994 a 2005 noentanto continuam a ser mais altos 5% que na UE. Já os consumidores domésticos, no mesmo período, tiveram um agravamento do preço da electricidade de 4,5% e pagam mais 20% que a média europeia. Por aqui também se vê muita da ineficiência que a ser combatida podia ajudar a economia.

- A situação nos transportes, então é o cumúlo da ineficiência e desperdício, apostando no transporte rodoviário contra o ferroviário e no individual contra o colectivo, a política de transporte encoraja o desperdício sem olhar à factura.

"Os dados do Eurostat revelam que em Portugal, entre 1992 e 2003 a importância do transporte ferroviário no transporte interior total diminuiu em 25,8%, representando neste último ano em Portugal apenas 38% da média comunitária. Por outro lado, em 2003, o peso do transporte rodoviário em Portugal era superior à média comunitária em 21,8%, já que representava em Portugal 93% de todo o transporte interior, medido em toneladas/km, enquanto na União Europeia correspondia, em média, a 76,4% do transporte total interior. Dados do INE sobre a utilização do transporte individual nas AM de Lisboa e do Porto confirmam a mesma tendência.

Nas AM de Lisboa e do Porto, em 1991, respectivamente 24% e 23% das pessoas utilizavam o transporte individual nas suas deslocações; em 2001, essa percentagem tinha aumentado respectivamente para 44% e 49%. No mesmo período a utilização do transporte colectivo sofreu uma forte quebra, pois passou na AML de 51% para 37% , e na AM do Porto de 42% para 28%."

- "É evidente que a forma altamente ineficiente como se utiliza em Portugal a energia tem custos extremamente elevados para o País e contribui para agravar a crise económica e social, porque torna mais caro tudo o que se produz, e numa altura em que o preço da energia, nomeadamente do petróleo, está a aumentar vertiginosamente e é de prever que nunca mais se tenha acesso a energia barata."

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Outro artigo, sobre as consequências do Pico do Petróleo no Japão. Andrew Dewit é professor de Economia na Universidade de Rikkyo em Tokyo e coordenador da Focus no Japão. Escreve um ensaio sobre o impacto do choque energático no Japão, onde estão presntes vantagens e desvantagens do Japão em relação à UE e os EUA. Bom, do lado das vantagens, o Japão tem muito mais eficiência energética nos seus transportes que europeus e americanos e segundo a Morgan Stanley seria preciso um preço de $129 dólares o barril de petróleo para os japoneses sentirem um choque equivalente ao de 1979 enquanto para os EUA bastaria $81 e para a UE bastaria $77.
Noentanto pela negativa o Japão tem uma grande dependência exterior de comida (só produz 40% do que consome) e tem uma grande "kilometragem de comida", isto é um referencial da quantidade multiplicada pela distância que permite avaliar a ineficiência energética da dependência alimentar exterior, em relação aos americanos e europeus.

"Each Japanese consumer annually consumed 7093 ton-kilometres of food whereas consumers in the US consumed 1051. Even Britain, another island nation, took only 3195 ton-kilometres per capita."

1 Comments:

Blogger ColinKlinkert said...

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10:33 AM  

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