<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866</id><updated>2011-12-26T04:17:54.549-08:00</updated><category term='Crise do Capitalismo'/><category term='Reflexões de Fidel'/><category term='Relocalização'/><category term='Preço do petróleo'/><category term='Crise Moral'/><category term='Crise Financeira e Imobiliária'/><category term='Agro-combustíveis'/><category term='Peak Oil'/><category term='Hugo Chávez'/><category term='Crise social e económica'/><category term='A Solução Comunitária'/><category term='Agricultura Orgânica'/><category term='Subprime'/><category term='Corrupção e Roubalheiras'/><category term='Marcha funebre do Dólar'/><category term='Peak Oil nos Média'/><category term='Aquecimento Global'/><title type='text'>O Pico do Petróleo</title><subtitle type='html'>M. King Hubbert - Hubbert Peak - Hubbert Curve - Depletion - Peak Oil</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>244</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-1705854336548659960</id><published>2010-08-02T17:33:00.000-07:00</published><updated>2010-03-08T09:23:27.145-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relocalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Solução Comunitária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Venham todos! Participem! A Caminhada pela Simpliciade Voluntária é um evento para juntar as pessoas que estão construindo um mundo melhor, um mundo pos-petróleo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6_kKf4xniVs/S42uqRAOYRI/AAAAAAAAAfw/Fkvkx8NSO3M/s1600-h/Cartaz+Caminhada+pela+Simplicidade+Voluntaria+2010_cor1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 283px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6_kKf4xniVs/S42uqRAOYRI/AAAAAAAAAfw/Fkvkx8NSO3M/s400/Cartaz+Caminhada+pela+Simplicidade+Voluntaria+2010_cor1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444199565702881554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-1705854336548659960?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/1705854336548659960/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=1705854336548659960' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1705854336548659960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1705854336548659960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2010/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6_kKf4xniVs/S42uqRAOYRI/AAAAAAAAAfw/Fkvkx8NSO3M/s72-c/Cartaz+Caminhada+pela+Simplicidade+Voluntaria+2010_cor1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-6526277738787735429</id><published>2010-03-08T09:17:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T09:19:26.021-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Solução Comunitária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Como Cuba sobreviveu ao pico do petróleo         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;16 de Dezembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Pérez Rivero é um biólogo cubano, pioneiro da permacultura na ilha e uma referência para os defensores da agricultura sustentável. &lt;i&gt;Entrevista de Ricardo Coelho, em Copenhaga.&lt;/i&gt;   &lt;p&gt; Uma delegação de Cuba tem estado presente no Fórum pelo Clima para dar alguns workshops sobre a sua experiência com a superação da dependência do petróleo e a promoção da agricultura biológica e das hortas urbanas. Falei com Roberto Pérez Rivero, permacultor, sobre a sua experiência, que tem inspirado tantos defensores da agricultura sustentável por todo o mundo. Apesar da minha posição crítica em relação ao regime político cubano, creio que este é um exemplo que devemos seguir e estudar atentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;b&gt;Pode falar-me da experiência cubana com a superação da dependência do petróleo?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Depois do colapso da União Soviética, estando nós ainda a sofrer com o bloqueio dos EUA, tivemos de encontrar soluções para a nossa independência energética. Um dos nossos enfoques foi a mudança do nosso sistema de produção agrícola, seguindo os princípios da permacultura, um sistema de agricultura sustentável. Reduzindo a utilização de máquinas e de fertilizantes químicos (feitos com base em petróleo) reduzimos muito o nosso consumo energético. Também alteramos os nossos hábitos alimentares, de modo a comer menos carne e mais vegetais. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ao mesmo tempo, investimos muito em medidas de eficiência energética. Por exemplo, o governo distribuiu gratuitamente lâmpadas de baixo consumo por toda a gente. Ao mesmo tempo, a rede de transportes públicos gratuitos foi ampliada e o uso do automóvel privado é algo raro hoje em Cuba. O governo deu o exemplo tornando obrigatório que os seus membros dêem boleia a quem lhes pede nas suas deslocações de automóvel. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Outro importante aspecto é o investimento nas renováveis em pequena escala. O governo instalou painéis solares fotovoltaicos em casas, escolas e hospitais e criou parques eólicos, reduzindo drasticamente a nossa dependência de combustíveis fósseis.&lt;br /&gt;Esta experiência está relatada no filme “O poder da comunidade: como Cuba sobreviveu ao pico do petróleo” (http://www.powerofcommunity.org/), que aconselho todos a ver.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;b&gt;A revolução agrícola teve também impactos na vossa soberania alimentar.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim, antes dos anos 90, a nossa economia dependia muito de importações. Quando perdemos parceiros comerciais, a economia colapsou, o fornecimento de alimentos foi travado e o cubano médio perdeu cerca de 13 kgs. Foram tempos difíceis, que nos forçaram a repensar tudo. Então, começamos a encher as cidades com hortas urbanas, ocupando edifícios abandonados, espaços de estacionamento e jardins públicos. Como não tínhamos fertilizantes ou pesticidas químicos, recuperamos modos de produção tradicionais e inventamos alternativas biológicas. Hoje, as nossas cidades obtém a maioria dos seus alimentos destas hortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;b&gt;A revolução agrícola e energética é apresentada como uma iniciativa comunitária. Como foi isso possível num país onde o governo controla apertadamente a economia?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Há muitos mitos em torno de Cuba, um deles é o de que os cubanos não têm qualquer poder sobre o processo de tomada de decisões. O papel do governo foi importante no apoio a este processo de transformação mas fomos nós, com o nosso esforço, a mudar a face do nosso país. Isto seria possível num país capitalista, onde as empresas mandam nos governos?&lt;br /&gt;Encontramos uma solução para os nossos problemas. Não é perfeita, mas é algo que estamos a construir. Só exigimos que nos respeitem e que não nos exijam para mudarmos a forma como vivemos as nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;i&gt;&lt;b&gt;Mas também vemos hortas urbanas a nascer em países capitalistas, não?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Claro, isso só mostra como o conceito de produção local e sustentável pode ser aplicado em todo o lado. Em Nova Iorque, os bairros pobres nos subúrbios eram povoados por criminosos e traficantes de droga. Mas as comunidades latinas fizeram o que puderam para transformar os bairros em locais agradáveis, criando hortas urbanas onde cultivavam a sua comida. A experiência foi tão bem sucedida que o Presidente da Câmara Rudy Giuliani quis entregar a área a imobiliárias mas os residentes revoltaram-se e conseguiram travá-lo.&lt;br /&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt;Como é que Cuba é afectada pelas alterações climáticas e quais são os vossos planos para a adaptação?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cuba já se sentem os efeitos das alterações climáticas. No ano passado, um furacão destruiu grande parte das nossas culturas e tivemos de importar de novo alimentos. Isto foi duro mas nós não desistimos. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estamos a fazer a nossa parte. Reduzimos o nosso consumo de energia. Aumentamos a nossa área de florestas em 12% (uma área equivalente a El Salvador) e planeamos ter 36% do nosso território coberto com florestas e 35% com áreas protegidas. Já quase não usamos petróleo importado e aprendemos a respeitar a natureza. E fizemos tudo isto sem receber créditos de carbono e sem investir em energia nuclear, só com o poder da comunidade e a aposta nas renováveis. Estamos a construir uma sociedade socialista não só para nós mas também para os nossos netos. &lt;/p&gt; As alterações climáticas vão tornar a nossa vida mais difícil, mas não nos vão derrubar. Já recuperamos muitas vezes de situações difíceis, nós encontramos sempre uma forma de nos levantarmos de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.esquerda.net/content/view/14659/26/"&gt;Esquerda.net&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-6526277738787735429?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/6526277738787735429/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=6526277738787735429' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6526277738787735429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6526277738787735429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2010/03/como-cuba-sobreviveu-ao-pico-do.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-4817302452072164154</id><published>2010-03-08T08:24:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T09:28:37.029-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peak Oil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peak Oil nos Média'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Pico do petróleo mais próximo do que estatísticas oficiais dizem&lt;/h2&gt;10/11/2009&lt;br /&gt;O planeta tem muito menos reservas de petróleo do que as previsões oficiais indicam. A afirmação não pertence a nenhum ‘petrocéptico’, mas a um elemento de topo ligado à Agência Internacional de Energia, citado sob anonimato na edição de hoje do diário britânico The Guardian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo esta fonte, a entidade tem afastado deliberadamente a ameaça de uma escassez de petróleo por receio de uma vaga de pânico consumista, uma acusação que acentua a polémica em torno do rigor das estatísticas oficiais que os países usam como referência para as suas políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal cita o quadro da AIE, de acordo com o qual os EUA têm usado a sua influência junto da organização para que esta estime em baixa a taxa de declínio dos campos petrolíferos em actividade, ao mesmo tempo que estima em alta as possibilidades de serem encontradas novas reservas petrolíferas. A suspeita já não é nova, muitos dos especialistas ligados ao movimento do chamado “pico do petróleo” alertam há anos para esse risco, defendendo que a produção mundial já ultrapassou o seu pico e se encontra já em declínio. A questão torna-se agora ainda mais séria quando se reconhece que os números reais não saem a público por receio de uma grave crise nos mercados financeiros mundiais e na fragilização dos interesses americanos no acesso aos recursos petrolíferos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro das dúvidas, estão as previsões da AIE, segundo as quais a produção mundial de petróleo pode ser elevada de 83 milhões de barris diários para 105 milhões – projecção que os críticos consideram carecer de evidência firme, uma matéria que, para países como o Reino Unido é especialmente grave, sobretudo depois de se ter tornado importador de petróleo, com o fim das suas reservas no Mar do Norte, desde 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fonte citada pelo Guardian, que pediu anonimato para evitar represálias da indústria, usa os números da própria AIE para explicar como o problema tem sido gerido. “Em 2005, a AIE previa que a produção de petróleo podia subir até 120 milhões de barris diários em 2030. Desde então, tem baixado gradualmente essa previsão para 116 milhões, depois para 105 milhões no ano passado”. E acrescenta: “o número dos 120 milhões de barris nunca fez sentido e mesmo os valores actuais são demasiado elevados para serem justificados e a AIE sabe isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitir valores mais baixos, embora alegadamente mais próximos da realidade, poderão criar uma situação de ruptura no mercado petrolífero e o “receio de que o pânico se espalhasse pelos mercados financeiros, sendo que os americanos temem o fim da supremacia do petróleo, proque isso pode ameaçar o seu poder de acesso aos recursos petrolíferos”, adiantou a mesma fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro elemento que já foi quadro de topo da AIE reconhece também que conheceu uma regra interna segundo a qual era “imperativo não enfurecer os americanos”, ao mesmo tempo que se aceitava que não havia assim tanto petróleo no mundo como se fazia crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Reino Unido, estas suspeitas podem dar uma nova importância à conferência de Copenhaga, que discutirá o pós-Quioto dentro de menos de um mês, e as medidas para uma economia mundial com menores emissões de gases com efeito de estufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialistas da indústria petrolífera como Matt Simmons, recentemente entrevistado pelo PÚBLICO, ou Colin Campbell, co-fundador do movimento do pico do petróleo reforçam a necessidade de prudência a olhar para os números oficiais. O primeiro há vários anos que diz que as estimativas de reservas estão sobrevalorizadas, a começar pelas da Arábia Saudita. O Segundo até admire que se os números verdadeiros viessem a público, causariam pânico nos mercados financeiros “ e no final não aproveitaria a ninguém”.&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gHKp5vF_VoE&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gHKp5vF_VoE&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: &lt;a href="http://www.gaia.org.pt/node/15154"&gt;GAIA&lt;/a&gt;/Público/Guardian&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-4817302452072164154?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/4817302452072164154/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=4817302452072164154' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4817302452072164154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4817302452072164154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2010/03/pico-do-petroleo-mais-proximo-do-que.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-2856964402660775314</id><published>2010-03-02T16:27:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T16:33:13.529-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="title"&gt;Growth versus development&lt;/h2&gt;       &lt;div class="origin"&gt;    by Dennis Meadows&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gSPHzkAHwqY&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gSPHzkAHwqY&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://energybulletin.net/node/51773"&gt;Energy Bulletin&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-2856964402660775314?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/2856964402660775314/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=2856964402660775314' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2856964402660775314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2856964402660775314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2010/03/growth-versus-development-by-dennis.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-233317669993394940</id><published>2009-11-01T10:01:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T10:10:16.111-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relocalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Solução Comunitária'/><title type='text'></title><content type='html'>Simplicidad Voluntaria y Decrecimiento (1/7) - Utopimágenes&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gtQmmaw8sG0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gtQmmaw8sG0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplicidad Voluntaria y Decrecimiento (2/7) - Utopimágenes&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/P0zVrNnfua0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/P0zVrNnfua0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplicidad Voluntaria y Decrecimiento (3/7) - Utopimágenes&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Kd6t9kf1OM4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Kd6t9kf1OM4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplicidad Voluntaria y Decrecimiento (4/7) - Utopimágenes&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Z_Dr8_EW6gc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Z_Dr8_EW6gc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplicidad Voluntaria y Decrecimiento (5/7) - Utopimágenes&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gggT30ViKbg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gggT30ViKbg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplicidad Voluntaria y Decrecimiento (6/7) - Utopimágenes&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/M0EB5ypO0ms&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/M0EB5ypO0ms&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplicidad Voluntaria y Decrecimiento (7/7) - Utopimágenes&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RWtBnVhT-vA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RWtBnVhT-vA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-233317669993394940?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/233317669993394940/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=233317669993394940' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/233317669993394940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/233317669993394940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2009/11/simplicidad-voluntaria-y-decrecimiento.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-625168034932071272</id><published>2009-09-12T08:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T08:59:47.953-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise do Capitalismo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="cuerpo3"&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;span class="subTituloNoticia"&gt;     &lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:130%;" &gt;Entrevista a Peter Marchetti, ex jesuita y revolucionario por siempre     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;        &lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:130%;" class="tituloNoticia" &gt; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Centroamérica: “Aquí la democracia se asienta en el genocidio” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;      &lt;div align="right"&gt; &lt;span class="Arial12pixel"&gt;&lt;i&gt; Por: Marcelo Colussi, Agencia Walsh      &lt;br /&gt;      Fecha de publicación: 11/09/09 &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Desde Guatemala habla Peter Marchetti, nacido en Estados Unidos pero centroamericano por adopción. Fue jesuita hasta 2007, y si bien dejó de serlo mantiene sus convicciones revolucionarias y su esperanza en un mundo de mayor justicia. Una entrevista realizada por Marcelo Colussi.&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;Buenos Aires 11 de septiembre de 2009 (Agencia Walsh). Peter Marchetti, 64 años, estadounidense de origen y centroamericano por adopción (hace 30 años que vive en la región, y ahora es ciudadano nicaragüense) fue sacerdote jesuita hasta hace dos años. Dejó de serlo, pero no dejó sus convicciones revolucionarias, sus esperanzas en un mundo de mayor justicia. Eso fue lo que lo hizo llegar a Centroamérica hace ya tres décadas y trabajar siempre, como especialista en economía agraria, con poblaciones golpeadas y marginadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;Ahora vive en Guatemala donde trabaja codo a codo con el movimiento campesino. Autor prolífico, analista agudo y además muy buena persona, querido por propios y extraños, fue entrevistado por Marcelo Colussi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- ¿Cómo se dibuja el mapa político para Centroamérica luego del golpe de Estado en Honduras y el montaje del video del caso Rosenberg en Guatemala, que casi lleva también a una desestabilización? ¿Cuál es la estrategia de Washington en todo esto? &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- Creo que para la gente que puede ver esta entrevista fuera de la región, en el cono sur o en toda Suramérica, es importante saber que Centroamérica siempre ha caminado en un tiempo distinto a América del Sur. Por ejemplo, cuando en el sur se estaban dando los procesos de derechización con las dictaduras militares y los planes neoliberales de ajuste estructural, en Centroamérica se estaban dando procesos revolucionarios con movimientos insurgentes de izquierda. Y ahora, cuando en Suramérica asistimos a una ola de cambios con procesos populares como los de Evo Morales en Bolivia, por ejemplo, o Rafael Correa en Ecuador, otra vez la región centroamericana va con otro tiempo. Se podría decir que habitualmente Centroamérica viene tarde, repitiendo diez años después lo que hace el resto de América Latina. La actual coyuntura es muy interesante: cuando el presidente Manuel Zelaya incorpora Honduras al proyecto del ALBA, que coincide con la elección de Daniel Ortega como presidente en Nicaragua y de Mauricio Funes en El Salvador apoyado por el Farabundo Martí de Liberación Nacional, todo eso trae una reacción fuerte del gobierno de Estados Unidos. Todos estos cambios cuestionan las democracias restringidas que venían aplicándose en Latinoamérica desde la década de los ochenta del siglo pasado. En Centroamérica, al poco tiempo de empezar a dibujarse estos cambios, hay una reacción fuerte de la oligarquía para cortarlos. Y ahí está el golpe en Honduras. Al mismo tiempo que se preparaba ese golpe, en Guatemala se pone en marcha todo el montaje con el video del abogado Rosenberg, difundido ampliamente por todo el mundo, con el que se buscó desestabilizar al gobierno de Álvaro Colom. Pero aquí no es tan importante este golpe político mediático sino el golpe económico que está dando la oligarquía, asfixiando al gobierno por considerarlo demasiado popular, demasiado volcado hacia el lado de los pobres, aunque Colom no anda ni cerca siquiera de planteamientos bolivarianos, de izquierda. Pero unos simples brotes de populismo tienen como respuesta un planteamiento sumamente conservador en la política macro. Mientras que el resto de América Latina ofrece bonos para endeudar al Estado y así responder a la recesión generalizada, Guatemala sigue implementando políticas de Margaret Tatcher y de Reagan, más neoliberales aún que la de ellos. Es increíble: se sigue manteniendo una carga tributaria bajísima. En definitiva: la oligarquía, que no ve con buenos ojos a la administración de Colom, lo deja sin presupuesto. Y el gobierno populista, constreñido económicamente por esa oligarquía que le cierra el camino, trata de moverse dentro de esa camisa de fuerza; pero es muy difícil hacer algo progresista con un planteo económico ultraconservador. Pero es por eso, por ese planteo tibiamente populista, que la oligarquía ataca y trata de desestabilizar el gobierno. Lo intenta con el caso Rosenberg, que es una forma de golpear la imagen política, pero más aún lo intenta con el manejo económico, ahogándolo con el presupuesto nacional que no ha permitido que salga como el gobierno necesita. La oligarquía prácticamente no paga impuestos; en Guatemala el 10 % más pobre paga porcentualmente más impuestos que el 10 % más rico. Por tanto al gobierno actual se le hace muy difícil poder avanzar en sus medidas; en definitiva, se trata de un golpe económico de la derecha contra el populismo. Lo que estamos viendo ahora –con este golpe económico en Guatemala o con el golpe de Estado técnico en Honduras– es una reacción conservadora contra la ola política de cambios representada por Chávez, por Evo Morales, por Rafael Correa. En Honduras tomó forma de una manera brutal, y ahí la oligarquía hizo saber que no está dispuesta a tolerar cambios populistas en la región. Centroamérica ha sido siempre una región más conservadora que Suramérica. Y por eso, por ese conservadurismo tan grande, es que en Centroamérica surgieron los movimientos guerrilleros, como una reacción a esa derecha tan cerrada, tan troglodita podríamos decir. En los tres países donde se dieron esos movimientos: Nicaragua, Guatemala y El Salvador, se dieron historias distintas, mientras que Honduras, el lugar desde donde se manejó la estrategia contrainsurgente contra estos tres países, Estados Unidos manejó a su antojo, haciendo de toda la nación una propia base de operaciones militares. Primero la manejó económicamente, a través de la bananera; y luego con la contrainsurgencia. Y la historia se repite; quiero decir: en el fondo, Estados Unidos está detrás del actual golpe de Estado en Honduras. Lo que hacen las fuerzas políticas de derecha del país es lo que el gobierno de Estados Unidos ha orientado durante décadas. En realidad, las constituciones políticas de los países centroamericanos son apenas democracias restringidas, concebidas para apoyar a las oligarquías locales reduciendo los derechos sociales de las grandes mayorías. Son constituciones de corte marcadamente neoliberal. Y está claro que a la estrategia de dominación continental de Estados Unidos no le interesan constituciones como, por ejemplo, la de Bolivia. El interés real de Estados Unidos, aunque el presidente Obama hable en contra del golpe de Estado en Honduras, es que no aparezcan constituciones ni procesos políticos que cuestionen su hegemonía en la región. Es sabido que la CIA estuvo directamente involucrada en este golpe. Además, y en complementación de lo anterior, es sabido también que todo el aparato represivo y de inteligencia de los países centroamericanos es el mismo de hace 20 o 30 años. Es decir: todos los organismos de seguridad de la región y de Estados Unidos, a través de la CIA, la DEA, los servicios de inteligencia de sus embajadas, están articulados con los intereses más conservadores y reaccionarios de las oligarquías locales. Aquí no hay democracia; hay, en todo caso, democracias restringidas, formales, asentadas en el triunfo sobre –o en la negociación en desiguales condiciones con– las fuerzas revolucionarias de las décadas pasadas. Aquí la democracia se asienta en el genocidio. Es decir: esa ideología profundamente conservadora, de derecha, es el trasfondo de lo que está pasando ahora en el área. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;Hay que ver hasta qué punto el presidente Obama podrá cambiar el tipo de aparato político de Estados Unidos en esta región. ¿Será que Obama está en condiciones de abandonar el pacto que la extrema derecha estadounidense tiene con las fuerzas conservadoras de Centroamérica? En la primera conversación que tuvo la Secretaria de Estado Hillary Clinton con el presidente Zelaya luego del golpe de Estado en Honduras, le pidió tres cosas: primero, y fundamental, no tocar la base estadounidense de Comayagua. Segundo: no aparecer mucho con el presidente Chávez, y tercero: si vuelve al poder debe ofrecer una amnistía completa a cualquier civil y/o militar que participó en el golpe. Lo interesante es la base militar; eso muestra el interés de Washington de mantener una presencia militar fuerte en la región. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;Recuerdo Comayagua porque alguna vez, cuando vivía en Honduras, intentamos cerrar la base, allá por 1983. En ese entonces Honduras buscaba generar una guerra con la Nicaragua sandinista, para permitir así la presencia militar estadounidense en la región, pensando incluso en su intervención directa contra el gobierno revolucionario del país vecino. Recuerdo que tratamos de movilizar a la opinión pública, para lo cual tomamos como ejemplo un movimiento de 250 mujeres estadounidenses, religiosas todas, que fueron a tratar de invadir Comayagua. Lograron con su movilización quitar al jefe de las fuerzas armadas, un tal general Álvarez, y el hecho movilizó a buena parte de la sociedad civil hondureña. Hoy, con una base militar de Estados Unidos que sigue inamovible, hay numerosas pruebas que indican que hubo personal y recursos de Washington metidos tras el golpe en Honduras. En ese sentido es hipócrita Obama cuando sale a decir que Latinoamérica protesta siempre por las invasiones de Estados Unidos en la región, pero ahora pide la intervención. Es hipócrita porque dice que Washington no va a intervenir, cuando la intervención militar ya se cumplió, puesto que el golpe fue totalmente apoyado por el gobierno de Estados Unidos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;El problema es cómo limpiar la basura de la política de Estados Unidos en la región. No es que ahora se esté pensando si intervenir o no; ¡hace 35 años que la Casa Blanca está interviniendo en los asuntos internos de Honduras! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- ¿Hipocresía por parte de Obama, o eso estaría mostrando que el presidente no maneja realmente todos los hilos de la política del país? Lo cual nos lleva a otra pregunta de fondo: el golpe de Estado en Honduras, ¿podría tomarse como un mensaje del gobierno de Estados Unidos, o de algunos sectores del gobierno al menos, hacia Latinoamérica en el sentido de decir “no más populismos, no más unión latinoamericana ni Petrocaribe, basta de Chávez en la región”? &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- Por supuesto. Es un mensaje muy claro. Y aunque quizá Obama no lo decidió, él es hipócrita en el análisis de lo que pasó, porque pese a que no haya sido el responsable directo del golpe, ha dejado actuar al aparato militar y de inteligencia. Es muy probable que la ultraderecha enquistada en el Estado lo esté manejando a él. Eso puede verse en que no ha podido nombrar una sola persona de su confianza en cargos altos para la política de Washington hacia Latinoamérica. Y si no pudo siquiera hacer nombramientos, mucho menos va a poder cambiar los objetivos estratégicos de esa política exterior, que pareciera que él no maneja. Se podrá evaluar si va a haber cambios o no, pero por lo pronto el discurso del presidente es hipócrita. Porque es evidente que el interés principal de Estados Unidos es que no le toquen su base militar en Honduras, centro de operaciones contrainsurgentes para toda la región centroamericana. ¿Qué haría Obama si, por ejemplo, Alemania o China decidieran plantar una base militar en el medio del territorio estadounidense? Diría que eso es intervencionismo, por supuesto. Por tanto, el golpe de Estado en Honduras es un claro mensaje para toda América Latina, es un mensaje de los sectores más conservadores de Estados Unidos y de Centroamérica hacia el resto de Latinoamérica. Lo que buscan es que no haya ningún cambio real, ningún cambio en las constituciones políticas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;Aquí, en Guatemala, si bien no dieron un golpe de Estado político, han puesto en marcha un golpe económico contra el gobierno de turno, para ahogarlo. Buscan hacer una nueva constitución que elimina de plano todos los derechos sociales; es una constitución ultra liberal. En realidad, es eso lo que persiguen. Las reformas que estaba proponiendo Zelaya para la constitución de Honduras no traían ningún cambio de fondo; pero así todo, lo quitaron del camino, porque ya sonaba a demasiado a la izquierda. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- &lt;i&gt;Es decir que este golpe no augura buenas perspectivas para el campo popular, ni en Centroamérica ni en Suramérica. ¿Podríamos entenderlo como una avanzada de los sectores más reaccionarios de Estados Unidos hacia toda Latinoamérica? Lo cual, además, se potenciaría con la instalación de las polémicas bases militares en Colombia. ¿Siguen las malas noticias para el pobrerío entonces?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- Muchos creen eso. Una nueva política económica en lo interno y un período de cambios dentro de Estados Unidos no significa que vaya a haber también una nueva política exterior. Las expectativas de cambio que trajo en su momento la presidencia de Kennedy tuvieron como contrapartida en la política externa cosas como Bahía de los Cochinos o Vietnam. Es decir: no hay ninguna garantía que diga que la política exterior de Obama no va a presionar más a Latinoamérica. Quizá va a ser una presión más sutil, pero presión al fin. Porque nada hace pensar o deja ver en este momento que se esté trabajando para desarmar el aparato diplomático-militar conservador ya acostumbrado a intervenir que ha caracterizado a Estados Unidos estos últimos años. ¿Quién puede garantizar que vaya a haber un cambio en los poderes ocultos de la CIA, de la DEA? Pero junto a esto yo me atrevería a decir que no es sólo mala noticia lo que pasó en Honduras. Se vive ahí, en este momento, una primavera de posibilidades de democracia real, de democracia radical, como no se había dado nunca. Honduras siempre vivió un formal bipartidismo, que en la práctica significaba un control absoluto que no permitía el avance de la organización popular. En esa lógica, los partidos de izquierda nunca logran más que el 2 o 3 % del voto. En esta nueva coyuntura un partido de izquierda probablemente puede sacar un 20 %, o hasta un 30 incluso. Por un lado Manuel Zelaya, por no consolidar sus alianzas con toda la sociedad civil progresista, y al mismo tiempo por no consolidar alianzas dentro de su propio partido, pone el golpe en bandeja de oro para los golpistas. Es decir: hace una alianza con sectores de izquierda de América Latina, con Chávez, entra en Petrocaribe, pero no tenía solidificadas esas alianzas con la izquierda y con el campo popular dentro de su propio país. Eso fue una debilidad, un error. Pero por otro lado, la llegada de Micheletti al poder a través de un golpe de Estado tan burdo, abre la posibilidad a la izquierda y al campo popular de Honduras de organizarse y cobrar fuerzas como nunca antes en su historia. Por primera vez hay una unión de sectores populares con un objetivo común, mostrando que la democracia o es cosa popular, desde abajo, o si no no sirve. Esto ha traído una rápida maduración de sectores populares, juveniles en muchos casos, que salen a defender sus derechos. Y esto ha hecho crecer mucho la conciencia de lucha. Por eso digo que este golpe de Micheletti abre una verdadera primavera de posibilidades en término de lucha a largo plazo. El problema es que la izquierda hondureña pasó tres años atacando a Zelaya, y ahora debe recomponerse para defenderlo, o para salvar la institucionalidad que él representa. La izquierda en Honduras tiene una gran debilidad histórica, si bien existe y tiene una vieja tradición de lucha. No habiendo podido desarrollar una estrategia de lucha armada como en los países vecinos, intentaron trabajar en el Partido Liberal, el mismo de Manuel Zelaya, para transformarlo desde dentro a largo plazo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;Por otro lado la Iglesia Católica sigue siendo de derecha y golpista. Y la izquierda está bastante fragmentada. Todo eso abre un interrogante sobre las perspectivas futuras de Honduras: ¿podrá el campo progresista hacer un frente único contra el golpe como una fuerza política en las próximas elecciones? No importa cómo se termine reconfigurando la oposición al golpe, lo cierto es que hay una primavera de lucha popular, de calor popular que no se había visto nunca anteriormente. Antes la lucha política estaba concentrada básicamente en la costa norte del país, pero el proceso actual desbordó por todos lados. Todo el país está movilizado, y especialmente la juventud.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- Este despertar político, esta “primavera de posibilidades” como la llamaste que se está dando en Honduras, nos lleva a preguntarnos entonces: ¿cuáles son los caminos actuales de la izquierda, del campo popular, ante tanta fragmentación que vivimos, ante esta parálisis histórica que estamos sufriendo ahora?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- Es real que hay mucha fragmentación, en toda la izquierda, en el campo progresista. Incluso con el movimiento de las ONG’s puede verse. No hay dudas que la situación no es fácil. Es más: podemos decir que América Latina está avisada con este golpe de Honduras que Estados Unidos no está entrando en un período de apertura para la zona, y por el contrario, es una señal contra los procesos de cambio en marcha. De todos modos esta agresión de Washington puede permitir más concientización, más toma de posición por parte de sectores ahora acallados; es decir: esto puede llevar, en un mediano plazo, a una mayor radicalización de los pueblos, tratando de repetir procesos en curso como el de Bolivia por ejemplo. Bolivia es en este momento el único país donde las organizaciones sociales tienen hegemonía real sobre el Estado. En otros términos, todo esto abre posibilidades de nuevas luchas, de nuevas configuraciones para el campo popular, para la búsqueda de transformaciones en la estructura social. Ahora, en este momento, la sociedad civil vive aún dentro de estrictos moldes neoliberales, con economías totalmente liberales y con pequeñas cuotas de participación política muy restringidas. Pero hoy sabemos que hay que ir más allá, que hay que buscar un poderoso movimiento político de la sociedad civil. Algo así como lo que estamos viendo en Bolivia, donde hay una fuerte movilización política de los sectores populares, que son los que realmente impidieron el intento de golpe de Estado de la oligarquía del Oriente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;En general en toda América Latina hay que saber que los ritmos políticos se mueven según la industria de extracción. Todas las reformas agrarias modernizantes y las estrategias de desactivar el poder de los latifundistas sobre el Estado pasó sólo en los países en que había industrias de extracción, como petróleo o minerías importantes. Esos procesos no se dieron donde el Estado no tenía una base fuerte de extracción primaria. Por eso los procesos de reforma agraria en Centroamérica, si bien son profundos, no terminan de consolidarse; y eso se debe a que el Estado no tiene una caja chica proveniente del petróleo o de la minería como en Venezuela, en Bolivia o en México. O en Chile. Yo conocí ese proceso, y ahí el dinero que daba el cobre sirvió para hacer la reforma agraria contra los latifundistas. En Centroamérica eso se suma al grado de pobreza crónica que define a estos países, lo cual da como resultado unas derechas políticas mucho más conservadoras. Y ante la ola de cambios que se mueve por Suramérica, esas oligarquías y el imperialismo toman rápidamente la iniciativa. Es una situación compleja, por lo que es difícil decir qué va a pasar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- Justamente porque no tenemos bolas de cristal para ver el futuro, pensando en las iniciativas actuales, como por ejemplo la propuesta de unión latinoamericana como el ALBA, ¿qué perspectivas tienen a mediano y largo plazo?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- No hay dudas que hoy el ALBA es aún débil, pero es también lo suficientemente fuerte para que el Fondo Monetario Internacional lo tome en cuenta. De hecho muchos de los fondos de los países que conforman el ALBA no cuentan en los presupuestos nacionales sino en los partidos en el poder o en los movimientos sociales que son sus bases. Si el FMI quiere tenerlo en cuenta, eso significa que la capacidad económica en juego no es tan despreciable. Al contrario; esto indica que el ALBA no es tan débil. Ciertamente representa una amenaza al imperialismo económico gringo de siempre. Por supuesto aún hay debilidades. Los tratados de libre comercio, al menos para los pueblos, han fracasado. Lo interesante con el ALBA es que, detrás de la unificación económica está la posibilidad de unificación política de América Latina. En Europa, antes que la Unión Europea fuera una realidad política, era una realidad económica. Lo mismo está haciendo el ALBA. Aquí se están buscando todos esos mecanismos de integración económica, con tasas de interés común, el Banco del Sur, etc.; todo eso es la base para aspirar a tener una unión política fuerte posteriormente. Creo que vamos hacia el esquema de bloque regional con un dinero unificado, con una política económica y social unificada, y con un parlamento regional unificado. El camino, definitivamente, es la integración.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- Claro que habrá que ver cuál de los dos modelos de integración en juego triunfa finalmente: el modelo del ALBA, con una propuesta más progresista y buscando la disminución de las grandes diferencias entre los países, o el modelo de Mercosur, que es un planteo enteramente capitalista con un Brasil a la cabeza como mini-imperio regional.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- Por supuesto que son dos modelos totalmente distintos. Pero lo cierto es que hay presiones reales para la unificación. Hay que ver a mediano plazo cómo se va dando este proceso. Ahora, en el período que se viene, habrá más presión imperial sobre el ALBA. Eso puede resultar como en Honduras: creando más posibilidades de una sociedad civil más clara, más consciente, que pueda ver que la opción no es un Mercosur sino que hay que buscar una opción bolivariana. Lo cierto es que los pobres no tienen mayores opciones dentro de esquemas nacionales hoy en día. El Estado-nación por supuesto que es muy importante, pero el Estado-nación económico no tiene mayores opciones frente a la globalización. Países pequeños, con diez millones de habitantes, o menos, no tienen posibilidad de salir adelante si no es en unión con otros similares. Entre todos juntos, unidos, puede haber opciones. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;- Hoy asistimos a un protagonismo político de sectores que años atrás, y más aún desde una perspectiva clásica de izquierda, no se veían como los motores de cambio. Me refiero a movimientos campesinos y movimientos indígenas. ¿Ves en eso un verdadero fermento revolucionario?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;A largo plazo, sí. En el corto plazo, al menos en Centroamérica, es muy difícil. Es un tema muy complejo. Lo que uno ve es que, por ejemplo, el movimiento sindical urbano está divorciado de estos movimientos agrarios indígenas, y no se interesan uno por el otro. El punto importante es la construcción de sociedad civil en este período tan oscuro de neoliberalismo revisionista. Construir alternativas posibles para superar el neoliberalismo es más difícil que criticar al Consenso de Washington. No hay dudas que hoy la sociedad civil está muy fragmentada sectorialmente. Sociedad civil no es un sector por aquí y otro sector por allá; sociedad civil es la capacidad de flujo de información entre distintos sectores. Eso es lo que uno ve: sectores agrarios e indígenas por un lado, sindicatos de maestros por otros. Por eso lo de Honduras se ve interesante: a partir del golpe empieza a darse una sociedad civil más o menos unida, donde se comienzan a integrar los distintos sectores. Antes se discutió mucho sobre, por ejemplo, si el partido político es parte de la sociedad civil. Por supuesto que lo es. Sucede que el neoliberalismo nos hizo pensar que no lo era, no desunió, nos fragmentó. Por eso es importantísimo ir creando alianzas multisectoriales. A propósito creo que es muy aleccionadora la experiencia del movimiento campesino indígena donde trabajo ahora en Guatemala: la Plataforma Agraria. Vemos ahí la dificultad de avanzar en las alianzas con otros sectores de la sociedad, pero al mismo tiempo la necesidad estratégica de hacerlo, por la potencialidad que eso implica. Si se logran unir distintos sectores de la sociedad civil, eso crea un movimiento político de fuerza. Y se está tocando el terreno de los partidos, con nombre o sin nombre, eso no importa, pero con verdadera incidencia política. Por supuesto que es muy complejo todo esto, porque no tenemos la bola de cristal, sin dudas. Pero vamos caminando. Lo que hace la derecha, en definitiva, aunque sea horrible, va a recibir siempre respuestas desde el campo popular. Eso es lo interesante, lo que da esperanzas. Ahí está Honduras como ejemplo: es la primera vez que distintos sectores sociales se unen, se movilizan, se politizan. Y ahí está la esperanza: en la unión.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://aporrea.org/internacionales/n142154.html"&gt;Aporrea&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial;" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-625168034932071272?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/625168034932071272/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=625168034932071272' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/625168034932071272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/625168034932071272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2009/09/entrevista-peter-marchetti-ex-jesuita-y.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-5977492033983580509</id><published>2009-09-12T07:35:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T07:47:33.928-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise do Capitalismo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Declaração Final do II Encontro Latino-Americano de Fábricas Recuperadas por Trabalhadores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Written by Movimento das Fábricas Ocupadas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Thursday, 30 July 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto integral da declaração aprovada no histórico encontro celebrado em Caracas, Venezuela, no fim de Junho de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise do capitalismo mundial revela que o sistema capitalista transformou-se em um obstáculo para o desenvolvimento da humanidade. Nesta crise os mais prejudicados são os trabalhadores e os pobres de todo o mundo. Cortes salariais, corte dos direitos sociais, queda do emprego e fechamento de fábricas, esta é a alternativa que os capitalistas têm a nos oferecer. Ao mesmo tempo destinam bilhões de dólares para salvar o sistema financeiro mundial da bancarrota; milhões de trabalhadores estão sendo demitidos em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente a isso é necessária, mais do que nunca, a organização dos trabalhadores a fim de responder a esses ataques e defender o emprego e o parque industrial de todos os países do continente. Em todo o mundo vemos que existe um movimento de luta por parte da classe trabalhadora, greves, marchas. A crise está sacudindo a consciência de milhões de trabalhadores em todo o mundo. Frente aos fechamentos de fábricas, nós, os trabalhadores, devemos responder com a ocupação das empresas e colocá-las em produção sob nosso controle e em benefício da coletividade. Somente deste modo poderemos defender nossos direitos e garantir um futuro digno para nossas famílias. Como já assinalou o Presidente Chávez em 2005 “fábrica fechada, fábrica tomada por seus trabalhadores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na América Latina já estamos preparados para enfrentar esta crise. Temos toda a experiência acumulada desde o I Encontro, em outubro de 2005, que nos permitiu continuar a luta. Agora o mais importante é que a experiência da luta se generalize e se estenda a novos setores da classe trabalhadora em toda a América Latina que se virão obrigados a ocupar suas empresas para defender seus postos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução venezuelana é um exemplo para os trabalhadores e oprimidos de todo o continente. Deve também servir como farol e guia no tocante à defesa do emprego frente aos fechamentos patronais e às garantias dos direitos dos trabalhadores frente aos abusos patronais. Desde 2005, empresas importantes como Sidor, outras empresas de Ciudad Guayana e o banco da Venezuela foram nacionalizadas. Isso representa um passo adiante na luta pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores. Outras, onde os trabalhadores exigiram a estatização, continuam com problemas ou estão paralisadas pela sabotagem burocrática. É necessária uma solução imediata aos trabalhadores destas empresas pelo governo venezuelano. Somente a classe trabalhadora venezuelana pode verdadeiramente impulsionar a economia do país, nem os capitalistas nem a burocracia herdada da IV República poderão fazê-lo. O controle operário da produção é a base para a construção do socialismo na Venezuela e em todo o continente latino-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhadores da América Latina não têm que dobrar-se ante a recessão, sob o argumento da crise. Os capitalistas e os governos nos quais este sistema se sustenta são os culpados pela crise. Eles nos empurram a lutar para defendermo-nos e a ocupar as empresas. A tomada e a ocupação de empresas é apenas o início do processo pelo qual a classe trabalhadora tomará sob seu controle os bancos, a terra e as grandes indústrias, pondo-as a produzir sob seu controle democrático em aliança com os camponeses e os pobres de todo o continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este II Encontro Latino-Americano de Fábricas Recuperadas também reforça que as fábricas recuperadas não podem existir isoladas em meio a uma economia capitalista. Ou a luta pela tomada e ocupação de fábricas se estende para todo o país e para o continente e ao restante da classe trabalhadora, ou estará condenada a sucumbir fruto da pressão da concorrência ou da sabotagem estatal e capitalista. Por isso a palavra de ordem “fábrica fechada, fábrica ocupada” deve disseminar-se e ser levada à prática para que possamos sobreviver com o propósito final de que todo o aparato produtivo esteja sob controle da classe trabalhadora aliada com os pobres do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este II Encontro Latino-Americano de Fábricas Recuperadas por Trabalhadores faz um apelo a todos os movimentos progressistas do mundo a apoiar nossa luta por um futuro decente para as famílias trabalhadoras e para a juventude de nosso continente. Somente os trabalhadores estão interessados em desenvolver a indústria nacional frente ao parasitismo dos empresários e à política das multinacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este II Encontro Latino Americano de Fábricas Recuperadas faz um chamado a todos os trabalhadores do continente e do mundo a seguir nosso caminho e unir-se a esta luta. A crise capitalista em um contexto de desemprego e falta de trabalho colocará às claras os limites da greve como método de luta. A própria experiência dos trabalhadores lhes fará ver que devem pressionar ainda mais os patrões. A situação que eles criam nos obriga a ir à greve, mas estas lutas só podem ser vitoriosas se lhes arrebatamos o controle da empresa. Esta crise conduzirá a esta conclusão primeiro milhares e logo depois milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Companheiros, o futuro pertence à classe trabalhadora. Estamos no início de nosso movimento, agora somos milhares, amanhã seremos milhões. Adiante na luta, viva os trabalhadores das fábricas recuperadas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracas, 28 de Junho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Source: &lt;a href="http://www.marxismo.org.br/index.php?pg=artigos_detalhar&amp;amp;artigo=382"&gt;Esquerda Marxista&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.marxist.com/declaracao-final-ii-encontro-fabricas-recuperadas.htm"&gt;In Defense of Marxism&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-5977492033983580509?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/5977492033983580509/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=5977492033983580509' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5977492033983580509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5977492033983580509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2009/09/declaracao-final-do-ii-encontro-latino.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-8030166084625428221</id><published>2009-09-12T07:31:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T07:35:16.685-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise do Capitalismo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A continuação publicamos um texto escrito pelo marxista britânico Alan Woods, que foi defendido por Célia Hart na oficina “A Utopia que precisamos” da Cátedra Bolívar Martí e a Sociedade Cultural José Martí realizado em Havana na sexta feira 10 de setembro de 2004. A palestra se deu no Centro Hispano-americano no Malecón. &lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-family: arial; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O SOCIALISMO NÃO É UTOPIA, E SIM UMA NECESSIDADE. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alan Woods (marxista britânico) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há pouco mais de uma década a URSS caiu. Naquele momento, a burguesia do mundo inteiro estava eufórica. Falava do fim do socialismo, do fim do comunismo, do fim do marxismo. Um dos estrategistas da burguesia –Francis Fukuyama- chegou a falar do final da historia. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pois bem, dez ou vinte anos é um período longo na vida de um ser humano, mas na historia é apenas nada. Falando historicamente, é um período muito curto. Mas nesse período tão curto temos visto transformações muito impactantes. Toda a ordem mundial virou de pernas para o ar. Num primeiro olhar, pareceria que o capitalismo triunfou de forma decisiva. Mas isso está muito longe da verdade. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para entender a natureza do período atual não é preciso ser marxista. Não precisa nem ser uma pessoa muito inteligente. Só basta ligar a televisão para ver a crua realidade. Há dez anos a burguesia prometeu-nos um mundo de paz e prosperidade (graças aos milagres do sistema da “livre empresa”) e, claro, a “democracia”. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Agora todos esses sonhos viraram pó. Não ficou pedra sobre pedra das perspectivas dos estrategistas do Capital. No seu lugar vemos por toda parte um pesadelo generalizado. A recuperação econômica de que tanto falavam é enormemente frágil e pode colapsar a qualquer momento com qualquer acidente como um aumento do preço do petróleo. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em qualquer direção que olharmos temos guerras, terrorismo, instabilidade. Então, quando se fala de “utopias”... de quais utopias estamos falando? Na hora de falar de idéias utópicas, estas seriam todas as idéias, esquemas e perspectivas colocadas pelos defensores do capitalismo após o colapso da URSS. Essas sim são utópicas no sentido literal da palavra (e peço perdão a Tomás Moro). &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo os defensores do capitalismo, Marx errou quando predisse a inevitabilidade da concentração do capital em cada vez menos mãos. “O pequeno é bonito”, diziam. Mas as cifras demonstram o contrario: nunca na história a concentração do capital foi mais intensa do que no momento atual. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hoje em dia 200 grandes empresas controlam um quarto da atividade econômica de todo o mundo. Isso é justamente o que Marx predisse no &lt;em&gt;Manifesto do Partido Comunista&lt;/em&gt; –o livro mais moderno de todos os tempos- e Lenin no seu livro &lt;em&gt;Imperialismo, fase superior do capitalismo&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma outra idéia de Marx rejeitada pelos seus críticos burgueses é a da crescente pauperizaçao das massas sob o capitalismo. Não precisa dizer que para Marx o conceito de nível de vida teve sempre um caráter relativo, e não absoluto. E em termos relativos tem se produzido um colossal aumento das diferenças entre ricos e pobres, mesmo nos paises mais ricos do planeta e começando pelos EUA. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O grau de monopólio tem atingido uns extremos insuspeitados. Há pouco o conhecido escritor e jornalista progressista John Pilger publicou os seguintes dados muito reveladores da atual situação a nível mundial: a General Motors é maior que a economia da Dinamarca, a Ford maior que a África do Sul e assim muitos outros exemplos. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Isso quer dizer que as diferenças entre ricos e pobres também estão aumentando a um ritmo vertiginoso. Para por um só exemplo: o salário de Tiger Woods, o jogador de golf norte-americano, é maior que os salários de todos os funcionários da Nike na Indonésia. Goldman Sachs, uma empresa de investimentos de só 167 associados, obtém uns lucros de U$ 2,2 bilhões cada ano –o mesmo que Tanzânia, um pais de 25 milhões de habitantes-. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não é simplesmente um aumento da desigualdade global, mas também um aumento da diferença entre ricos e pobres dentro dos países capitalistas desenvolvidos. Por todo lugar cresce a insegurança e tem um questionamento permanente do sistema. Temos visto os maiores protestos da história em paises como a Grã Bretanha e a Espanha contra a guerra do Iraque. No caso da Espanha, o descontento popular levou diretamente á queda do governo de Aznar. Na Índia não faz muito tempo vimos um fenômeno similar. Nos EUA tem um crescente descontento com o governo Bush e começam grandes protestos. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por acaso temos o direito de tirar a conclusão de que o capitalismo tem resolvido os problemas do mundo, que não é preciso procurar outro sistema diferente e que, conseqüentemente, a historia acabou? Tal conclusão contradiz não só a lógica mas também a evidência dos sentidos. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ficou bastante divertido ler hoje o que os defensores do capitalismo escreveram faz dez anos sobre a globalização “descoberta” pelos Chicago Boys –conceito porém explicado por Marx e Engels no Manifesto do Partido Comunista faz 150 anos-. Marx e Engels explicaram que o sistema capitalista se desenvolve necessariamente como um sistema mundial. Hoje em dia vemos como esta brilhante predição dos fundadores do socialismo científico foi plenamente demonstrada na prática. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A esmagadora dominação do mercado mundial é um fato objetivo. É o fenômeno mais decisivo na nossa época. É a base objetiva de um futuro mundo socialista, o que logicamente torna impossível o fechamento nacionalista. Mas lamentavelmente, como Hegel já explicou faz muito tempo, não é a Razão que determina a historia humana, mas os interesses materiais. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os donos das grandes transnacionais pouco importam-se com a lógica da historia. Lutam e sempre lutarão ferozmente contra as forças do progresso em defesa do seu poder, sua riqueza e seus privilégios. Vemos agora mesmo em Venezuela, onde a oligarquia venezuelana, apoiada pelo imperialismo ianque está tentando por todos os meios derrotar o governo do presidente Hugo Chávez. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tem quem diga que, após o referendo, tudo estará resolvido, que a revolução é irreversível, que a oligarquia está já derrotada etc. Na política, como na guerra, é muito perigoso dar pouca importância ao inimigo e cantar vitória cedo demais. Na verdade o imperialismo e a oligarquia (que são duas faces da mesma moeda) jamais vão se reconciliar com a Revolução bolivariana, pela mesma razão que jamais se reconciliarão com a Revolução cubana: porque estas Revoluções dão um exemplo perigoso às massas oprimidas de toda América Latina no momento em que não há nem um só regime burguês estável desde a Terra do Fogo até o Rio Grande. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tem gente (que por alguma razão que desconheço se chamam de “realistas”) que insistem em que a Revolução venezuelana não pode expropriar á oligarquia já que isso “provocaria os imperialistas”. Qualquer pessoa razoável sabe que devem ser evitadas as provocações, mas este raciocínio não faz sentido. A quadrilha criminosa de George Bush não precisa de nenhuma provocação para agir contra o governo de Hugo Chávez. Há anos vem fazendo (por acaso não percebemos?). Na verdade, para estes senhores a simples existência da revolução venezuelana (ou cubana) é uma provocação. Só ficarão satisfeitos quando estas Revoluções estiverem destruídas. Fechar os olhos perante este fato seria uma gravíssima irresponsabilidade. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Outros usam uma linha de raciocínio mais sutil (melhor ainda, sofista): já que a Revolução venezuelana não é socialista, mas nacional - democrática, não podemos desapropriar a oligarquia, porque a revolução nacional - democrática deve respeitar a propriedade privada. Sério? Mas na Revolução americana do século XVIII, os revolucionários nacionais – democráticos não vacilaram em desapropriar as propriedades de quem apoiou a Coroa Inglesa. E na Segunda Revolução Americana (a Guerra Civil), Abraham Lincoln desapropriou a propriedade dos escravistas sulistas sem pagar um tostão como indenização. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A historia demonstra que a revolução nacional – democrática –se for conseqüente- não pode deter-se hipnotizada pelos “sagrados direitos” da propriedade privada. Se a Revolução cubana tivesse feito isso em 1960 teria sido derrotada sem dúvida nenhuma. E não devemos esquecer que a Revolução russa era objetivamente, nos seus começos, uma revolução nacional – democrática, mas necessariamente teve que passar das tarefas nacionais – democráticas a desapropriação da burguesia russa. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Devemos lembrar também que alguns dos dirigentes bolcheviques opuseram-se á idéia de uma revolução socialista em Rússia (Kamenev, Zinoviev, e inicialmente Stalin) e denunciaram Lenin como um “esquerdista”, baseando-se no suposto caráter nacional – democrático da revolução em Rússia. Esta era também a base da política menchevique, que dizia que a classe operária devia subordinar seus interesses aos da “burguesia progressista” -uma idéia que Lenin sempre combateu com firmeza-. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A revolução bolivariana tem obtido grandes sucessos, mas todos estes triunfos podem ser liquidados. Enquanto a burguesia continuar controlando pontos chave da economia, a Revolução sempre estará em perigo. É preciso reconhecê-lo e agir conseqüentemente. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vamos falar claro. Hoje em dia, os dois grandes obstáculos que freiam o avanço da humanidade e a civilização são em primeiro lugar a propriedade privada das forças de produção e em segundo lugar aquela relíquia da barbárie: o estado nacional. Temos aqui a contradição central: de um lado, as forças produtivas a nível mundial têm atingido um nível de desenvolvimento que, sob um sistema de planificação harmonioso e racional, permitiria a humanidade resolver todos os problemas e atingir um nível de civilização e cultura nunca visto. Do outro lado, vemos um mundo transtornado pela fome, doenças, violência e guerras. &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Tais fenômenos são só os sintomas de uma doença incurável, de um sistema econômico e social que já perdeu sua razão de ser, que não é mais capaz de fazer avançar as forças produtivas e a cultura como fez no passado e, por isso, entrou numa fase de degeneração senil que tem conseqüências péssimas para o planeta todo e constitui uma grave ameaça para o futuro da humanidade. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por toda parte vemos uma instabilidade insólita e crescente a todos os níveis: econômica, financeira, monetária, social, política, diplomática e militar. O domínio total dos EUA, longe de produzir uma situação estável, esta desestabilizando tudo. Pelos últimos três seculos sempre tivemos ao menos três ou quatro grandes potencias no mundo. Agora só tem uma. Esta situação realmente não tem paralelismo histórico. Nunca teve um período em que um só país dominasse o mundo de uma maneira tão absoluta. Comparado com o poder dos EUA, o poder do império romano, não passou de uma brincadeira de crianças. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há um século, o império britânico tinha uma política que dizia que sua armada sempre devia ser maior que as armadas unidas das seguintes duas potencias (por exemplo a França mais a Alemanha). Mas hoje, os EUA gastam anualmente U$ 300 bilhões em armamento. Isso é mais do que Rússia, China, Japão, Grã Bretanha, França, Alemanha, Arábia Saudita, Itália, Índia e Coréia do Sul juntos. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Este é um poder incrível e sem precedentes. Muitas pessoas tiram disto conclusões pessimistas, como “não podemos nos mexer, é impossível derrotar aos EUA”. Mas uma tal conclusão é um grave erro. O poder do imperialismo norte-americano é enorme, mas tem limites, como demonstra a situação no Iraque. Com todo o armamento, satélites, mísseis, o dinheiro... não é capaz de manter o povo iraquiano acorrentado. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os EUA, apesar de ter um enorme déficit orçamentário (U$ 450 bilhões), são forçados continuamente a aumentar as despesas com armas até níveis insuportáveis. Ao mesmo tempo estão reduzindo os impostos aos ricos e introduzindo cortes em previdência e saúde (Medicare). Veremos o efeito dessa situação após a eleição, seja quem for o ganhador. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A continuação da guerra no Iraque supõe uma sangria constante, que custa por volta de U$ 6 bilhões por mês, sem falar das constantes perdas humanas. É uma situação insuportável mesmo para o pais mais rico do mundo. A prolongação desta situação inevitavelmente levará aos EUA a uma crise de dimensões similares à da guerra no Vietnã –talvez ainda maiores. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Antes da Segunda Guerra Mundial, numa brilhante predição, um grande marxista antecipou que os estados Unidos iam dominar o resto do mundo, mas tinham dinamite no alicerce. Agora vemos a total correção das suas palavras. A crise mundial do capitalismo, cedo ou tarde, ecoará nos EUA criando situações explosivas. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por muito tempo as pessoas nos EUA acreditaram na propaganda do chamado “sonho americano”. Mas agora as atitudes estão mudando. O futuro é cada vez mais incerto, cada vez mais preocupante. A catástrofe do 11 de setembro serviu para fortalecer a tendência mais reacionária durante um período, mas este efeito está se esgotando e já está preparando uma brusca virada no sentido contrario. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mesmo falando de uma recuperação econômica nos EUA, o nível de vida da grande maioria não aumenta. Como percentagem do Produto Interno Bruto, os salários nos Estados Unidos estão no seu menor nível em décadas. O desemprego continua alto e realmente continua crescendo. De outro lado, o preço do petróleo está subindo e o governo anuncia cortes nas pensões e na previdência. Agora nos EUA ficar doente virou um luxo. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Física Clássica diz: cada ação provoca uma reação similar e contraria. Um princípio similar funciona na política. Após a bebedeira vem a ressaca, e quanto maior foi a bebedeira, maior é a dor de cabeça depois. Dá para perceber os fermentos nos EUA. Vemos que o filme de Michael Moore, Fahrenheit 9/11, quebrou todos os recordes de bilheteria imediatamente. Tem muitos outros sintomas, como as enormes marchas contra as restrições do direito de aborto ou contra a guerra, ou os massivos protestos contra Bush na frente da convenção republicana. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Passamos por um período de dez ou vinte anos em que o pendulo virou internacionalmente à direita. Primeiro com Reagan e Thatcher e após com Bush e Blair. Mas os efeitos do colapso da URSS já passaram mais o menos para a historia. Por toda parte tem ataques contra o nível de vida e o Welfare State. Estes ataques estão preparando uma enorme volta à esquerda. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;É uma ironia, então, escutar justamente neste momento por toda parte os chamados a abandonar as idéias “passadas de moda” do marxismo (ou do marxismo “clássico”, tanto faz). &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Numa ocasião, Joseph Goebbels, o ministro de propaganda de Hitler, disse: “Se for mentir, não diga uma mentira pequena; diga uma grande mentira. E se você for repeti-la e repeti-la até o infinito, as pessoas acabarão acreditando” Infelizmente isso é verdade. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os defensores do capitalismo decadente possuem enormes meios de propaganda. E usam-nos para atacar o comunismo e o marxismo. Dizem que o marxismo morreu. Mas há mais de 150 anos que eles dizem o mesmo. Só este fato já mostra a enorme vitalidade e viabilidade do marxismo. Por acaso a classe dominante gastaria tanto dinheiro, tanto tempo e tantas forças atacando uma idéia morta? Muito pelo contrario, só atacam idéias que não só estão mortas, mas que são perigosas para eles e seu sistema. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O mais preocupante não é que tem pessoas ignorantes ou atrasadas que aceitam como boa a propaganda antimarxista da burguesia, mas o fato de ter pessoas (e não poças) chamadas de comunistas que fazem-no também. Na pratica (ciente ou não) quem exige a revisão das idéias fundamentais do marxismo está ecoando as idéias e refletindo as pressões da burguesia. Isso prejudica mil vezes mais que toda a propaganda negra da CIA. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Alguns desertaram do comunismo como ratos pulando do navio que afunda. Passaram com armas e bagagens para o campo da contra- revolução e da burguesia, como a maioria dos dirigentes do chamado Partido Comunista da União Soviética, que hoje em dia defendem o capitalismo e tem como atividade o enriquecimento como bandidos que são através da privatização da propriedade estatal. Comparado com isso, a traição da dirigência socialdemocrata em 1914 foi uma brincadeira. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Outros, na verdade, ficam, mas tão desmoralizados que colocam obsessivamente a necessidade de “revistar” o marxismo que, chamando as coisas pelo nome, quer dizer abandono total do marxismo como uma idéia e um programa totalmente inócuo e inofensivo “marxismo descafeinado, marxismo de bate-papo com uma xícara de café para falar dos bons velhos tempos”. Com estes “amigos” não precisamos de inimigos! &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os que falam do socialismo como algo “utópico” não entenderam nada da situação mundial atual. Perderam a bússola, imersos num estado de pessimismo que os conduziu ao cepticismo e até ao cinismo. Mas o pessimismo e o cinismo não levam a lugar nenhum na vida, e ainda menos na política. Não tem lugar para isso nas fileiras do movimento revolucionário! &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O marxismo baseia-se na filosofia do materialismo dialético, que nos ensina que todo muda e as coisas podem virar seu oposto. O momento do colapso da URSS já passou. É preciso reconhecer que o que caiu naquele momento não foi o socialismo, como dizem nossos inimigos, mas uma deformação burocrática e totalitária do socialismo, que acabou minando as bases da economia nacionalizada e planificada que estabeleceu a Grande Revolução de Outubro. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas o período após o colapso da URSS facilitou bastantes dados para responder aos apologistas do capitalismo, começando pela Rússia. Por acaso a situação em Rússia hoje, após mais de uma década de “economia da livre empresa”, e melhor do que era antes? Não, para a esmagadora maioria da população é mil vezes pior. Vemos aqui a realidade da “utopia” capitalista! Nos primeiros seis anos da “reforma” capitalista se produziu em Rússia o maior colapso econômico de toda a historia. Não tem paralelo com isso –só uma derrota catastrófica numa guerra-. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mesmo que muitos não saibam, e alguns não queiram sabê-lo, todos estes acontecimentos foram previstos por um dos mais importantes teóricos marxistas do século XX, Leão Trotsky, quem já em 1936 explicou como a burocracia estalinista não se conformaria com sua situação privilegiada, mas acabaria virando capitalista, privatizando as forças produtivas. Também explicou as conseqüências: &lt;/p&gt; &lt;p&gt;“A queda da ditadura burocrática atual, se não for substituída por um novo poder socialista, anunciaria, também, o retorno ao sistema capitalista com uma queda catastrófica na economia e a cultura”. Estas linhas, que parecem ter sido escritas ontem, são da Revolução Traída, escrito em 1936. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Camaradas! É preciso e urgente colocar um “chega” na confusão, desorientação e dispersão do movimento comunista. Hoje mais do que nunca é preciso unir nossas fileiras contra o inimigo comum: o imperialismo e o capitalismo. É preciso nos unirmos todos na defesa da Revolução Cubana e suas grandes conquistas: a nacionalização e planificação das forças produtivas. É preciso derrotar a ofensiva do imperialismo norte-americano contra Cuba e Venezuela. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas a melhor maneira de defender estas revoluções é o fortalecimento da vanguarda comunista, lutando em defesa das autenticas idéias, programa e método de Lenin e o Partido Bolchevique. É preciso abrir um debate em profundidade sobre o futuro do comunismo, um debate sem exclusões admitindo todas as tendências que lutam pelo comunismo contra o capitalismo e o imperialismo. Só assim podemos avançar na recomposição do movimento comunista mundial que todos almejamos. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Neste debate a contribuição dos camaradas cubanos terá sem duvida uma grande importância. Mas se encaramos a luta pela unidade de todos os comunistas não podem ser esquecidos os comunistas que, sem abandonar em nenhum momento a defesa das idéias e conquistas do Bolchevismo e a Revolução de Outubro, lutamos contra o estalinismo. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Acreditamos que qualquer discussão sobre o futuro do comunismo ficaria incompleta sem uma consideração muito séria das idéias daquele homem que, junto com Vladimir Illich Lenin, liderou a Revolução de Outubro e formou o Exercito Vermelho –Lev Davidovich Trotsky-. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nós jamais deixamos de defender a revolução Cubana contra os seus inimigos: o imperialismo e as forças da contra- revoluçao capitalista. Esta defesa é incondicionada. O único que pedimos é tomar em consideração as nossas idéias, que são idéias comunistas, firmemente baseadas nas idéias de Marx, Engels e Lenin. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Resumindo: &lt;em&gt;Os autênticos utópicos são os reformistas que acreditam que a humanidade pode sobreviver e prosperar dentro dos limites sufocantes do sistema capitalista&lt;/em&gt;. Esta idéia é negada a cada passo pela experiência. A continuação deste sistema podre e caduco está criando novos pesadelos. No longo prazo, ameaça o futuro da cultura e da humanidade. Ou acabamos com a ditadura do Capital ou ele acabará conosco. Não existe nenhuma “terceira via”. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Lenin disse uma vez: o marxismo é todo-poderoso porque é verdade. Apesar de todas as mentiras e calunias dos inimigos do socialismo, o marxismo é hoje mais atual do que nunca. A nova geração de lutadores, que está se formando nas lutas, precisa destas idéias mais do que nunca. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A única solução para os problemas da humanidade é o socialismo mundial. Por isso, o socialismo não é uma utopia, e sim uma necessidade. Em palavras de Karl Marx, &lt;em&gt;só existem duas alternativas para a humanidade: Socialismo ou Barbárie&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Londres, 9/9/04&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.elmilitante.org/content/view/2153/74/"&gt;El Militante&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-8030166084625428221?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/8030166084625428221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=8030166084625428221' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8030166084625428221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8030166084625428221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2009/09/continuacao-publicamos-um-texto-escrito.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-6391001858775479073</id><published>2009-03-17T18:11:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T18:13:04.388-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise do Capitalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise social e económica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;Está a Europa de Leste condenada a explodir?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;17-Mar-2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Europa de Leste está prestes a explodir. Se isso acontecer, levará boa parte da União Europeia consigo. É uma situação de emergência mas não existem soluções fáceis. O FMI (Fundo Monetário Internacional) não tem recursos para um bailout (plano de resgate) desta envergadura e a recessão está a alastrar-se de forma mais rápida do que os fundos de socorro são organizados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por Mike Whitney, publicado no Counterpunch&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ministros das finanças e os governadores dos bancos centrais andam à roda a tentar apagar um fogo atrás do outro. É apenas uma questão de tempo até serem vencidos pelos eventos. Se a um país for permitido falhar, os dominós poderão começar a tombar por toda a região. Isto poderá despoletar mudanças dramáticas na paisagem política. O surgimento do fascismo já não está fora de questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O editor da secção de economia do jornal UK Telegraph, Edmund Conway, resume tudo assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma ‘segunda vaga' de países será vítima da crise económica e são já candidatos a um resgate pelo FMI, avisou o seu chefe na Cimeira do G7 em Roma (...) Contudo, tendo em conta que as suas economias são anãs comparadas com a dimensão ganha pelo sector bancário e pelos seus problemas financeiros, receia-se que possam ser vítimas da balança de pagamentos e de crise de moeda, tal como aconteceu à Islândia, antes de receber a assistência de emergência do FMI no ano passado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capital estrangeiro está a fugir a uma velocidade alarmante; quase dois terços desapareceram em questão de meses. A deflação está a baixar o valor dos bens, aumentando o desemprego e ampliando o peso das dívidas das instituições financeiras. As economias estão a ser esvaziadas de capital. A Ucrânia está a beira da falência. A Polónia, a Letónia, a Lituânia e a Hungria caíram todas numa recessão de longa duração. As economias que seguiram o regime económico de Washington foram as que sofreram mais. Apostaram que o crescimento a partir da dívida e das exportações levaria à prosperidade. Esse sonho foi destruído. Não desenvolveram os seus mercados de consumo, a procura é fraca. O capital é escasso e as empresas estão a ser forçadas a desvalorizar-se para evitar a quebra. Toda a Europa de Leste está a emitir um grito de socorro. Precisam de fundos extra para cobrir o valor decrescente dos seus bens. Precisam de uma salvação do FMI ou as suas economias irão desmoronar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correspondente de economia do UK Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, escreveu uma série de artigos sobre a Europa de Leste. No artigo "O fracasso do salvamento da Europa de Leste conduzirá ao desmoronamento mundial", diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ministro das finanças austríaco, Josef Pröll, fez esforços titânicos para conseguir 150 mil milhões de euros de salvamento para o ex-bloco soviético. E conseguiu. Os seus bancos emprestaram 230 mil milhões de euros à região, o que corresponde a 70% do PIB da Áustria."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um índice de não pagamento de 10% levaria ao colapso do sector financeiro austríaco," reportou o Der Standard em Viena. Infelizmente, isto está para acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) afirma que as dívidas mal-paradas vão ultrapassar os 10% e poderão talvez chegar aos 20%...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen Jen, actual chefe do Morgan Stanley, disse que a Europa de Leste pediu emprestado no estrangeiro 1,7 biliões de dólares, muito deles em modo de curto prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem de pagar - ou refinanciar - 400 mil milhões de dólares, iguais a um terço do PIB da região. Boa sorte. A janela do crédito fechou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte das dívidas são com a Europa Ocidental, especialmente a bancos austríacos, suecos, gregos, italiano e belgas. Mais, as contas europeias são responsáveis por 74% do portfolio de 4,9 biliões de dólares dos mercados emergentes. Estão cinco vezes mais expostos a este último problema do que os bancos americanos e japoneses e estão 50% mais alavancados (dados do FMI). (Ambrose Evans-Pritchard UK Telegraph)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise economica está rapidamente a transformar-se numa crise política. Estalaram revoltas pelas capitais da Europa de Leste. Será melhor que o senhor Geithner preste atenção. As perspectivas para um levantamento político estão a crescer. A ansiedade pública pode tomar conta das ruas num instante. Os governos devem actuar depressa e firmemente. Estes países precisam de moeda e garantias de apoio. Se não conseguirem ajuda, a fúria do público transformar-se-á em algo muito mais letal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correspondente de economia do UK Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os bancos globais assumiram até agora metade dos 2,2 mil milhões de perdas estimadas pelo FMI. Além disso, os bancos da UE estão expostos em 1,6 mil milhões de dólares à Europa de Leste - crescentemente vista como a crise de subprime da Europa, e a dívida das empresas europeias ascende a 95% do PIB em comparação com os 50% nos EUA, uma preocupação crescente à medida que os índices de insolvência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É essencial que o apoio do governo através do resgate de bens não seja a uma escala que levante dúvidas sobre o excesso de endividamento ou problemas financeiros. Estas preocupações são particularmente importantes no actual contexto de expansão dos défices orçamentais, aumento da dívida pública e desafios à emissão de títulos públicos." (UK Telegraph)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo nos sítios em que os bancos fundiram os seus sectores comerciais com os sectores de investimento. A dívida disparou, atingindo níveis insustentáveis e abalando toda a economia. Os bancos operaram como fundos de investimento, ocultando as suas actividades das balanças de operações e maximizando os seus alavancamentos (leverage) através de operações obscuras de instrumentos de dívida. Agora a economia global foi apanhada na explosão da bolha especulativa. A Europa de Leste foi duramente golpeada, mas é apenas o primeiro dos vários pinos de bowling que vão cair. Toda a Europa foi infectada pelo mesmo vírus que teve origem em Wall Street. O New York Times resume os desenvolvimentos na UE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Europa caiu ainda mais na recessão do que os EUA nos últimos meses do ano, de acordo com números publicado na sexta-feira... A economia dos 16 países que partilham o Euro declinou 1,5% no último quarto (um descida anual de certa de 6%), de acordo com o gabinete de estatística da UE. É ainda pior que o declínio de 1% da economia americana, durante o mesmo período, em comparação com os quatro meses anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje, os dados dissipam qualquer ilusão de que a Zona Euro está a reagir melhor nesta recessão global", diz Jörg Radeke, um economista do Centro de Pesquisa Económica e Empresarial de Londres. ("A Europa Cai Mais do que o Previsto", New York Times)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ‘liquidacionistas' gostariam de ver os governos cortar o fluxo de fundos para ajudar as instituições financeiras e deixá-las cair por elas próprias. É a loucura darwiniana, como esperar por um ataque cardíaco no chão da cozinha em vez de nos dirigirmos ao hospital para cuidados de emergência. O sistema bancário está insolvente, o desemprego está a aumentar, as taxas de lucro estão a cair, os mercados estão em choque, o sector imobiliário está à beira do colapso, os défices estão a crescer e a confiança dos consumidores está no seu ponto mais baixo de sempre. Esta não é altura para nos aferrarmos a ideologias meio cozinhadas. A economia global está a passar por uma contracção maciça que pode fugir do controlo e afundar-nos numa outra guerra. Os líderes políticos precisam de perceber a urgência do momento e impedir o veículo de se despenhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mike Whiney vive no Pacífico Noroeste e pode ser contactado através do email fergiewhitney@msn.comEste endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tradução de Sofia Gomes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=11210&amp;amp;Itemid=1"&gt;Esquerda.net&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-6391001858775479073?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/6391001858775479073/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=6391001858775479073' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6391001858775479073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6391001858775479073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2009/03/esta-europa-de-leste-condenada-explodir.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3659692105986999036</id><published>2009-03-16T17:21:00.000-07:00</published><updated>2009-03-16T17:25:14.411-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Moral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corrupção e Roubalheiras'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:6;"&gt;&lt;strong&gt;Um retrato de Gilmar Mendes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" src="http://f353.mail.yahoo.com/ya/download?mid=1%5f8084%5fAGSzo0IAAUSvSbofqgv1fkiJVrE&amp;amp;pid=1.2&amp;amp;fid=Inbox&amp;amp;inline=1" align="baseline" border="0" hspace="0" /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Nota: Uma pequena história da (in)justiça no Brasil, suficiente para compreender que a corrupção está instalada no topo das instituições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A foto bem-apessoada acima (&lt;em&gt;ver no blog&lt;/em&gt;) está na &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.stf.gov.br/portal/ministro/listarPresidente.asp"&gt;galeria de  presidentes do site do Supremo Tribunal Federal&lt;/a&gt;. Trata-se do ministro Gilmar  Ferreira Mendes, 52, mato-grossense de Diamantino que já passou por vários  cargos importantes até galgar ao escalão máximo dos juristas – e conceder dois  habeas corpus em menos de uma semana ao banqueiro Daniel Dantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o  retrato dele que vou traçar agora. Nem sempre bem-apessoado, como veremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Impeachment&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira passada,  sindicalistas da CUT protocolaram &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/18/materia.2008-07-18.6936865379/view"&gt;pedido  de impeachment&lt;/a&gt; de Gilmar Mendes no Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes disso, um &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.petitiononline.com/w267x65/petition-sign.html"&gt;abaixo-assinado  virtual&lt;/a&gt;, escrito por alguém que se identifica como &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://congressoemfoco.ig.com.br/Ultimas.aspx?id=23262"&gt;Luiz Augusto  Barroso&lt;/a&gt;, exige a mesma coisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós, cidadãos brasileiros,  estarrecidos pelos acontecimentos da última semana, quando vários criminosos,  entre eles DANIEL DANTAS, foram liberados graças à intervenção do Ministro  GILMAR MENDES, do Supremo Tribunal Federal, exigimos a saída do Ministro GILMAR  MENDES DO STF".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda antes, 42 procuradores da República, mais de 100  juízes federais e a associação de delegados da Polícia Federal protestaram  contra decisões de Gilmar Mendes durante a Operação Satiagraha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/07/11/ult5772u308.jhtm"&gt;Disseram  os primeiros&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As instituições democráticas brasileiras foram  frontalmente atingidas pela decisão liminar que, em tempo recorde, sob o pífio  argumento de falta de fundamentação, desconsiderou todo um trabalho  criteriosamente tratado nas 175 (cento e setenta e cinco) páginas do decreto de  prisão provisória proferido por juiz federal da 1ª instância, no Estado de São  Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As instituições democráticas foram frontalmente atingidas pela  falsa aparência de normalidade dada ao fato de que decisões proferidas por  juízos de 1ª instância possam ser diretamente desconstituídas pelo Presidente do  Supremo Tribunal Federal, suprimindo-se a participação do Tribunal Regional  Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Definitivamente não há normalidade na  flagrante supressão de instâncias&lt;br /&gt;do Judiciário brasileiro, sendo, nesse  sentido, inédita a absurda decisão proferida pelo Presidente do Supremo Tribunal  Federal.(... )"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/07/11/ult5772u310.jhtm"&gt;Disseram  os segundos&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós, juízes federais da Terceira Região abaixo  assinados, vimos mostrar, por meio deste manifesto, indignação com a atitude de  Sua Excelência o Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal,  que determinou o encaminhamento de cópias da decisão do juiz federal Fausto De  Sanctis, atacada no Habeas Corpus n. 95.009/SP, para o Conselho Nacional de  Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça  Federal da Terceira Região.(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u421679.shtml"&gt;Disseram os  últimos&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF)  manifesta sua indignação quanto à nova decisão do ministro Gilmar Mendes que  determinou a soltura do Senhor Daniel Valente Dantas, em desacordo com a  jurisprudência dominante, que autoriza a prisão preventiva no caso de prejuízo à  instrução criminal, e com supressão de instâncias do Poder Judiciário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referida decisão desprezou o esforço desenvolvido pela Polícia Federal,  Ministério Público Federal e Justiça Federal, bem como a criteriosa análise da  legalidade e adequação realizadas pelo Juízo de primeira instância, quando da  determinação da prisão preventiva do Senhor Daniel Valente Dantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)  É inadmissível que à Polícia Federal, responsável por trabalhos conjuntos com o  Ministério Público e o Poder Judiciário, norteados para a desejada e tempestiva  mudança de um sistema historicamente focado à prisão de criminosos  desassistidos, seja atribuída a pecha de ‘canalhas’ e ‘gângsters’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  contrário senso, investigados pelo desvio de bilhões de reais dos cofres  públicos, inclusive com a tentativa de suborno de Delegado de Polícia Federal,  são tratados com beneplácito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polêmicas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Canalha" e "gângster" são só dois dos adjetivos polêmicos usados por  Gilmar Mendes ao longo de sua vida de jurista. No ano passado, rebatendo a  divulgação pela PF de dados relacionados à Operação Navalha, Mendes acusou a  corporação policial de empregar métodos "fascistas" e de cometer "canalhice"  (semelhança com o caso recente não é mera coincidência) . Já disse, durante  discussão com o também ministro do Supremo Joaquim Barbosa que ele não podia  "dar lição de moral", porque "não tem condições". Que os procuradores oferecem  "denúncias ineptas" e os magistrados têm "covardia institucional" ao recebê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0212200102.htm"&gt;reportagem&lt;/a&gt;  intitulada "Polêmico, Mendes acumula atritos com Poder Judiciário", publicada em  dezembro de 2001, o repórter da Folha de S.Paulo Wladimir Gramacho assim  escreveu sobre o então advogado-geral da União: "Ao defender os interesses do  governo, o "juridiquês" de Mendes incorporou termos como "manicômio judiciário",  na luta pelo fim da greve nas universidades, "autismo dos juízes", na  privatização do Banespa, e "censura prévia", quando sugeriu que os ministros do  Supremo Tribunal Federal não falassem mais em off." Na mesma reportagem, ele é  descrito por Osíris Lopes Filho, ex-secretário da Receita Federal, como "cão da  ditadura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele foi cão da ditadura, é difícil saber por quê. Naquela  época ele ainda não havia entrado no mundo da política, tendo ficado estudando  Direito (&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.stf.gov.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/CurriculoGM.pdf"&gt;bacharelado,  dois mestrados e um doutorado&lt;/a&gt;) entre 1973 e 1990, no Brasil e na Alemanha.  Depois disso, tornou-se professor de Direito Constitucional da UnB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou  melhor, um pouco antes, entre 1985 e 1988, atuou como procurador da República.  Anos mais tarde, &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0212200102.htm"&gt;incitaria o ódio  dos colegas procuradores&lt;/a&gt; por ter apoiado a redução do poder de investigação  do Ministério Público. Isso, quando era ainda assessor técnico do Ministério da  Justiça na gestão de Nelson Jobim, entre 1995 e 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ele que  redigiu o projeto de lei que pedia a redução das férias dos procuradores de dois  meses a um mês por ano e – ulalá! – queria que os procuradores do Executivo não  fossem impedidos de obter promoções. Na época, essa mudança beneficiaria apenas  a ele e a outros dois procuradores que o assessoravam. Mas voltaremos a supostos  desvios éticos em poucos parágrafos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Juristucano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ocupar esse cargo estratégico no governo FHC, Mendes foi  adjunto da Subsecretaria Geral da Presidência da República (1990-1991) e  consultor-jurí dico da Secretaria Geral da Presidência da República  (1991-1992), quando defendia o ex-presidente Fernando Collor de Melo junto ao  órgão que hoje preside. Entre 1993 e 1994, foi assessor técnico na relatoria da  revisão constitucional na Câmara dos Deputados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de trabalhar com  Jobim, continuou galgando degraus na era FHC, quando foi subchefe para assuntos  jurídicos da Casa Civil (1996-2000).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, em 2000, foi convidado ao  cargo de advogado-geral da União, onde permaneceu até o fim do segundo mandato  de Fernando Henrique. Retribuiu a gentileza defendendo intransigentemente seu  padrinho político – muitas vezes, como já vimos, polemizando com a Justiça, o  Ministério Público e com advogados renomados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2107200807.htm"&gt;reportagem desta  segunda-feira na Folha de S.Paulo&lt;/a&gt;, ele teve grande apoio de outros tucanos  para conseguir ter sua indicação ao STF aprovada pelo senado: "Dos 11 ministros  do STF (Supremo Tribunal Federal) em atividade, Gilmar Mendes foi o que mais  sofreu contestação para assumir o cargo. Foram 15 votos contrários durante a  análise de sua indicação pelo plenário do Senado – o triplo de rejeição que  sofreu o segundo colocado, ministro Eros Grau, com cinco reprovações. (...)  Registros do Senado mostram que a base de apoio ao governo tucano se mobilizou  para garantir aprovação do de Mendes para o cargo. Diferente do usual no caso de  indicação de autoridades, o quórum da sessão foi alto, com 72 dos 81 senadores  presentes. Os governistas garantiram 57 votos favoráveis contra os 15  contrários."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que o colunista Elio Gaspari o batizou de  "juristucano" em artigo publicado em agosto de 2000. Foi indicado ao Supremo por  Fernando Henrique em junho de 2002 para ocupar a vaga aberta pela aposentadoria  do ministro José Néri da Silveira. Então com 46 anos, foi o ministro mais jovem  do STF, superando a ministra Ellen Gracie (então com 54).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ética?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indignado com a indicação, o advogado e  professor da Faculdade de Direito da USP Dalmo de Abreu Dallari escreveu o  artigo "&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0805200209.htm"&gt;Degradação do  Judiciário&lt;/a&gt;", publicado na Folha de S.Paulo em 08/05/2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia: "Se  essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que  estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à  corrupção e a própria normalidade constitucional" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos  argumentos usados por Dallari para previsão tão forte foi de que Mendes havia  sido antiético: "Revelou a revista 'Época' (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da  Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao  Instituto Brasiliense de Direito Público – do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é  um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é  contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se  enquadrar na 'reputação ilibada', exigida pelo artigo 101 da Constituição, para  que alguém integre o Supremo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À época, um procurador questionou "451  contratos firmados, sem licitação, entre a Advocacia Geral da União, quando  Gilmar era o titular do órgão, e o Instituto Brasiliense de Direito Público, do  qual é citado como sócio cotista, permitindo que subordinados da AGU  freqüentassem cursos naquela empresa privada à custa do erário", como informou  &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2203200708.htm"&gt;Frederico  Vasconcelos em 22/03/2007&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilmar Mendes rebateu dizendo que se  trata de uma atividade regular, declarada no Imposto de Renda e, segundo ele,  informada à Comissão de Ética Pública e ao TCU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 10 de dezembro do  ano passado, o ministro Gilmar Mendes &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.conjur.com.br/static/text/61728,1"&gt;lançou na Faculdade de  Direito&lt;/a&gt; do Largo de São Francisco, da USP, em São Paulo, o livro Curso de  Direito Constitucional, escrito por ele em parceria com dois professores do  Instituto, que o editou juntamente com a Editora Saraiva. Curiosamente, no dia  30 de março último, quando ele voltou a lançar seu livro em Curitiba, ele  lamentou "a atual situação política em que está a Casa Civil, com a ministra  Dilma Roussef envolvida em denúncias de vazamento de dados sobre o governo do  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso", conforme &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac148375,0.htm"&gt;reportagem de  Júlio César Lima&lt;/a&gt; em O Estado de S. Paulo. Não sei se o ministro está  aproveitando o cargo para promover seu livro e o Instituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu sei  é que esse pai de dois filhos não só foi empossado ministro como se tornou  presidente do STF em 23 de abril deste ano, ficando nessa condição até 2010.  Depois disso, tem até 30 de dezembro de 2025, quando completará 70 anos de  idade, para se aposentar do Supremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, até lá, quantos Daniel Dantas  serão liberados? O sorriso enigmático da foto acima – coisa meio Monalisa – não  responde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;07.2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;Abraços&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;Cristiano Fádel&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.cristianofadel.com.br/"&gt;www.cristianofadel. com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3659692105986999036?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3659692105986999036/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3659692105986999036' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3659692105986999036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3659692105986999036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2009/03/um-retrato-de-gilmar-mendes-nota-uma.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-9191355564895198020</id><published>2009-03-14T06:22:00.000-07:00</published><updated>2009-03-14T08:28:15.380-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise do Capitalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Histórias de Banksters (Bankers + Gangsters) ou de como ser Banqueiro se tornou sinónimo de ser Ladrão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubo: 50 mil milhões de dólares&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6_kKf4xniVs/SbuzsNgI5eI/AAAAAAAAAco/No3c5PP7d74/s1600-h/Bernard+Madoff.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 354px; height: 199px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6_kKf4xniVs/SbuzsNgI5eI/AAAAAAAAAco/No3c5PP7d74/s400/Bernard+Madoff.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313037757533709794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bernard Madoff&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.usatoday.com/money/markets/2008-12-14-ponzi-madoff-downfall_N.htm"&gt;USA Today&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bernard_Madoff"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/12/12/AR2008121203970.html"&gt;Washington Post&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2008/12/18/economia/fraude_madoff_causa_perdas_96_milhoe.html"&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SsSGZezvuSg"&gt;Youtube&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.scotsman.com/world/US-financier-Bernard-Madoff-admits.5067214.jp"&gt;News Scotsman&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubo: entre 1,6 e 8 mil milhões de dólares&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6_kKf4xniVs/Sbu0bMZ89bI/AAAAAAAAAcw/dBJzO1CKKZw/s1600-h/Allen+Stanford.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 280px; height: 390px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6_kKf4xniVs/Sbu0bMZ89bI/AAAAAAAAAcw/dBJzO1CKKZw/s400/Allen+Stanford.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313038564693177778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Allen Stanford&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.reuters.com/article/newsOne/idUSTRE51Q66G20090228"&gt;Reuters&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stanford_Financial_Group"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.economist.com/finance/displaystory.cfm?story_id=13136627"&gt;Economist&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aporrea.org/actualidad/n130300.html"&gt;Aporrea&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubo: 2 mil milhões de dólares (condenando a 10 anos de prisão)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ramón Baez Figueroa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mx.news.finance.yahoo.com/18042008/8/finanzas-dominicana-banquero-condenado-prisi-n-fraude-bancario.html"&gt;Yahoo News Finance&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eleconomista.net/noticia.php?id=142"&gt;El Economista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.centrotampa.com/ap-espanol/2008/apr/18/dominicana-banquero-condenado-a-prisin-por-fraud1/?paises-dominicana-noticias"&gt;Centro Tampa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubo: 700 milhões de dólares (condenado a 10 anos de prisão)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pedro Castillo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hoy.com.do/el-pais/2009/3/6/269109/Condenan-banquero-a-10-anos-de-prision"&gt;Hoy&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://finance.yahoo.com/news/Dominican-bank-president-gets-apf-14573306.html"&gt;Yahoo News Finance&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubo: 32,2 milhões de dólares&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Donald Trump&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aporrea.org/contraloria/n130552.html"&gt;Acusan a Donald Trump de fraude millonario en Baja California (Aporrea)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubo: fraude fiscal, encobrimento dos crimes de uma Ditador sanguinário&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Banco Santander&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aporrea.org/internacionales/n130632.html"&gt;Gobierno chileno: "Banco Santander ocultó fortuna de Pinochet" (Aporrea)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubo: um escândalo de crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais, ainda em investigação (montantes por saber)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Banco Português de Negócios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Portugu%C3%AAs_de_Neg%C3%B3cios"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&amp;amp;id=345138"&gt;Jornal de Negócios&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351257&amp;amp;idCanal=12"&gt;BPN tem ligações a deputados do PSD da Madeira (O Publico)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://economico.sapo.pt/noticias/bpn-e-uma-mega-fraude_3265.html"&gt;BPN "é uma mega fraude" (Diário Económico)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=126631"&gt;Administradores do Banco Português de Negócios levantaram milhões em dinheiro vivo (Sol)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubo: indícios criminais, fraude, etc., em investigação (montantes por saber)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Banco Privado Português&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/wportal/acessibilidades/legendagem/pecas.php?data=2009-01-28&amp;amp;fic=telej_1_28012009&amp;amp;peca=5&amp;amp;tvprog=1103"&gt;RTP1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Recentemente causou espanto que a revista Forbes, conhecida apologista do Capitalismo e das fortunas obscenas, ter incluído um criminoso narcotraficante na lista dos mais ricos. A surpresa não tem razão de ser. Pertinente seria a Forbes dizer quantos Madoffs, Banqueiros Ladrões e Burlões estão na sua lista com dinheiro roubado.  Ou mais pertinente ainda seria perguntar e quantos dos super-milionários se recusam a ostentar a sua fortuna nas páginas da Forbes, temendo que isso dê pistas aos Tribunais de que eles também são afinal uma espécie de Madoffs - e portanto convém esconder o seu dinheiro roubado em vez de o mostrar. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-9191355564895198020?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/9191355564895198020/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=9191355564895198020' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/9191355564895198020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/9191355564895198020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2009/03/historias-de-banksters-bankers.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6_kKf4xniVs/SbuzsNgI5eI/AAAAAAAAAco/No3c5PP7d74/s72-c/Bernard+Madoff.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-17424142575359491</id><published>2009-02-13T07:30:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T07:34:56.206-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agricultura Orgânica'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;A TERRA E O NOSSO FUTURO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O tempo e o horizonte da agricultura familiar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paul Singer compara o modo como o agronegócio empresarial e a agricultura familiar se relacionam com o tempo: para o primeiro, a relação com o tempo é medida pelos prazos de envios dos relatórios à bolsa de valores a cada três meses. Já para a agricultura familiar, o horizonte são as gerações, os filhos e os netos. Essa diferença diz muito sobe os conceitos de desenvolvimento e progresso em debate hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Katarina Peixoto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando sobre agricultura familiar e economia no campo brasileiro, Paul Singer, Secretário Nacional de Economia Solidária (do Brasil) fez uma platéia de quase mil pessoas poder refletir sobre tempo, natureza humana e temporalidade das ações, na relação com o meio ambiente. O fôlego e a densidade do debate aberto pelo professor titular em macroeconomia da USP, contudo, não assustaram os participantes desta I Conferência Nacional. Nem poderiam. Com a simplicidade que lhe é característica, o professor analisou alguns dos problemas que têm contribuído para que a relação entre a humanidade e o planeta tenha tomado a forma de uma contradição manifesta. E a aparência de um destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses problemas é o modo como as atividades econômicas produtivas e lucrativas se relacionam com o tempo. Para o agronegócio empresarial que transformou a agricultura num dos braços do mercado de commodities, a relação com o tempo é medida pelos prazos de envios dos relatórios e balanços financeiros à bolsa de valores, em regra, a cada três meses. Já para a agricultura familiar, anotou Paul Singer, “o horizonte são as gerações, dos seus filhos, dos seus netos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um horizonte mais largo é por si só uma diferença importante? A destruição da natureza pelo homem é medida somente pelo tempo? Não, mas a qualidade das mudanças provocadas pelas atividades econômicas determinam, pelo menos ao longo dos últimos séculos, a temporalidade da vida na sociedade e, por conseguinte, da relação dos homens com a exploração, dominação e uso dos recursos da natureza. E é nessa qualidade que reside a diferença entre o potencial predatório do mercado de commodities em relação, por exemplo, à atividade econômica da agricultura familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque essa diferença evidencia que a qualidade das mudanças nos preços de commodities não depende de contrapartidas ou referências reais para se constituir, de modo que pode nunca deixar de ser uma mera arbitrariedade, não à toa chamada por Marx de fetiche. No reino da troca absoluta, nada se mede na realidade e a mudança deixa de ser categoria determinante da inteligibilidade dos fenômenos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim, despedindo-se da realidade, que a lógica capitalista se permite destruir recursos naturais como fosse uma conseqüência, se assim se pode dizer, natural. Em contrapartida, marcar o tempo na duração de gerações constitui uma qualidade completamente distinta de mudança na natureza, sobretudo na atual quadra histórica. Entender essa diferença, contudo, não requer compromissos com versões finalistas da história: não é o progresso versus o atraso o que explica a diferença entre a temporalidade do mercado de commodities e a temporalidade marcada nos rostos e na carne das pessoas que vivem de, com e através dos recursos naturais, como é o caso da agricultura familiar, exemplarmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disso se segue que não se trata de julgar a velocidade do mercado de commodities em oposição, puramente ideológica, à atividade produtiva das populações que produzem alimentos, segundo padrões sustentáveis, mas de levar o tempo a sério, como uma das características que determinam o estado das coisas no mundo, entre elas, a da atual crise de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer evidente que a velocidade de uma colheita não é comparável à avaliação de preços numa tarde da Bolsa de Mercadorias Futuras. Então, o que é mesmo que torna essa velocidade um problema sério, inclusive quanto ao meio ambiente? Paul Singer responde a essa pergunta possível com um olhar prudente sobre a construção de modelos de sociedades, sobretudo a partir de “postulados” a respeito da natureza humana, isto é, a partir de abstrações; um olhar, vale dizer, que vê no diagnóstico das teorias neoclássicas da natureza humana um problema: se a medida do tempo não é única, quando tomada com referência às coisas que mudam e que são mudadas na natureza, faz sentido referir-se aos homens como indivíduos prontos e acabados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com que autoridade se deduz e pretende legitimar um sistema econômico e político a partir de postulações sobre a natureza humana? Não estaria ela, a própria natureza humana, submetida ao tempo? Ou seria um conceito estático, caído no planeta recentemente, vindo sabe-se lá de onde? Para Singer, nós não apenas não conhecemos a natureza humana e não podemos pensá-la a despeito do fato de que ela está sempre mudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual ou quais as contrapartidas às marchas do tempo de que se fazem as histórias, do capitalismo e das suas resistências? Qual o pressuposto metodológico que autoriza o marxismo a, desde sempre, sustentar a sua crítica à economia política em todas as suas variantes? O pressuposto é uma unidade entre pensamento e experiência, entre sujeito e objeto, entre intenção e extensão, que tornou a história e o pensamento do tempo histórico elementos centrais para o entendimento e a superação das contradições incontornáveis do capitalismo, que hoje ganham a dimensão de ameaça climática e alimentar, no planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um pressuposto de que a prática ensina, à medida que a intenção organiza, e que autorizou Marx a ratificar a tese de que o conceito sem a intuição é vazio e de que a intuição sem o conceito é cega. É assim que as idéias e o exemplo de Paul Singer ganham, devidamente, força. Com a defesa de que o papel dos que pensam é observar, entender, examinar e experimentar, e não postular sociedades e homens fictícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Portanto”, disse enfaticamente o professor, “não temos modelo, e eu gostaria de afirmar isso com muita convicção a vocês”. Na autocrítica ao método, se assim se pode dizer, socialista, de que Singer se disse herdeiro, ele acrescenta o compromisso de tentar fazer empiricamente, segundo o velho método da tentativa e erro. Assim não se corre o risco, hoje mais evidente que nunca, de destruir, devastar e matar de fome. Assim não se perde a medida real do tempo, para se submeter ao espaço e ao poder que o delírio fetichista tem imposto às economias e estômagos do mundo, sobretudo do mundo pobre e já faminto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida real do tempo se faz de quê, afinal? Da vida das pessoas, de gente e do Planeta. Pode-se considerar a economia solidária como uma utopia; ou uma das iniciativas ingênuas e evasivas que caracterizaram a história da resistência moral à miséria que o avanço do capitalismo deixa como rastro. O problema dessa acusação não é tampouco só de natureza moral – ainda que também o seja -; nem é o preço que ela tem a pagar – que já está pagando; o problema dessa acusação é o destino de Baixio das Bestas, para o campo e as cidades brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abertura do mais vigoroso e bem dirigido filme brasileiro dos últimos anos, Baixio das Bestas, de Cláudio Assis, pode-se ler uma referência que talvez esclareça esse lembrete: “O tempo vai consumir os engenhos, a usina, a mim e a você”, porque, ao contrário do delírio das variantes da economia política do século XIX, cada vez mais capengas e autoritárias, nem o mercado, nem a natureza humana são eternos. Talvez seja isso, afinal, o que a atual crise global de preços e de abastecimento deixe como evidência, empiricamente verificável: a contradição entre humanidade e planeta não é destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15077"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-17424142575359491?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/17424142575359491/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=17424142575359491' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/17424142575359491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/17424142575359491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2009/02/terra-e-o-nosso-futuro-o-tempo-e-o.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-8826938348492677926</id><published>2009-01-12T16:56:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T16:57:57.296-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A crise toca a todos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://i.cdn.turner.com/cnn/.element/js/2.0/video/evp/module.js?loc=int&amp;vid=/video/business/2009/01/08/rowlands.us.porn.industry.bailout.cnn" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;noscript&gt;Embedded video from &lt;a href="http://www.cnn.com/video"&gt;CNN Video&lt;/a&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-8826938348492677926?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/8826938348492677926/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=8826938348492677926' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8826938348492677926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8826938348492677926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2009/01/crise-toca-todos.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-1715841011311731221</id><published>2008-07-03T18:12:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T18:34:56.985-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Crise Financeira (2007-2008): colapso à vista nos EUA?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Citando o jornal holandês Finantial Telegraph de 28 de Junho de 2008:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;BRUSSEL/AMSTERDAM (DFT) - Fortis expects a complete breakdown of the American financial markets within days or weeks. This explains, according to the bank insurer, the series of interventions on Thursday with the aim of strengthening themselves by € 8 billion. "We are ready at the last moment. The U.S. is doing much worse than we had thought,” said Fortis chairman Maurice Lippens, who insists that CEO Votron shall not be replaced. Fortis expects bankruptcies of 6000 U.S. banks that have low coverage. "But the same goes also for Citigroup and General Motors, and thereby starts a complete meltdown in the U.S..”&lt;/blockquote&gt;O artigo depois continua explicando como o grupo financeiro holandês-belga Fortis (Banco e Seguradora) está a passar por uma situação aflitiva, não faltando quem peça a demissão do seu executivo (CEO). O &lt;a href="http://app2.diarioeconomico.com/de/bolsa/Ficha?cod=AMFOR"&gt;Fortis&lt;/a&gt; perdeu cerca de 67% do valor das suas acções desde o ano passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-1715841011311731221?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/1715841011311731221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=1715841011311731221' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1715841011311731221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1715841011311731221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/07/crise-financeira-2007-2008-colapso.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-7955420775855472025</id><published>2008-06-21T16:46:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T16:48:59.799-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise social e económica'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Dependência e ineficiência energética em Portugal:&lt;br /&gt;não diminui devido à politica do governo de Sócrates de promoção do transporte rodoviário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por Eugénio Rosa [*]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESUMO DESTE ESTUDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Sócrates não tem qualquer estratégia para os problemas do País. Multiplica os concursos para mais auto-estradas (10, com um custo superior a 2,5 mil milhões de euros) e atrasa a modernização do transporte ferroviário convencional (ex. linha da Beira Baixa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forte dependência enérgetica do País, num contexto de energia cada vez mais cara, é um dos problemas mais graves que Portugal enfrenta actualmente, constituindo também uma das causas da crise geral que abala a economia e a sociedade portuguesa. Em 2005, segundo o Eurostat, a taxa de dependência energética média da União Europeia (25 países) atingia os 56,2%, enquanto em Portugal alcançava 99,4%.Esta dependência energética está associada a uma elevada ineficiência no uso da energia, o que constitui até uma das suas causas. Como revelam os dados do Eurostat, em 2005, a "intensidade energética" portuguesa era superior à média da União Europeia dos 25 países em 17,8%; e se consideramos os 15 países mais desenvolvidos (UE15), a de Portugal já era superior em 30,6%. Por outras palavras, em Portugal para se produzir 1000 euros de riqueza (PIB) consome-se mais 17,8% de energia do que a média da UE25, e mais 30,6% do que a média da UE15. E nos últimos 11 anos (1994-2005) essa ineficiência energética, no lugar de se reduzir, até aumentou, portanto uma tendência contrária à registada na U.E.. Entre 1994 e 2005, a energia gasta para produzir 1000 euros de riqueza (PIB) aumentou de 234,54 kg "equivalente de petróleo" ( para 241,43 kg. (+ 2,9%) em Portugal, enquanto na UE25 diminuiu de 231,34 para 204,89 kg, (-11,4%) e, na UE15, desceu de 206,1 para 184,85 kg. (-10,3%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal consumidor de energia importada em Portugal é o sector de transportes. Já em 2002, este sector consumia 60% do petróleo, enquanto toda a industria transformadora gastava 14%, os serviços 8%, e o consumo da agricultura, pescas e industria extractiva era apenas de 4%. A grave distorção que se verifica actualmente no sistema de transportes em Portugal, agrava a ineficiência e a dependência energética, e sujeita o país à chantagem fácil dos patrões de transportes de mercadorias, como se verificou na recente "greve" dos patrões deste sector. Em 1995, a importância (peso ) do transporte rodoviário em Portugal era já significativamente superior à média da União Europeia, pois correspondia a 90,3% de todo o transporte interno, enquanto a média na UE25 era de 72,2% e, na UE15, de 76,6%. E entre 1995 e 2006, a situação agravou-se pois, em 2006, em Portugal o transporte rodoviário correspondeu a 94,9% do transporte total interno, enquanto na UE25 era de 77% e, na UE15, de 79,1%. Portanto, é o modo de transportes mais caro e poluente, que agrava a ineficiência e a dependência energética que tem, em Portugal, a quase exclusividade do transporte, pois cabe aos outros modos de transporte (ferroviário, fluvial e marítimo) apenas 4,1% do transporte total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, o transporte ferroviário de mercadorias é um transporte residual. Entre 1995 e 2005 (10 anos), o transporte ferroviário de mercadorias passou de 2019 milhões de t/km para 2422 milhões de t/km (+409 milhões t/km), enquanto, entre 2002 e 2005 (apenas 3 anos), o transporte rodoviário de mercadorias aumentou em 19158 milhões de t/km (+44,3%), pois passou de 29724 milhões de t/km para 42882 milhões de t/km. Este crescimento vertiginoso do transporte rodoviário de mercadorias determinou que, já em 2005, este transporte representasse no total "rodoviário + ferroviário" de mercadorias 94,7%, enquanto em países muito mais ricos, como a Alemanha, representava 76,3%; na Finlândia 76,6%; na Suécia 63,9%; etc... Esta grave distorção determina custos acrescidos para o País, pois o transporte rodoviário, em termos de eficiência e dependência energética, é muito mais caro, para além de ser mais poluente, e torna o País refém dos patrões privados de mercadorias como ficou claro. Em Portugal, o transporte individual de passageiros tem registado um forte crescimento desde 1995, pois , entre 1995 e 2006, o peso do transporte individual passou de 71,7% para 82,8% do transporte total de passageiros. Desta forma, o transporte colectivo de passageiros está-se a transformar num transporte residual (em 1995, representava 28,3% do total e, em 2006, apenas 17,2%). E isto apesar do transporte individual ser muito caro para o País e altamente poluente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sucessivos governos e, nomeadamente o de Sócrates, tem promovido o transporte rodoviário (mercadorias e individual), pois tem investido muito mais nas infra-estruturas rodoviárias (recordem-se os recentes anúncios por Sócrates e Mário Lino da construção de mais auto-estradas), e muito pouco nas ferroviárias. De acordo o MOPTC, em 2006 e 2007 cerca de 90% do financiamento feito através do Orçamento do Estado (PIDDAC) foi para infra-estruturas rodoviárias, cabendo `REFER, CP e metros menos de 10%. É urgente inverter esta situação. Infelizmente, nenhuma força politica ou social tem exigido isso com clareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um registo para terminar. Nas duas "greves " dos patrões (pesca e transportes de mercadorias) ficou claro o sentido de classe deste governo, ou seja, que interesses de classe ele defende. Como eram patrões, o governo satisfez rapidamente as suas principais reivindicações e ordenou que as forças da ordem não interviessem. Quando são trabalhadores as declarações do governo e o comportamento das polícias são bem diferentes. Dois pesos e duas medidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As recentes "greves" dos patrões das pescas e dos transportes de mercadorias, a pretexto do aumento rápido dos preços dos combustíveis (os combustíveis representam entre 35% a 45% da estrutura de custos), cujas consequências são graves, nomeadamente nas pequenas empresas, em que a incapacidade e o espírito de classe do governo de Sócrates ficou é apenas um episódio de uma crise muito mais profunda, que certamente terá novos episódios no futuro, da dependência energética a que chegou o País, determinada por politicas erradas dos sucessivos governos, que estão a ser continuadas pelo actual governo como se provará neste estudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORTUGAL É O PAÍS DA UNIÃO EUROPEIA EM QUE A DEPENDENCIA ENERGÉTICA É MAIS ELEVADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro seguinte, construído com dados recentes divulgados pelo Eurostat, mostra a elevada dependência energética do nosso País no contexto dos países da União Europeia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Eurostat, a taxa de dependência energética obtém-se dividindo as importações liquidas pelo consumo bruto de energia. E como mostram os dados do quadro, em 2005, a taxa energética média na União Europeia (25 países) atingia os 56,2%, enquanto em Portugal atingia 99,4%, portanto a dependência energética portuguesa era superior em 76,9% à média comunitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DEPENDENCIA ENERGÉTICA DO PAÍS ESTÁ ASSOCIADA À INEFICIÊNCIA ENERGÉTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal é, depois de Chipre, o país da União Europeia onde a dependência energética é mais elevada, mas é também o país onde para se produzir 1000 euros de riqueza (PIB) se gasta mais energia, e onde a ineficiência energética no lugar de se reduzir, como tem sucedido na U.E, até tem aumentado nos últimos anos como revela o quadro construído com dados do Eurostat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intensidade energética mede a quantidade de energia, calculada com base em "quilos equivalentes de petróleo" (pode ser também em toneladas equivalentes de petróleo, tep), que é necessário para produzir 1000 euros de riqueza ( PIB). E como revelam os dados do Eurostat, em 2005, a "intensidade energética" portuguesa era superior à média da União Europeia dos 25 países em 17,8%; e se consideramos os 15 países, mais desenvolvidos que constituíam a U.E. antes do alargamento, a de Portugal já era superior em 30,6%. Por outras palavras, em Portugal para produzir 1000 euros de riqueza (PIB) consumia mais 17,8% de energia do que a média da UE25, e mais 30,6% do que a média da UE15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nos últimos 11 anos (1994-2005) essa ineficiência energética, no lugar de se reduzir, até aumentou, ou seja, registou uma tendência contrária à verificada na União Europeia. Assim, entre 1994 e 2005, a "intensidade energética" da economia portuguesa, ou seja, a energia gasta para obter 1000 euros de PIB passou de 234,54 Kg "equivalente de petróleo" (KEP) para 241,43 Kg., ou seja, agravou-se em 2,9%, enquanto na UE25 baixou de 231,34 para 204,89 Kg, (-11,4%), e na UE15 diminuiu de 206,1 Kg. para 184,85Kg. (-10,3%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SECTOR DE TRANSPORTES É O PRINCIPAL CONSUMIDOR DE PETRÓLEO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal consumidor de energia em Portugal com origem no petróleo são os transportes. Já em 2002, este sector consumia mais do que a industria como mostram os dados do quadro seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2002, 60% da energia primária que tinha como origem o petróleo era consumido pelo sector de transportes, enquanto o consumo da industria transformadora correspondia apenas a 14%; o dos serviços a 8%; e o da agricultura, pescas e industria extractiva era apenas de 4%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DISTORÇÃO NO SISTEMA DE TRANSPORTES AGRAVA A INEFICIÊNCIA E A DEPENDENCIA ENERGÉTICA E SUJEITA O PAÍS À CHANTAGEM FÁCIL DOS PATRÕES DE MERCADORIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal é o país da União Europeia onde é maior o peso do transporte rodoviário no transporte total como mostra o quadro seguinte, construído com dados do Eurostat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1995, a importância (peso) do transporte rodoviário em Portugal era já significativamente superior à média da União Europeia. Nesse ano, em Portugal correspondia a 90,3% de todo o transporte interno, enquanto a média na UE25 era de 72,2% e, na UE15, de 76,6%. Entre 1995 e 2006, esta situação agravou-se tendo atingido, neste último ano, em Portugal 94,9% de todos os transportes, enquanto na UE25 correspondia a 77% e, na UE15, a 79,1%. É o modo de transportes mais caro e poluente, que agrava a ineficiência e a dependência energética, que tem a quase exclusividade do transporte no nosso País, pois o que resta para os outros modos de transporte (ferroviário, fluvial e marítimo) é apenas 4,1% do transporte total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM 3 ANOS O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE MERCADORIAS AUMENTOU 44%, ENQUANTO O FERROVIÁRIO CRESCEU EM 10 ANOS APENAS 21% REPRESENTANDO, em 2006, APENAS 5,3%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O transporte ferroviário de mercadorias é, em Portugal, residual como mostra o quadro .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1995 e 2005, o transporte ferroviário de mercadorias passou de 2019 milhões de t/km para 2422 milhões de t/km, ou seja, cresceu apenas 409 milhões de t/km (21%) enquanto, entre 2002 e 2005, ou seja, em somente três anos, o transporte rodoviário de mercadorias aumentou em 19158 milhões t/km (+44,3%). Este crescimento tão vertiginoso do transporte rodoviário de mercadorias determinou que, já em 2005, o transporte rodoviário representasse no total do transporte "rodoviário + ferroviário de mercadorias" 94,7%, enquanto em países muito mais ricos, como a Alemanha, representasse 76,3%, Finlândia 76,6%, Suécia 63,9%. Esta grave distorção determina custos acrescidos para o País, pois o transporte rodoviário, em termos de eficiência e dependência energética, é mais caro, para além de ser mais poluente, e torna o País refém dos patrões de mercadorias como ficou claro no recente conflito. E as medidas anunciadas pelo governo para satisfazer as reivindicações dos patrões dos transportes de mercadorias não vão no sentido de alterar esta situação; pelo contrário, têm como objectivo mantê-la e até reforçá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TRANSPORTE INDIVIDUAL JÁ REPRESENTA MAIS DE 82% DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do transporte individual ser muito caro (um carro um passageiro) e altamente poluente, ele tem crescido muito em Portugal, representando um valor muito elevado como mostra o quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, o transporte individual de passageiros tem registado um forte crescimento desde 1995, pois , entre 1995 e 2006, o peso do transporte individual passou de 71,7% para 82,8%. Consequentemente, o transporte colectivo de passageiros reduziu-se sendo cada vez mais reduzido (em 1995, correspondia a 28,3% do total; em 2006, a 17,2%). E isto apesar do transporte individual ser muito caro para o País, agravando a ineficiência e a dependência energética, e altamente poluente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GOVERNO TEM PROMOVIDO O TRANSPORTE RODOVIÁRIO PRIVADO DE MERCADORIAS E O INDIVIDUAL INVESTINDO MAIS NAS INFRAESTRTURAS RODOVIÁRIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sucessivos governos e, nomeadamente o de Sócrates, tem promovido o transporte rodoviário de mercadorias e o transporte individual, como provam os dados do quadro seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com dados do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, em 2006, o financiamento do Orçamento do Estado, através do PIDDAC, feito por meio da empresa Estradas de Portugal de infra-estruturas rodoviárias representou 89,5% do financiamento do investimento total de em infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias e, em 2007, correspondeu a 90%. Em contrapartida, o financiamento do transporte ferroviário convencional (REFER + CP) representou apenas 1,6% do financiamento do Orçamento do Estado em 2006 e, em 2007, somente 2,5%. O financiamento dos metros (Lisboa, Mondego, Porto e Sul) representou, em 2006, 7,4% e, em 2007, somente 5,6%. Em relação ao financiamento comunitário, uma parte substancial foi também para as infra-estruturas rodoviárias (Estradas de Portugal) : 35,2% do total em 2006 e, em 2007, atingiu 52%. Portanto, o restante investimento realizado por estas empresas em infra-estruturas teve de ser financiado com os chamados "recursos próprios" que têm fundamentalmente como origem empréstimos obtidos junto da banca, o que determinou o aumento do seu endividamento. Isto, em empresas que já têm elevadíssimos passivos e quando as infra-estruturas públicas de transportes deviam ser financiadas fundamentalmente pelo Orçamento do Estado já que os portugueses pagam vários impostos (ISP e IA, e mesmo uma parcela do IVA) precisamente com esse objectivo. Em 2008, esta grave distorção não melhorou pois, de acordo com a Lei 55/2007 aprovada pelo PS, 600 milhões de euros do ISP são encaminhados directamente para as Estradas de Portugal, que foi transformada em sociedade anónima por este governo. Fica assim claro que o governo de Sócrates têm promovido também o transporte rodoviário e, dentro destes, o privado de mercadorias e o individual, na medida que continuou a canalizar a maior parte dos fundos públicos para infra-estruturas rodoviárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É URGENTE INVERTER A GRAVE DISTORÇÃO DO SISTEMA DE TRANSPORTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A continuação de uma politica que tem promovido, na prática, o transporte privado rodoviário de mercadorias em prejuízo do transporte ferroviário, fluvial e marítimo de mercadorias; e o transporte individual em prejuízo do transporte público colectivo de passageiros, só poderá agravar a ineficiência e a dependência energética do País e, assim, contribuir para agravar e prolongar a grave crise económica em que o País está mergulhado. Durante os debates dos Orçamentos de Estado de 2006, 2007 e 2008, em que participamos como deputado, levantámos sistematicamente esta questão e, embora o ministro Mário Lino tenha reconhecido a sua justeza, o certo é que as propostas apresentadas por este governo têm ido sempre no sentido de considerar prioritário o investimento no rodoviário considerando secundário o na ferrovia convencional e no metro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorar a realidade que a linguagem fria dos números revelam, e fazer passar a mensagem, mesmo que não seja de uma forma directa, que a solução está em baixar os preços dos combustíveis para manter um sistema de transportes assente no transporte rodoviário e, dentro deste, no transporte privado de mercadorias e no transporte individual, é seguir uma direcção errada e criar falsas expectativas que poderão sair muito caras ao País e aos portugueses. Numa altura de energia cada vez mais cara, é necessário aumentar significativamente o investimento público no transporte ferroviário convencional, fluvial e marítimo de mercadorias, e no transporte colectivo de passageiros, o que este governo não faz.. O silêncio que se observa actualmente sobre esta matéria e reivindicar soluções que se traduzem, na prática, pela manutenção do actual sistema de transportes caro e poluente, causador também da elevada ineficiência e dependência energética, só poderá contribuir para agravar e prolongar a actual crise. Os mini-metros das regiões metropolitanas de Lisboa e do Porto, a escassez e mau estado do material circulante do metro de Lisboa são exemplos do estado a que chegou todo o sistema de transportes colectivos causado pela politica dos sucessivos governos e continuada pelo governo de Sócrates perante o silêncio e passividade das forças politicas e sociais.&lt;br /&gt;15/Junho/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[*] Economista, edr@mail.telepac.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo encontra-se em &lt;a href="http://resistir.info/e_rosa/crise_energetica.html"&gt;http://resistir.info/e_rosa/crise_energetica.html&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-7955420775855472025?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/7955420775855472025/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=7955420775855472025' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7955420775855472025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7955420775855472025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/06/dependncia-e-ineficincia-energtica-em.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-8022805497781937573</id><published>2008-06-02T17:44:00.000-07:00</published><updated>2008-06-02T17:46:41.407-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peak Oil nos Média'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Combustíveis e clima abalam o "american way of life"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;1 DE JUNHO DE 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço do petróleo e a mudança climática põem em xeque o modelo urbanístico dos EUA, baseado em grandes áreas residenciais. Levittown, o primeiro subúrbio residencial, lidera uma pequena revolução para reduzir o consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma das ruas principais de Hicksville, um povoado de Long Island a uma hora do centro de Nova York, há um cartaz que recomenda aos motoristas: "Troquem o posto de gasolina pela estação de trem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os preços dos combustíveis na estratosfera e a ameaça de mudança climática fora de discussão, cada vez mais habitantes dessa região formada por quilômetros e quilômetros de zonas residenciais estão conscientes da necessidade de mudar de estilo de vida. Mesmo que seja por causa da conta de gasolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Long Island ainda é a pátria das urbanizações características da classe média norte-americana, com casas de dois andares e jardins construídas no final da Segunda Guerra Mundial, coincidindo com o regresso de centenas de milhares de soldados e o início de uma longa era de prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Suburbia -o nome dessa cidade imaginária que se estende de Long Island à Califórnia, de Chicago ao Texas- passa por um mau momento. Desde que foi criado há 60 anos, no que era um campo de batatas perto de Hicksville, Levittown, considerado o primeiro bairro residencial do país, Suburbia foi o cenário do "American way of life". Um estilo de vida indissociável da dependência do petróleo e do consumo energético desenfreado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção das urbanizações e a rede de autopistas ocorreram paralelamente. Sem as primeiras não se entende a dependência do automóvel pelos americanos. Quem vive em uma dessas áreas -e mais da metade dos 300 milhões de americanos vivem nelas- precisa do carro para ir comprar e trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver sem automóvel? Nem em Levittown é possível. "É muito difícil", diz Louise Cassano, ao volante de seu carro enquanto conduz o visitante pelas ruas do bairro prototípico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cassano, casada e com dois filhos já adultos, mora aqui desde 1951. Quatro anos antes, a empresa familiar Levitt &amp;amp; Sons começou a construir as 17 mil casas para outras tantas famílias jovens que começavam do zero. Não está claro se Levittown foi realmente o primeiro, mas serviu de modelo para as centenas de subúrbios que brotaram por todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Cassano, que tem uma pequena empresa de relações públicas, chegou aqui, procedente do bairro nova-iorquino do Brooklyn, era menina. Seu pai era bombeiro e usava o único carro que havia na casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não havia serviço telefônico. Os serviços de ônibus eram horríveis. Íamos sempre andando", lembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vantagens de viver em Levittown, porém, eram indiscutíveis. A área residencial representava o sonho da casa com jardim ao alcance de todos. Longe da sujeira e do ruído urbanos, o ambiente era limpo e seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca trancávamos a porta", diz Cassano. Com os anos, os moradores dessas regiões compraram outro carro. A gasolina era "de graça". A era de Levittown também foi a dos "malls", os imensos centros comerciais que serviram de rua principal dos bairros residenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ocorria o êxodo para a periferia, o centro das cidades empobreceram e foram tomados pela violência e o abandono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento dos subúrbios tinha limites. Em seu livro "A Opção do Urbanismo", o urbanista Christopher B. Leinberg afirma que essa evolução "fomentou a decadência urbana, aumentou as emissões de gases do efeito estufa e contribuiu para o aumento da obesidade e da asma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leinberg acredita que o esgotamento do modelo energético, as mudanças demográficas -a proporção de famílias com filhos diminuiu- e a crise imobiliária vão acelerar uma "mudança importante na maneira de viver e trabalhar de muitos americanos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para reduzir drasticamente as emissões, seria preciso uma revolução: ou construir uma rede de transportes públicos que alcançasse todos os subúrbios do país -coisa improvável, nem que seja pelas dimensões dessas áreas residenciais-, ou que seus habitantes voltassem de repente para o centro das cidades. O repovoamento das cidades já é um fato, mas dificilmente representará a morte dos subúrbios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, em Levittown buscam soluções mais realistas. Pioneiros há 60 anos, querem voltar a sê-lo agora. Tom Suozzi, o presidente do condado de Nassau, onde se encontra Levittown, lançou uma iniciativa para revigorar a área. Associado a empresas privadas, o condado ofereceu milhares de lâmpadas de baixo consumo, assim como facilidades para substituir as velhas caldeiras ou instalar painéis solares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cassano trocaram as lâmpadas há dez anos e instalaram um aparelho para economizar combustível para a caldeira, o que reduz ao mesmo tempo a poluição e a conta de energia no fim do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos de recrutar os americanos comuns", diz Brad Tito, assessor de Suozzi em questões ambientais. "As mudanças começam em casa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: La Vanguardia/&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=38042"&gt;Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves / UOL Mídia Global&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-8022805497781937573?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/8022805497781937573/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=8022805497781937573' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8022805497781937573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8022805497781937573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/06/combustveis-e-clima-abalam-o-american.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-2898712695082407978</id><published>2008-06-01T16:29:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T16:48:00.784-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peak Oil'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A "sui generis" way of talking about Peak Oil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bVeXDHdQcIM&amp;amp;hl=" width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Falando sobre o Pico do Petróleo (Peak Oil) numa forma "sui generis". Uma ideia de uma activista do pico do petróleo norte-americana, chamada Kris Can.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thank you note: from Portugal (Europe) to Kris Can. Nice idea. It sure grabs the attention.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-2898712695082407978?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/2898712695082407978/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=2898712695082407978' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2898712695082407978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2898712695082407978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/06/sui-generis-way-of-talking-about-peak.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-8714163150454661520</id><published>2008-05-31T15:20:00.000-07:00</published><updated>2008-05-31T15:28:27.742-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agro-combustíveis'/><title type='text'></title><content type='html'>Nota: Finalmente... agora só falta que os burocratas do governo brasileiro sigam o exemplo e deixem de subsidiar a desflorestação, poluição e escravidão do seu "milagroso" etanol de cana de açúcar. Quanto cinismo têm estes políticos do Brasil que confundem ambientalismo com os lucros dos seus produtos para exportação no seu complexo agro-industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;União Européia propõe fim do subsídio para o álcool (leia-se etanol)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;21 DE MAIO DE 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Européia, o braço executivo do bloco composto pelos 27 países da UE, propôs o fim do subsídio pago aos agricultores para cultivar lavouras usadas na produção de biocombustível. A proposta faz parte de um pacote para tentar elevar a produção agrícola do bloco no momento em que a cotação de vários alimentos está batendo recorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela proposta, a União Européia tentará fazer com que esses agricultores cultivem outros alimentos. Em nota, o bloco também disse não descartar que não será alcançada a meta de que 10% dos veículos da região usarão álcool até 2020.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A meta nunca foi alcançar a qualquer preço 10% de [carros movidos a] biocombustível. São 10% sob algumas condições rigorosas. Entre essas condições estão um esquema de sustentabilidade robusto e factível e a viabilidade comercial dos biocombustíveis de segunda geração. O esquema de sustentabilidade da UE está no momento sendo discutido no Conselho e no Parlamento europeus. Ele será o primeiro desse tipo no mundo. Ele precisará garantir que a produção não terá efeitos colaterais negativos e que será robusta e executável."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto do Conselho Europeu para a PAC (Política Agrícola Comum) do bloco prevê medidas como a redução do subsídio pago aos donos de propriedades maiores e o fim da exigência para que os produtores não cultivassem anualmente 10% das suas terras. "A UE reagiu com rapidez ao aumento repentino dos preços dos alimentos. Estamos lidando com um problema com múltiplas causas e várias conseqüências. Por isso, temos de agir ao mesmo tempo em várias frentes para solucioná-lo", afirmou, em comunicado, o presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alterações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo projeto, que vai até 2013, será encaminhado no próximo mês ao Conselho Europeu (que reúne os chefes de Estados) e precisa ser aprovado pelo Parlamento do bloco e pelos ministros da Agricultura da região. A expectativa é que ele só seja aprovado em novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá, no entanto, o projeto deve sofrer alterações. A França, que é o principal produtor agrícola do bloco e o que mais recebe subsídios, se manifestou contra a proposta. O ministro da Agricultura, Michel Barnier, afirmou que alguns pontos "não são aceitáveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os franceses defendem que, com a alta dos preços dos alimentos, é cada vez mais importante a ajuda aos agrícolas. "A crise alimentícia nos dá um motivo para preservar a capacidade de produção que temos na Europa", disse Barnier. Já outros países, como o Reino Unido, defendem cortes mais profundos e afirmam que a subida dos preços tornou a ajuda desnecessária. A Alemanha também já disse ser contra a alguma das medidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a comissária da Agricultura da UE, Mariann Fischer Boel, as novas medidas "são para dar liberdade aos nossos agricultores, para que eles possam atender a crescente demanda e responder rapidamente ao que o mercado está dizendo para eles". "Trata-se também de simplificar, racionalizar e modernizar a PAC e dar aos nossos agricultores os meios necessários para enfrentar os novos desafios, tais como as alterações climáticas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brasil aprova&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) disse que a decisão da União Européia de propor a eliminação do subsídios à produção de etanol deve ser festejada. "Isso traz boas perspectivas." Ele ressaltou que a medida precisará ser aprovada por todo o bloco e que há resistências de alguns integrantes da UE. Ele lembrou que, se aprovada, a medida levará de quatro a seis anos para ser implantada.&lt;br /&gt;Apesar da cautela, Stephanes disse que esse posicionamento indica que os europeus estão propensos a rever os subsídios. "Isso mostra que a UE estava tendo problema de substituição da produção de etanol por alimentos, estava pagando subsídio alto e produzindo a um custo quase três vezes maior que o álcool brasileiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Stephanes, no Brasil o custo de produção é de US$ 0,40 por litro, enquanto, na Europa, sobe para entre US$ 1 e US$ 1,20. Ele disse que a proposta não tem relação com eventuais mudanças na política de alguns países europeus de subsidiar a produção agrícola, mas sim com a preocupação com a falta de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=37507"&gt;Diário Vermelho/FdeSP&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-8714163150454661520?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/8714163150454661520/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=8714163150454661520' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8714163150454661520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8714163150454661520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/05/nota-finalmente.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-608027232568273284</id><published>2008-05-31T15:19:00.000-07:00</published><updated>2008-05-31T15:20:19.619-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise social e económica'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Economia japonesa é pressionada por desemprego e inflação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;30 DE MAIO DE 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desemprego no Japão atingiu seu maior nível em sete meses enquanto o gasto doméstico, produção industrial e início de construção de moradias caíram no mês passado em sinais mais profundos de uma economia em problemas na qual a inflação é vista caminhando para outro recorde na década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inflação desacelerou para 0,9% em abril, graças a uma redução no imposto sobre a gasolina, mas economistas alertaram que é provável um aumento para cerca de 1,4% no número de maio, elevando a perspectiva de uma estagflação à medida em que a economia dos país desaquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mercados, mirando o crescente custo de vida e a baixa taxa de juros de 0,5% no país, estão precificando um aumento na taxa de juros no ano que vem, apesar do Banco do Japão no mês passado ter reduzido probabilidade de elevar os juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O banco central japonês está preocupado com a crise de hipotecas de alto risco, que já afetou as exportações do país para os Estados Unidos, e o efeito da elevação dos preços do petróleo e das matérias-primas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surpreendente salto na taxa de desemprego para 4,0% segue grandes cortes no setor de construção e economistas apontam para mais problemas à frente -- com a proporção de vagas abertas disponíveis para candidatos caindo ainda mais em abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=37949"&gt;Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-608027232568273284?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/608027232568273284/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=608027232568273284' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/608027232568273284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/608027232568273284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/05/economia-japonesa-pressionada-por.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-6902202762793495869</id><published>2008-05-18T18:46:00.000-07:00</published><updated>2008-05-18T19:06:17.741-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agro-combustíveis'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A teimosia do Lobby pro-biocombustíveis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os preços internacionais do petróleo e dos alimentos sobem, o Brasil - um gigante da produção agrícola - vê-se na insólita situação de ter de tomar medidas drásticas para controlar a inflação dos alimentos básicos, um assunto altamente sensível num país em que a grande maioria da população é pobre (e logo gasta quase todo o rendimento em comida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u395569.shtml"&gt;A inflação sobe fortemente no Brasil (Folha online, 18 de Maio de 2008)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais insólito é como o governo brasileiro prefere cortar os impostos de importações alimentares do que promover a produção interna de cereais alimentícios, quando o país tem amplas capacidades de se autoabastecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vermelho.org.br/emergencia/maio/1505_pao_inflacao.asp"&gt;Contra a inflação, governo corta impostos do pão e do trigo (DV, 18 de Maio de 2008)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare-se em alguns dos produtos que mais subiram no último mês (sublinho que se trata de inflação mensal e não anual), citando o jornal &lt;em&gt;Folha de São Paulo&lt;/em&gt;: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em abril, (...) subiram os preços do óleo de soja (8,82%), açúcar cristal (4,89%) e leite pasteurizado (3,41%)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente produtos alimentares extraídos da cana de açúcar e da soja que tanto têm sido desviadas para a produção dos biocombustíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este respeito mencione-se a seginte manchete do Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vermelho.org.br/emergencia/maio/1505_safra_cana.asp"&gt;Energia: 70% da safra de cana-de-açúcar vira biocombustível&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja enquanto isso atinge-se níveis recorde de desvio de alimentos para a produção de combustíveis. E o governo brasileiro insiste na já decrebilizada ideia de que os biocombustíveis são uma panaceia para acabar de vez com a dependência do petróleo (nomeadamente nos transportes). Isto apesar da ONU junto com inúmeras organizações ecologistas e camponesas já apelidarem a produção de biocombustíveis como um "crime contra a humanidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irresponsabilidade do governo brasileiro de Lula, agora põe em risco até os alimentos essenciais dos brasileiros, o que num gigante agrícola é uma imensa ironia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-6902202762793495869?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/6902202762793495869/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=6902202762793495869' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6902202762793495869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6902202762793495869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/05/teimosia-do-lobby-pro-biocombustveis.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-5890843932662039523</id><published>2008-03-15T10:21:00.000-07:00</published><updated>2008-03-15T10:22:34.155-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise social e económica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;Pesquisa: para 70% dos economistas, EUA já vivem recessão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;14/03/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economistas americanos estão cada vez mais certos de que os EUA entraram em recessão, segundo a mais recente pesquisa de previsões feita pelo Wall Street Journal. Dos 51 economistas que responderam a essa questão, 36 (mais de 70%), disseram no levantamento, realizado entre os dias 7 e 11 de março, que a economia está em recessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa visão foi reforçada ontem com a divulgação de novos dados que mostram acentuada queda nas vendas do varejo no mês passado. "As evidências agora já não comportam dúvida", disse Scott Anderson, do Wells Fargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Departamento do Comércio dos EUA informou ontem que as vendas do varejo caíram 0,6% em fevereiro; se excluídas as categorias de automóveis e autopeças, que são mais voláteis, a queda foi de 0,2%. As quedas refletem uma acentuada desaceleração no consumo das famílias, que respondem por mais de 70% da atividade econômica dos EUA, num momento em que os americanos enfrentam uma alta dos preços de gasolina e alimentos e uma queda no valor da casa própria e outros ativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O levantamento marca uma mudança vertiginosa rumo ao pessimismo em comparação com a pesquisa anterior, feita cinco semanas antes. Os economistas agora esperam que a folha de pagamento de empresas cresça em média só 9.000 vagas por mês nos próximos 12 meses. Antes se esperava aumento mensal de 48.500 vagas. Vinte economistas esperam que as folhas de pagamento cheguem de fato a encolher. Em média, eles previram que a taxa de desemprego estará em 5,5% em dezembro, ante os atuais 4,8%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está alimentando todo esse pessimismo? O relatório sobre o emprego divulgado na sexta-feira, que mostrou uma perda de 63.000 vagas em fevereiro, o segundo mês consecutivo de queda. Vinte e nove dos 55 economistas que responderam a essa questão disseram esperar que a economia se contraia no atual trimestre e 25 esperam que isso aconteça no segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os economistas, em média, prevêem crescimento econômico pífio: só 0,1% em termos anuais no atual trimestre, e 0,4% no segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a definição clássica de recessão seja a de dois trimestres consecutivos de declínio no PIB, Stephen Stanley, do RBS Greenwich Capital, ressaltou que o Birô Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), uma organização apartidária que é o árbitro oficial das recessões americanas, nem sempre segue estritamente essa definição. "Se a gente olhar a recessão de 2001, só houve um trimestre com PIB negativo, e pode nem haver um trimestre negativo na atual recessão", disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase a metade dos economistas consultados disse que uma recessão este ano pode ser pior que as de 2001 e 1990-91. Em meio a tantos temores, eles esperam mais ação das autoridades econômicas. Segundo 63%, o uso do dinheiro público para lidar com a crise imobiliária é agora provável ou uma certeza, enquanto em média os economistas esperam que o Federal Reserve, o banco central, reduza a taxa básica dos juros, dos atuais 3% para 2% até junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades monetárias do Fed se reúnem na terça, e o mercado já está incorporando a suas cotações um corte de 0,5 ponto porcentual na taxa de juros, bem como sinalizando a probabilidade de 90% de corte de 0,75 ponto. As autoridades não estavam, até esta semana, convencidas da necessidade de um corte de 0,75 ponto, dados os sinais de que a psicologia da inflação está se deteriorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa opinião pode ter sido afetada pela constante turbulência no mercado de crédito, bem como pelos dados fracos de vendas no varejo e emprego. No mercado se diz que essa seria uma hora arriscada de fazer um corte de juros menor do que aquele que os investidores esperam. O Fed terá de pesar a urgência de enfrentar a crise do crédito contra o risco de parecer despreocupado com a inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O índice de preços ao consumidor de fevereiro será divulgado hoje e economistas consultados pela agência de notícias Dow Jones Newswires esperam um aumento de 4,5% em relação a um ano atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos economistas espera que uma recuperação econômica comece no segundo semestre, quando o pacote governamental de estímulo econômico e os cortes das taxas de juros começariam a afetar a economia. Até o fim do ano, eles esperam que a inflação esteja num nível desconfortavelmente alto de 2,7%, o que levanta a questão de quando o Fed deveria começar a aumentar os juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para 84% dos economistas ouvidos, o Fed demorou para elevar os juros em 2003 e vai querer evitar esse erro. Mesmo assim, "vai levar algum tempo, na melhor das hipóteses, até que o Fed possa se sentir seguro de que a situação econômica se estabilizou", disse Bruce Kasman, do J.P. Morgan Chase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa está clara: o cenário sombrio tornou o trabalho do presidente do Fed, Ben Bernanke, menos seguro, especialmente porque os EUA terão um novo presidente daqui a menos de um ano. Os economistas dão a Bernanke só 59% de chances de ser renomeado em 2010. "Se um democrata for eleito, ele não será renomeado, e [John] McCain também pode optar por outra pessoa", disse David Resler, da Nomura Securities.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os problemas aconteceram sob a batuta dele", acrescentou Ram Bhagavatula, da Combinatorics Capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34201"&gt;Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-5890843932662039523?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/5890843932662039523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=5890843932662039523' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5890843932662039523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5890843932662039523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/03/pesquisa-para-70-dos-economistas-eua-j.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-5345624109460054513</id><published>2008-02-24T11:24:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T11:26:39.604-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise social e económica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Bancarrota em 2008?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fevereiro 2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ignacio Ramonet&lt;br /&gt;Le Monde diplomatique&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguirá o anúncio feito pela Reserva Federal americana de uma importante redução das suas taxas de juro evitar uma recessão nos Estados Unidos e afastar o espectro duma bancarrota mundial? Muitos peritos crêem que sim, receando quando muito uma redução do ritmo do crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas outros analistas, embora adeptos do capitalismo, mostram-se muito inquietos. Em França, por exemplo, Jacques Attali profetiza que «em breve […] a Bolsa de Nova Iorque, caução da pirâmide dos empréstimos, irá desmoronar-se». Michel Rocard acrescenta mesmo: «A minha convicção é que isto irá em breve explodir» [1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém dizer que os sinais de desconfiança se estão a multiplicar. Mostra-o a actual “corrida para o ouro”, voltando o metal amarelo – cujas cotações, em 2007, aumentaram 32 por cento! – a desempenhar o seu papel de valor refúgio. Todos os grandes organismos económicos, entre os quais o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), prevêem uma diminuição do crescimento mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase tudo começou em 2001 com o rebentamento da bolha Internet. Para proteger os investidores, Alan Greenspan, nessa altura presidente da Reserva Federal americana, decidiu orientar os investimentos para o sector imobiliário [2]. Através de uma política de taxas muito baixas e de redução das despesas financeiras, levou os intermediários financeiros e imobiliários a incitar uma clientela cada vez maior a investir em imóveis. Foi assim estabelecido o sistema dos subprime, empréstimos hipotecários de risco e de taxa variável concedidos às famílias mais frágeis [3]. Mas quando a Reserva Federal, em 2005, aumentou a taxa de juro de referência (aquelas, precisamente, que acabara de reduzir), com isso desregulou a máquina e desencadeou um efeito dominó, fazendo vacilar o sistema bancário internacional a partir de Agosto de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ameaça de insolvência de quase três milhões de famílias, endividadas em cerca de 200 mil milhões de euros, levou à falência importantes instituições de crédito. Para se precaverem contra esse risco, estas tinham vendido uma parte dos seus créditos duvidosos a outros bancos, os quais os cederam a fundos de investimento especulativos, que, por sua vez, os disseminaram em bancos do mundo inteiro. Resultado: qual epidemia fulminante, a crise atingiu o sistema bancário como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importantes instituições financeiras – Citigroup e Merrill Lynch, nos Estados Unidos, Northern Rock, no Reino Unido, Swiss Re e UBS, na Suíça, Société Générale, em França, etc. – acabaram por admitir que tiveram perdas colossais. Algumas dessas instituições, para limitar o desastre, tiveram de aceitar capitais provenientes de fundos soberanos controlados por potências do Sul e das petromonarquias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda ninguém sabe qual é a dimensão exacta dos danos. Desde Agosto de 2007, os bancos centrais norte&amp;shy;‑americano, europeu, britânico, suíço e japonês injectaram na economia centenas de milhares de milhões de euros sem conseguirem restaurar a confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da economia financeira, a crise propagou-se para a economia real. E uma conjunção de factores – redução acelerada dos preços do imobiliário nos Estados Unidos (mas também no Reino Unido, na Irlanda e em Espanha), esvaziamento da bolha de liquidez, queda do dólar, restrição do crédito – fazem de facto temer um nítido recuo do crescimento mundial. A isso vêm ainda juntar-se outros fenómenos, tais como o aumento dos preços do petróleo, das matérias-primas e dos produtos alimentares. Ou seja, os ingredientes de uma crise que está para durar [4]. A mais importante desde que a globalização passou a constituir o quadro estrutural da economia mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída desta crise reside agora na capacidade que as economias asiáticas tenham para revezar o motor norte&amp;shy;‑americano. Nesse caso, isso será uma nova manifestação do declínio do Ocidente, pressagiando a próxima deslocação do centro da economia-mundo dos Estados Unidos para a China. E se assim for, a presente crise irá assinalar o fim de um modelo”.&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Respectivamente, L’Express, Paris, 13 de Dezembro de 2007, e Le Nouvel Observateur, Paris, 13 de Dezembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Cf. “Crises financières à répétition: quelles explications? quelles réponses?”, Fondation Res Publica, Paris, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Cf. André-Jean Locussol-Mascardi, Krach 2007. La vague scélérate des “subprimes”, Le Manuscrit, Paris, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Frédéric Lordon, O mundo refém do poder financeiro, Le Monde diplomatique, Setembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.infoalternativa.org/autores/ramonet/ramonet115.htm"&gt;Informação Alternativa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-5345624109460054513?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/5345624109460054513/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=5345624109460054513' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5345624109460054513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5345624109460054513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/02/bancarrota-em-2008-fevereiro-2008.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-6649132635563905829</id><published>2008-02-14T14:55:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T14:57:18.563-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcha funebre do Dólar'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;Opep cogita mudar preço do petróleo de dólar para euro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;9/02/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdalla Salem el-Badri, reiterou que a organização poderá fixar o preço do petróleo em euro, em vez de dólar, em algum momento, em meio à contínua desvalorização da moeda norte-americana. "Talvez possamos precificar o petróleo em euro", disse el-Badri à revista Middle East Economic Digest, com sede em Londres, segundo entrevista divulgada no site da publicação. "Pode ser feito, mas levará tempo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus comentários reafirmam a preocupação de membros da Opep em relação à fixação do preço do petróleo em dólar, que perdeu cerca de 10% de seu valor em relação ao euro no último ano, embora dirigentes do cartel tenham ressaltado que qualquer mudança seria gradual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Levou duas guerras mundiais e mais de 50 anos para que o dólar se tornasse a moeda dominante", acrescentou. "Agora estamos vendo outra moeda forte entrando (em cena), que é o euro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns membros da Opep, sobretudo o Irã e a Venezuela, manifestaram publicamente seu interesse em não mais precificar o petróleo em dólares e talvez mudar para uma cesta de moedas. A adoção de cesta seria uma forma de os países da Opep protegerem o valor de suas exportações de petróleo do declínio do dólar em relação a outras moedas fortes. As informações são da agência Dow Jones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=32167"&gt;Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-6649132635563905829?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/6649132635563905829/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=6649132635563905829' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6649132635563905829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6649132635563905829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/02/opep-cogita-mudar-preo-do-petrleo-de.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-2656405394287611613</id><published>2008-02-12T08:59:00.000-08:00</published><updated>2008-02-12T09:02:09.980-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise social e económica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O espectro de 1929 ronda os Estados Unidos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;11/02/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A crise atual do capitalismo mundial é evidenciada, entre outras coisas, pelo “estouro” do sistema de créditos imobiliários nos Estados Unidos e pelo prejuízo de 10 bilhões de dólares registrado pelo Citibank, o maior desde 1945. Não se trata de uma crise qualquer, nem de “mais uma” entre tantas outras: de fato, ameaça transformar-se em uma quebra de grandes proporções. O espectro de 1929 assusta o mercado financeiro e expõe a olhos nus o frágil edifício sobre o qual se construiu a chamada “globalização”.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por José Arbex Jr.*&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, centro do capitalismo mundial, centenas de milhares de famílias endividadas não têm mais de onde extrair recursos para pagar suas dívidas, especialmente numa situação em que mesmos os economistas mais “otimistas” admitem a chegada da recessão. Várias cidades do meio-oeste estadunidense apresentam hoje um cenário desolador, semelhante ao de Detroit, a antiga orgulhosa capital do automóvel, com prédios e casas abandonadas. Sãos os primeiros sinais visíveis da falência de um sistema que, ao longo dos anos 90 e início do novo século, transformou a economia em cassinos abertos ao capital especulativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resume o historiador e economista Robert Brenner, colaborador da New Left Review: “Os anos desde o início do atual ciclo econômico, iniciado no começo de 2001, foram os piores entre todos. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos foi o mais lento para qualquer intervalo comparativo, desde o fim dos anos 40, ao passo que a instalação de novas fábricas e equipamentos e a criação de empregos mantiveram-se, respectivamente, em níveis 1/3 e 2/3 inferiores à média geral do período pós-guerra. Os salários reais para os trabalhadores empregados diretamente na produção, cerca de 80% da força de trabalho, foram praticamente achatados, mantendo-se no nível de 1979.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Panela de pressão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro geral não é muito diferente na Europa e no Japão. As manifestações dos jovens pobres que vivem nos subúrbios de Paris e de outras cidades francesas foram, corretamente, interpretadas como o “apito da panela de pressão” que ameaça estourar na Itália, na Alemanha, em Portugal e Espanha. Não é o caso, aqui, de explicar em detalhes os mecanismos da crise, mas sim de assinalar que o domínio do capital financeiro e especulativo sobre a economia real assegurado pelo neoliberalismo – isto é, o domínio do jogo de pôquer travado nas Bolsas de Valores e sistemas financeiros mundiais sobre a indústria e a produção de bens materiais – trouxe o mundo à beira do abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China, cujo maior parceiro comercial são os Estados Unidos, também sente a ameaça representada pelos efeitos da recessão, podendo multiplicar o estrago em escala planetária. A demanda de matéria-prima, equipamentos e máquinas suscitada pelo extraordinário crescimento da economia chinesa na última década foi um dos motores da economia mundial, além de assegurar emprego na própria China (ainda que, em regiões altamente industrializadas, os salários praticados são vergonhosos, mesmo para padrões brasileiros). O desaceleramento eventual da economia chinesa vai produzir um efeito cascata em todos os países cujos produtos os chineses importam, incluindo, é óbvio, o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais serão, aliás, os efeitos da crise para o Brasil? Serão certamente nefastos, já que o país orientou o seu crescimento segundo um modelo agroexportador, totalmente dependente das flutuações do mercado internacional. Além disso, a brutal concentração de renda concentrou o controle da economia nas mãos de um pequeno punhado de empresas, a maioria das quais associadas ao capital transnacional ou diretamente controlada por grupos transnacionais. Com um mercado interno frágil (se houve aumento de trabalhadores com carteira assinada no governo Lula, a renda média caiu, isto é, houve o crescimento do trabalho desqualificado), a economia nacional é totalmente vulnerável às oscilações do capitalismo mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando o Brasil começará a sentir os efeitos da crise? Já começou, com o congelamento da queda das taxas de juros, assumido pelo Banco Central como “medida de cautela”. Isto é, o Brasil se dispõe a continuar remunerando o capital com as mais altas taxas de rendimento do mundo, por temer que a crise “seque” a fonte de dólares despejadas no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Colchão de dólares&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reservas brasileiras somam, hoje, algo em torno de 200 bilhões de dólares. Segundo o governo Lula, isso representa um “colchão” confortável para aliviar os efeitos da crise. Mas se ela realmente se agravar como temem os economistas, incluindo alguns dos mais ardorosos defensores do neoliberalismo, como a revista Economist (que considera a “bolha especulativa” criada entre 2001 e 2005 como a maior, em todos os tempos), então as reservas brasileiras não serão de muita valia, pois todo o modelo econômico será colocado em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tragédia, enfim, bate às portas do mercado mundial. Exagero? De jeito nenhum. Não por acaso, “mudança” é a palavra de ordem de Barack Obama, o pré-candidato “azarão” do atual processo de escolha dos candidatos à presidência dos Estados Unidos. Com essa simples mensagem, Obama conseguiu reunir as condições para deixar de ser um pré-candidato “exótico” e ver o seu nome seriamente levado a sério. Jovens, intelectuais, dirigentes sindicais e gente simples na rua apóiam Obama, por sentir a necessidade de “mudança”. Todos sabem que, do jeito que está, não dá mais para continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa, aqui, discutir quais são as reais intenções de Obama, nem a qualidade das mudanças que um pré-candidato do Partido Democrata pode, de fato, realizar. O que importa é notar a total rejeição da opinião pública ao emblema máximo do mundo neoliberal: o presidente George Bush. Seu governo foi uma rara combinação de especulação financeira, corrupção e aventura militar, tudo ancorado no autoritarismo e repressão policial, para desembocar, agora, na crise. Se ela servir, ao menos, para colocar uma pá de cal no neoliberalismo, poderá então abrir novos caminhos para a luta de classes, nos Estados Unidos e no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* jornalista, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP) e doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=32218"&gt;Brasil de Fato/Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-2656405394287611613?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/2656405394287611613/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=2656405394287611613' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2656405394287611613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2656405394287611613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/02/o-espectro-de-1929-ronda-os-estados.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-2418082514057256825</id><published>2008-02-08T17:41:00.000-08:00</published><updated>2008-02-08T17:45:15.809-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Diga-o com flores&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;03/11/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uri Avnery&lt;br /&gt;Gush Shalom&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegrem-se, alegrem-se: a ministra dos Negócios Estrangeiros decidiu nomear uma comissão especial para tratar das “questões nucleares” da paz com os palestinianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, de facto. Em preparação para o encontro de Annapolis, o primeiro&amp;shy;‑ministro colocou a ministra dos Negócios Estrangeiros à frente das negociações com a Autoridade Palestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se perguntar: não é natural que o ministério dos Negócios Estrangeiros trate da política internacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pode ser natural em outros países. Em Israel, não é natural de todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nos primeiros anos do estado, o ministério dos Negócios Estrangeiros era alvo de chacota. Um amigo meu compôs uns versinhos que podem ser mais ou menos traduzidos por «O ministério dos Negócios Estrangeiros / é muito importante / Porque sem ele / o que fariam os seus funcionários?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado nasceu em guerra. Os seus heróis eram os comandantes militares. O arquitecto do Estado, David Bem&amp;shy;‑Gurion, colocou os trilhos sobre os quais o estado se tem movido até hoje. Até ao seu último dia de trabalho, foi simultaneamente primeiro&amp;shy;‑ministro e ministro da Defesa. Nunca se deu ao trabalho de esconder o seu profundo desprezo pelo ministério dos Negócios Estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda aquela geração partilhava desse desprezo. Homens de verdade, com o sotaque de Sabra, entravam no exército, tornavam&amp;shy;‑se generais e assumiam o ministério da Defesa. Os fracotes, com sotaque alemão ou anglo&amp;shy;‑saxão, entravam no ministério dos Negócios Estrangeiros, tornavam&amp;shy;‑se embaixadores e burocratas. A diferença era visível para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso também encontrava expressão nas relações pessoais: Ben-Gurion torturou o primeiro ministro dos Negócios Estrangeiros, Moshe Sharett, o qual via como um rival potencial. E de facto, quando Ben-Gurion decidiu, em 1953, recolher-se temporariamente na colonato de Sdeh Boker, no deserto, Sharett tornou&amp;shy;‑se primeiro&amp;shy;‑ministro. Pagou caro por isso: quando Ben-Gurion voltou do seu auto&amp;shy;‑exílio, atropelou Sharett e, ao preparar a campanha do Sinai de 1956, afastou-o pura e simplesmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entregou os Negócios Estrangeiros a Golda Meir, mas também lhe passou por cima. A campanha Sinai&amp;shy;‑Suez foi preparada pelo jovem Shimon Peres, director&amp;shy;‑geral do ministério da Defesa e servil admirador de Bem&amp;shy;‑Gurion. Ajudou a organizar a coligação franco-britânico-israelense para o ataque ao Egipto. Em troca da nossa prontidão em apoiar os franceses na sua guerra contra os insurgentes argelinos, os franceses deram&amp;shy;‑nos o reactor nuclear de Dimona. Tudo isto nas costas do ministério dos Negócios Estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos, foi assim que se passou. As questões importantes das relações externas eram tratadas pelo gabinete do primeiro&amp;shy;‑ministro e pelo ministério da Defesa, com a assistência da Mossad. Os nossos embaixadores por todo o mundo tomavam conhecimento delas pelas notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isto não seja uma peculiaridade israelita de fazer as coisas. Actualmente, os presidentes e os primeiros&amp;shy;‑ministros conduzem a sua própria política externa. Voos rápidos, telefone internacional e o correio electrónico permitem&amp;shy;‑lhes comunicar-se entre si. Em quase todos os países, os ministros dos Negócios Estrangeiros vão&amp;shy;‑se rapidamente convertendo em empregados (ou empregadas) de escritório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso país, isto é especialmente visível, dado o papel central que o exército desempenha na nossa vida nacional. No jogo de cartas israelense, um general vale mais que dez embaixadores. As avaliações da Inteligência Militar e os relatórios da Mossad sobrepõem&amp;shy;‑se a todos os documentos dos Negócios Estrangeiros – se alguém os lê sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui evitar sorrir quando li sobre a decisão de Tzipi Livni de formar uma equipa da paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 51 anos, uma semana antes da campanha do Sinai, publiquei um artigo intitulado “O Estado&amp;shy;‑maior branco” que se tornou algo como a minha bandeira. Dizia que, dado que o alcance da paz era a principal missão do nosso estado, era inaceitável que não houvesse um corpo profissional encarregado exclusivamente dessa matéria. Propus a criação de um Ministério da Paz especial. O ministério dos Negócios Estrangeiros, sustinha eu, não era adequado para essa tarefa, dado que a sua principal função era empreender a luta internacional contra o mundo árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para popularizar a ideia, afirmei que, como contraponto do “Estado&amp;shy;‑maior caqui”, que prepara operações de guerra, precisávamos de um “Estado&amp;shy;‑maior branco”, que se prepararia para as oportunidades de paz. Tal como o Estado-maior do exército prepara planos de contingência para situações militares, a equipa do Estado&amp;shy;‑maior branco deveria preparar planos para operações de paz. Essa equipa deveria ser composta por especialistas em assuntos árabes, diplomatas, psicólogos, economistas, especialistas em inteligência e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos mais tarde, repeti esta proposta num discurso no Parlamento, posteriormente incluído numa antologia israelense de discursos importantes. Repeti a observação de que, em todo o imenso aparato governamental, com as suas dezenas de milhares de empregados, não havia sequer uma dúzia de funcionários encarregados de trabalhar pela paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto foi precedido de um episódio bastante divertido. Eric Rouleau, um dos mais conhecidos jornalistas franceses em assuntos do Médio Oriente, organizou um encontro secreto entre mim e o embaixador tunisino em Paris. Isso foi depois de Habib Bourguiba, o lendário presidente da Tunísia, ter feito um discurso histórico em Jericó, no qual, pela primeira vez, exortara o mundo árabe a fazer a paz com Israel. Pedi ao embaixador para encorajar o seu presidente a prosseguir com essa iniciativa. O embaixador propôs um acordo: Israel usaria a sua influência em Paris para instar os franceses a melhorarem as suas relações com a Tunísia (que estavam num ponto baixo) e em troca Bourguiba renovaria a sua iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri para casa e marquei um encontro urgente com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abba Eban. Trouxe com ele Mordechai Gazit, chefe da divisão do Médio Oriente. Eban ouviu o que eu tinha a dizer e respondeu com poucas palavras sem se comprometer. Quando ele saiu, Gazit explodiu numa gargalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Você nem imagina como isto aqui funciona», disse ele. «Se Eban tivesse levado a sério o que você disse, e tivesse ordenado ao seu gabinete para preparar um relatório sobre as relações entre a França e a Tunísia, não conseguiriam encontrar ninguém para fazer o trabalho. Em todo o ministério dos Negócios Estrangeiros há talvez meia dúzia de pessoas que tratam de assuntos árabes».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, fiz aquele discurso, e depois falei sobre ele com o primeiro&amp;shy;‑ministro Levi Eshkol; e mais tarde com o primeiro&amp;shy;‑inistro Yitzhak Rabin – mas nada saiu dali. Por isso me permito ser um pouco céptico sobre a iniciativa de Livni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, o antigo Secretário de Estado, Henry Kissinger, publicou um livro sobre a diplomacia como profissão. Ele afirma que os grandes ministros dos Negócios Estrangeiros tiveram um impacto muito mais amplo na história do que os reis e os comandantes militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou um dos grandes admiradores deste homem, que tem a minha idade e que, como eu, nasceu na Alemanha. Às vezes interrogo&amp;shy;‑me sobre o que teria acontecido se o pai dele tivesse emigrado para a Palestina e o meu pai para os EUA. Ter&amp;shy;‑me&amp;shy;‑ia eu tornado num ego&amp;shy;‑maníaco e num criminoso de guerra, e ele num activista da paz israelense?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estou bastante preparado para aceitar a tese central do livro: que nenhuma política externa séria é possível sem um claro e consistente objectivo de longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministra dos Negócios Estrangeiros israelita não tem tal objectivo. Ela discursa, declara e anuncia, mas não é claro para onde ela estaria a conduzir a nossa política externa, se lhe fosse permitido conduzi&amp;shy;‑la. Após dois anos no cargo, a sua imagem política é pálida e embaciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez tenta ultrapassar Olmert pela esquerda, outra vez pela direita. Um dia fala sobre a necessidade de lidar com as “questões nucleares”, outro dia diz que o tempo não está maduro para um acordo definitivo. Ela apoiou a recente guerra do Líbano, mas agora critica-a severamente. Depois da publicação do relatório intermédio da comissão Winograd, exigiu a demissão de Olmert, tencionando substituí-lo ela mesma, mas quando essa pequena tentativa de putsch fracassou, ela permaneceu no seu governo e continua a partilhar a responsabilidade pelas suas acções e omissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livni detesta Olmert, e Olmert detesta Livni. É verdade, ambos vêm “da mesma aldeia” – o pai de Ehud e o pai de Tzipi foram ambos membros graduados do Irgun. Ambos foram criados na mesma atmosfera política de direita, ambos beberam da mesma fonte. Quando a mãe de Livni faleceu há algumas semanas, ficaram ao lado um do outro no funeral e cantaram o hino da Betar: «O silêncio nada vale / Sacrifica sangue e alma / Pela glória oculta…» (A Betar, que ainda existe, era o movimento juvenil de direita que deu nascimento ao Irgun.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O asco mútuo entre Ben-Gurion e Sharett, e entre Rabin e Peres repete-se hoje. Essas relações têm uma influência poderosa na política, de acordo com o famoso dito de Kissinger: «Israel não tem política externa, só tem política doméstica». (Parece&amp;shy;‑me que isto é verdadeiro para muitos países democráticos, incluindo os EUA.) A política externa de Israel emana de considerações domésticas: Olmert está determinado a sobreviver a qualquer custo. Dado que o seu governo inclui elementos de extrema&amp;shy;‑direita, e até fascistas, qualquer movimento real no sentido da paz conduziria à sua dissolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um governo não tem um objectivo de longo prazo, como conduz a política? Kissinger não parece dar uma resposta a isto. Eu tenho uma: onde não há objectivo consciente, um inconsciente assume o controle, um objectivo preexistente que fornece um sentido como que por si próprio, por força da inércia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O código genético do movimento sionista leva&amp;shy;‑o a lutar contra o povo palestiniano pela posse de toda a Palestina histórica e pela expansão da colónia judaica do mar ao rio. Enquanto não for suplantado por uma decisão nacional de adoptar outro objectivo – uma decisão clara, aberta e de longo prazo – continuará a seguir o seu curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma decisão desse tipo amadureceu e foi adoptada. Os ministros falam sobre outras possibilidades, tartamudeiam sobre a “Solução dos dois Estados", fazem circular diversas palavras de ordem, fazem declarações e emitem decisões, mas na verdade, no terreno, a velha política continua inabalada, como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;Se outra decisão tivesse sido adoptada, a mudança teria sido de longo alcance – da “linguagem corporal” do governo ao tom da sua voz. No momento, os acordes que fazem a música são ainda os do hino da Betar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguma evidência da intenção de Olmert de não dar qualquer passo sério no sentido da paz? De facto, há. É a sua decisão de encarregar Tzipi Livni dos contactos com os palestinianos.&lt;br /&gt;Se Olmert quer alcançar um avanço histórico, assegurar&amp;shy;‑se&amp;shy;‑á de que ele mesmo obterá o crédito total pelo feito. Se o entregar à sua rival, isso significa que não tem qualquer hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, o governo holandês abordou o ministério dos Negócios Estrangeiros israelita com um pedido para permitir aos cultivadores de flores palestinianos da Faixa de Gaza exportar a sua mercadoria para a terra das tulipas.&lt;br /&gt;Tzipi Livni, vice-primeira&amp;shy;‑ministra e ministra dos Negócios Estrangeiros, não foi capaz de atender a esse pedido modesto. O exército proibiu&amp;shy;‑o.&lt;br /&gt;Ao contrário da bem conhecida expressão, eles não acreditam em dizê&amp;shy;‑lo com flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.infoalternativa.org/autores/avnery/avnery075.htm"&gt;Informação Alternativa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-2418082514057256825?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/2418082514057256825/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=2418082514057256825' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2418082514057256825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2418082514057256825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/02/diga-o-com-flores-03112007-uri-avnery.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-8758845566442714141</id><published>2008-01-23T09:49:00.000-08:00</published><updated>2008-01-23T09:57:13.292-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcha funebre do Dólar'/><title type='text'></title><content type='html'>Nota: George Soros, um peso-pesado dos mercados financeiros (e do próprio capitalismo global) anunciou no Fórum de Davos o fim da era do Dólar. Depois disto ninguém me pode chamar catastrofista em questões monetárias (por dizer que o Dólar está a chegar ao fim da sua hegemonia global).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;Soros: É o Fim do Dólar como Moeda de Reserva Mundial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;``The current crisis is not only the bust that follows the housing boom, it's basically the end of a 60-year period of continuing credit expansion based on the dollar as the reserve currency,'' Soros said in a debate today at the World Economic Forum in Davos, Switzerland. ``Now the rest of the world is increasingly unwilling to accumulate dollars.''&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;``From the 1980s we had the belief in the magic of the marketplace, and the authorities were so successful that they started to believe in this market fundamentalism,'' he said. ``That's gone too far.'' In times of crisis, ``they suspended the rules and they bailed out the banks. That created an asymmetric incentive system, a moral hazard, that allowed the expansion of credit.''&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601170&amp;amp;refer=home&amp;amp;sid=aaqgpmbosZVM"&gt;Bloomberg &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-8758845566442714141?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/8758845566442714141/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=8758845566442714141' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8758845566442714141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8758845566442714141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/01/nota-george-soros-um-peso-pesado-dos.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-5739229250449527542</id><published>2008-01-18T19:41:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T08:11:22.199-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nota: Isto enquanto a &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=31228"&gt;ONU condena Israel por punir coletivamente os palestinos&lt;/a&gt; - pela enésima vez. Mas não é irónico que até o Canadá acuse os EUA e Israel de torturar e violar os direitos humanos? Assim vai a decadência moral do império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Canadá inclui EUA e Israel em lista de países com tortura&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;18 DE JANEIRO DE 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério das Relações Exteriores do Canadá incluiu os Estados Unidos e Israel em sua lista de países onde prisioneiros sofrem risco de tortura, de acordo com um documento obtido pela agência Reuters ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto é parte de um manual sobre tortura para treinamento de diplomatas e menciona a prisão americana de Guantánamo, em Cuba, que mantém detido atualmente um cidadão canadense. Em sua definição de tortura, o documento cita técnicas de interrogatório usadas nos EUA, como nudez forçada, isolamento, privação do sono e manutenção de prisioneiros vendados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ottawa, um aliado de Washington, tentou se distanciar do documento, que "não reflete a visão do governo", de acordo com um porta-voz do ministro das Relações Exteriores do Canadá, Maxime Bernier. O texto foi fornecido à Anistia Internacional durante um processo legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=31214"&gt;Reuters/Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-5739229250449527542?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/5739229250449527542/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=5739229250449527542' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5739229250449527542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5739229250449527542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/01/nota-isto-enquantoa-onu-condena-israel.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-7584534137157536439</id><published>2008-01-18T19:11:00.001-08:00</published><updated>2008-01-18T19:18:51.670-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agro-combustíveis'/><title type='text'></title><content type='html'>Nota: A senilidade do governo Sócrates soma e segue. Agora até ignoram as declarações recentes de um comissário europeu dizendo que a UE vai rever as metas dos biocombustíveis para baixo, e enquanto isso a camarilha Sócrates utiliza a UE como justificação para subir as metas de consumo de biocombustíveis!? Onde está o "bom aluno" da UE, Sócrates agora? Pois é quando se trata de reconhecer problemas sociais e ambientais, Sócrates é o mau aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Governo aprova diploma que admite a incorporação de biocombustíveis até 20%&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por: Tiago Figueiredo Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, a resolução que aprova a incorporação de biocombustíveis nos combustíveis fósseis de 5,75% para os 10%, admitindo no entanto aumentar esta meta até aos 20%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta Resolução vem estabelecer a estratégia para o cumprimento das metas nacionais de incorporação de biocombustíveis (combustíveis com origem em fontes renováveis) nos combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e outros)", revela o documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo decidiu aumentar a incorporação de biocombustíveis nos combustíveis fósseis de 5,75%, para 10%, em 2010, num medida que pretende antecipar o objectivo da União Europeia para os biocombustíveis em dez anos, ou seja de atingir os 10%, em 2010, altura em que a UE prevê esta meta para 2020.(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resto da notícia: &lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/economia/pt/desarrollo/1079194.html"&gt;Diário Económico&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-7584534137157536439?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/7584534137157536439/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=7584534137157536439' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7584534137157536439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7584534137157536439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/01/nota-senilidade-do-governo-scrates-soma.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3320436491698043417</id><published>2008-01-17T10:37:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T19:32:25.654-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>Nota:O Goldman Sachs Group afirmou &lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/economia/pt/desarrollo/1076001.html"&gt;recentemente &lt;/a&gt;que a economia dos Estados Unidos caminha provavelmente para a recessão, pelo que prevê que a Reserva Federal norte-americana (Fed) reaja mediante a redução das suas taxas de juro de referência até 2,5%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As Bolsas de todo o mundo se desmoronam enquanto a inflação dispara nos EUA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;16/01/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 de Janeiro 2008 - Continuam a surgir os maus dados económicos nos EUA e isso suscita reacções negativas nas Bolsas de todo o mundo. Desta vez a má notícia veio com os dados da inflação norte-americana, que se situou em 4,1% em 2007. Trata-se da maior subida de preços desde 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Espanha, que também conheceu à dias que a sua inflação de 2007 alcançou os 4,2%, estes dados arrastaram a Bolsa para uma queda que às 16:00 horas desta quarta-feira se situava em 1,4% no Ibex-35 (Bolsa de Madrid). O indicador espanhol situava-se abaixo dos 13.800 pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às dúvidas sobre a desaceleração do sector imobiliário e o futuro económico espanhol, que tanto protagonismo estão a ter na pre-campanha eleitoral espanhola, se acrescentam além disso um estudo do Instituto de Prática Empresarial, que previu um crescimento médio do preço das casas de 1,9% em 2008, ou seja, por baixo da inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queda bursátil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na terça-feira foi o mau balanço anual do Citigroup que arrastou as Bolsas negativamente, os dados da inflação estado-unidense também se fizeram notar nas bolsas de todo o mundo: quedas de 1,10% para Frankfurt, de 0,89% para Londres, de 0,76% para Paris e de 0,29% para Milão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Ásia, Tóquio encerrou com um retrocesso de 3,35%, como consequência também da publicação do grau de implicação do principal banco do país, o Bank of Tokyo Mitsubishi UFJ, na crise das hipotecas subprime. Hong Kong caiu 5,37%, enquanto que Xangai e o Kospi sul-coreano sofreram perdas por cima dos 2%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.aporrea.org/internacionales/n107652.html"&gt;Aporrea&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3320436491698043417?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3320436491698043417/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3320436491698043417' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3320436491698043417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3320436491698043417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/01/notao-goldman-sachs-group-afirmou.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-2795416029170336740</id><published>2008-01-16T07:40:00.000-08:00</published><updated>2008-01-16T16:47:20.430-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agro-combustíveis'/><title type='text'></title><content type='html'>Nota: E finalmente a União Europeia acordou para o eu tenho vindo a denunciar &lt;a href="http://revolucao.wordpress.com/2007/06/06/etanol-e-biocombustiveis-problemas-sociais-problemas-ambientais-e-eficiencia-energetica/"&gt;à muito tempo&lt;/a&gt;. Deve ter ser sido pelo artigo da &lt;a href="http://www.powermag.com/ExportedSite/BlogArticles/65.htm"&gt;revista Science&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A União Europeia admite que ignorou problemas ambientais e sociais ligados ao etanol&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14/01/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Londres, 14 Jan (PL) - A União Europeia (UE) reconheceu que não foi capaz de prever os problemas ambientais e sociais derivados da obtenção de biocombustíveis (o combustível que os Sem-Terra do Brasil chamam "agrocombustíveis" e "necrocombustíveis") a partir de vegetais. "Nós observamos que os problemas ambientais e sociais causados pelos biocombustíveis são maiores do que calculávamos. Por isso devemos ser mais cuidadosos", declarou o comissário para o meio ambiente da UE, Stavros Dimas, à BBC. O funcionário acrescentou que nas directrizes da UE devem estar incluídos os temas sociais e ambientais já que existem alguns benefícios derivados da utilização de biocombustíveis. Vários relatórios têm advertido para o aumento dos preços dos alimentos e para a destruição das florestas em consequência do objectivo de utilizar estas terras para a produção de plantas destinadas ao fabrico de etanol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde à alguns anos, os biocombustíveis têm sido vistos como a saída perfeita para os fabricantes de carros sob pressão para cortar as emissões de gases poluentes emitidos pelo uso da gasolina e do gasóleo. Ao invés de revolucionar os projectos de carros, eles poderiam reduzir a emissão de poluentes se os motoristas usassem mais combustíveis produzidos a partir de plantas, que teriam retirado CO2 da atmosfera durante seu crescimento. A União Europeia agarrou a ideia e estabeleceu suas metas de biocombustíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, estudos advertiram que alguns tipos de biocombustíveis quase não cortam as emissões e que outros podem levar à destruição de florestas, elevar o preço dos alimentos ou levar empresas com dinheiro a expulsar comunidades pobres das suas terras para convertê-las para o cultivo de matérias primas para biocombustíveis. Dimas disse que é vital que as regras da União Europeia previnam a perda de biodiversidade, que ele descreveu como o outro grande problema para o planeta, ao lado do aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova posição tem consequências práticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O comissário europeu para o meio ambiente, Stavros Dimas, disse à BBC que será melhor para a União Europeia não cumprir sua meta de elevar a 10% a proporção do uso de biocombustíveis em relação ao total de combustíveis do que correr o risco de prejudicar o ambiente.&lt;/strong&gt; Segundo Dimas, a União Europeia não previu os potenciais problemas provocados pelo uso de biocombustíveis. Estudos recentes advertiram sobre os aumentos de preços de alimentos e a destruição de áreas de florestas em consequência da produção de biocombustíveis. A União Europeia prometeu novas directrizes para garantir que sua meta para o uso de biocombustíveis não é prejudicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.aporrea.org/tecno/n107526.html"&gt;Prensa Latina (PL)/Aporrea&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/01/080114_biocombustiveisuerw.shtml"&gt;BBC (versão brasileira)&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-2795416029170336740?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/2795416029170336740/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=2795416029170336740' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2795416029170336740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2795416029170336740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/01/nota-e-finalmente-unio-europeia-acordou.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3931668555661776268</id><published>2008-01-15T12:42:00.000-08:00</published><updated>2008-01-15T12:59:42.075-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>Nota: O Japão registou um crescimento do seu PIB &lt;a href="http://japanjapan.blogspot.com/2007/12/japan-economy-20072008-moment-of-truth.html"&gt;de apenas 1,3%&lt;/a&gt; segundo as autoridades oficiais. Para este ano as coisas prometem ser piores, a Goldman Sachs (entidade financeira dos EUA) reviu a sua previsão de crescimento económico do Japão em baixa de 1,2 para 1%, advertindo para o perigo de recessão. Mas outros analistas já dizem que a &lt;a href="http://japanjapan.blogspot.com/2008/01/japan-leading-indicator-november-2007.html"&gt;recessão é um dado adquirido&lt;/a&gt;. Como se isso não bastasse, &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=23943"&gt;o Japão corre risco de entrar numa fase de escassez de energia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;Economia japonesa também desacelera devido à crise nos EUA&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;15 DE JANEIRO DE 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do Banco do Japão (BOJ), Toshihiko Fukui, afirmou nesta terça-feira (15) que a economia japonesa se desacelerará por causa de uma queda "considerável" de investimento no sector imobiliário japonês, segundo a agência "Kyodo". Fukui explicou esta previsão de desaceleração na economia japonesa e anunciou uma revisão em baixa de sua avaliação económica de quatro das nove regiões do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira revisão em baixa do relatório económico regional desde que o banco central japonês começou a elaborá-lo, em Abril de 2005. No relatório económico regional publicado hoje, &lt;strong&gt;o banco central indicou a alta de preços do petróleo como outra das causas da desaceleração&lt;/strong&gt;. Fukui também se referiu ao &lt;strong&gt;maior impacto que o previsto da crise das hipotecas de alto risco nos balanços dos bancos japoneses&lt;/strong&gt;. Segundo sua opinião, as perdas das instituições financeiras japonesas poderão ser compensadas pela "vitalidade na gestão", já que os bancos japoneses estão menos expostos à crise hipotecária dos Estados Unidos que seus concorrentes europeus e americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das ameaças que existem sobre a economia japonesa, o presidente do BOJ disse que o Japão está no caminho de uma "expansão moderada". A detenção brusca do investimento no sector imobiliário japonês se deve a uma queda considerável na quantidade de obras iniciadas, por causa da entrada em vigor de uma nova legislação mais restritiva do sector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=31028"&gt;Efe/Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3931668555661776268?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3931668555661776268/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3931668555661776268' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3931668555661776268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3931668555661776268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/01/nota-o-japo-registou-um-crescimento-do.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3974798797056303297</id><published>2008-01-09T18:18:00.000-08:00</published><updated>2008-01-10T09:51:18.759-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agro-combustíveis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aquecimento Global'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Etanol pode poluir mais que gasolina&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;09-01-2008&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A utilização de etanol produzido a partir de cana-de-açúcar, soja e de milho pode ser mais nociva ao ambiente do que a gasolina, segundo um recente artigo de um investigador norte-americano.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;William Laurance, do Instituto de Pesquisas Tropicais Smithsonian, com sede no Panamá, disse à Agência Lusa que o etanol produz um volume até 60 por cento menor de gases responsáveis pelo efeito estufa do que a gasolina, mas há outros parâmetros a ponderar. "Se consideramos outros parâmetros ambientais, entretanto, como o uso de fertilizantes, a grande quantidade de água e a desflorestação de áreas para o plantio, os efeitos ambientais do etanol são muito maiores", disse o investigador. "As pessoas precisam de ficar atentas aos impactos negativos do etanol, até porque os interesses da indústria da cana-de-açúcar não são necessariamente os mesmos interesses da sociedade", afirmou. O artigo, publicado numa recente edição da revista científica Science, foi baseado num estudo divulgado no ano passado na Suíça. Ao analisar 26 tipos de biocombustíveis produzidos actualmente, o estudo concluiu que 21 deles reduzem em mais de 30 por cento as emissões de gases responsáveis pelo efeito de estufa, na comparação com a gasolina. Nos tipos analisados, doze foram considerados mais nocivos ao ambiente do que os combustíveis fósseis, entre eles o etanol de milho dos Estados Unidos e o de cana-de-açúcar do Brasil. A lista dos biocombustíveis mais nocivos ao ambiente inclui ainda o biodiesel a partir de soja, produzido no Brasil, e o biodiesel a partir de palma, produzido na Malásia. William Laurance salientou que a crescente produção de etanol de cana-de-açúcar e do biodiesel de soja tem ocupado grandes áreas agrícolas, o que reduz a produção de grãos e aumenta o preço dos alimentos. "A produção de cana-de-açúcar utiliza grande quantidade de água, isso sem falar na poluição dos rios e os fertilizantes que, após serem quebrados em óxido nitroso, também vão afectar a camada de ozono", afirmou. O uso excessivo de fertilizantes é responsável pela maior parte dos gases do efeito estufa emitidos pela actividade agrícola em todo o mundo, com cerca de 2,1 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano. O excesso de fertilizantes provoca a emissão de óxido nitroso (N2O), que é cerca de 300 vezes mais potente que o CO2 na mudança do clima, segundo um recente relatório da organização ambiental Greenpeace. O contributo total da agricultura mundial para a mudança climática é estimado em algo entre 8,5 mil milhões e 16,5 mil milhões de toneladas de CO2, ou entre 17 por cento a 32 por cento das emissões de gases responsáveis pelo efeito de estufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota: E ainda por cima o governo brasileiro insiste em aumentar a produção de Etanol de Cana-de-açúcar drasticamente. &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=30809"&gt;O governo do Brasil promete aumentar a produção para o triplo nos próximos 10 anos&lt;/a&gt;. Mas os estudos científicos estão a acabar com esta farsa da suposta vantagem ecológica dos agro-combustíveis. Não senhor Lula! Saiba que desflorestção, poluição do ar e da água e trabalho escravo não ajuda o ambiente!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=19180"&gt;Observatório do Algarve&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3974798797056303297?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3974798797056303297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3974798797056303297' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3974798797056303297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3974798797056303297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/01/etanol-pode-poluir-mais-que-gasolina-09.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3063921671054021504</id><published>2008-01-08T18:52:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T18:54:32.389-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aquecimento Global'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O Video Mais Aterrador Que Já Se Viu&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bDsIFspVzfI&amp;amp;rel=" width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;Para Relectir sobre o Aquecimento Global e as Alterações Climáticas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3063921671054021504?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3063921671054021504/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3063921671054021504' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3063921671054021504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3063921671054021504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/01/o-video-mais-aterrador-que-j-se-viu.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-5518168558333804530</id><published>2008-01-05T06:09:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T09:09:05.651-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise social e económica'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Inflação em Portugal, o dinheiro que escorrega do salário para a miséria&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gás natural subirá entre 1,2% e 5,9% em 2008. Este aumento do preço está previsto para o primeiro trimestre do deste ano. O Norte e o Interior do País, bem como o Algarve, são as regiões com maiores agravamentos. Este é apenas um dos muitos casos em que a inflação de produtos de primeira necessidade para os portugueses aumentam muito acima da taxa oficial de inflação prevista pelo governo (e o seu submisso INE) para 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O início do novo ano é sinónimo de mais despesas para os portugueses. Em muitos casos, os bens essenciais vão subir mais do que os ordenados." &lt;a href="http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20080101_precos+aumentam+em+2008.htm"&gt;Assinala correctamente a SIC&lt;/a&gt;. Álias são &lt;a href="http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200712317846574"&gt;vários os meios de comunicação que assinalam que os bens essenciais vão aumentar acima do valor da inflação&lt;/a&gt; dado pelo governo (2,1%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros casos de grandes subidas de preços no sector da alimentação: o pão sobe 10 a 15% (e já tinha aumentado 30% ao longo de 2007) justificado pela subida de 92% em 2007 do preço da farinha de cereais (e pela produção de biocombustíveis), os cereais &lt;a href="http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2007/09/24b.htm"&gt;aumentaram de 30 a 50% em 2007&lt;/a&gt;, o leite poderá &lt;a href="http://jn.sapo.pt/2007/08/05/economia_e_trabalho/preco_leite_pode_aumentar_10_consumi.html"&gt;aumentar 10%&lt;/a&gt;, o preço do arroz &lt;a href="http://noticias.portugalmail.pt/artigo/20071022/preco-do-arroz-vai-aumentar-na-industria-cerca-de-50"&gt;poderá aumentar cerca de 50%&lt;/a&gt; (Portugal tem o mais alto consumo per capita de arroz na Europa), sobem muito também os preços da cerveja (de 25 a 35%), os preços da cevada (50%), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de outros produtos e serviços: em 2008, as rendas de casa sobem cerca de 3%, a electricidade aumenta em média 2,9% ao longo do país (com aumentos acima de 3% para as indústrias e os consumidores de alta tensão), nos transportes públicos o aumento médio é de 3,9%, a gasolina e o gasóleo aumentam - para já - cerca 1,8% (abaixo da inflação oficial prevista de 2,1%) mas é sabido que estes produtos estão sujeitos a aumentos periódicos e que o imposto (ISP) aumentou recentemente, o preço do barril do petróleo passou recentemente a barreira histórica de 100 dólares e &lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1074313.html"&gt;promete continuar a aumentar&lt;/a&gt; (o que promete aumentar ainda mais os preços dos combustíveis domésticos e industriais), o tabaco aumentou cerca de 15% (&lt;a href="http://www.destak.pt/artigos.php?art=774"&gt;32% dos portugueses fumam&lt;/a&gt;), as portagens de auto-estrada sobem em média 2,6%, as taxas moderadoras (eu chamar-lhe-ia "assaltadoras") vão aumentar no caso de acesso às urgências hospitalares (e em muitos outros serviços) em mais de 5%, no distrito do Porto a factura água poderá aumentar 8,1% (&lt;a href="http://www.gaiafm.com/index.php?q=C/NEWSSHOW/4054"&gt;aumento exigido pela empresa privada Águas do Douro e Paiva&lt;/a&gt;), no centro do país estão previstos aumentos exorbitantes acima de 30% (&lt;a href="http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=108&amp;amp;Itemid=93"&gt;outra empresa privada Águas do Zêzere e Côa&lt;/a&gt;), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estive a fazer contas ao meu orçamento familiar (que penso ser mediano) e calculo que mais de 20% do mesmo é gasto em alimentos, outros 13% é gasto em serviços essenciais (água, luz, telefone, transporte público). Tenho a sorte de pagar uma renda de casa muito baixa por viver numa casa antiga mas se fosse pesquisar a média que os portugueses pagam de renda penso que chegaria no mínimo a 10% (do orçamento familiar), somando com as despesas de saúde e educação (serviços essenciais) outros 10% creio que podemos concluir que no total de produtos e serviços essenciais os portugueses gastam mais 50% do orçamento familiar. E como podemos ver pela lista de aumentos que citei mais de metade dos gastos habituais dos portugueses vão estar sujeitos a aumentos muito acima da inflação prevista oficialmente em 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém acha que o aumento de 5,7% no salário mínimo (para os míseros 426 euros) chega para tudo isto? Ou as pensões de miséria que aumentam 2,7%?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A confiança dos portugueses é a mais baixa &lt;a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1315706"&gt;desde última recessão em 2003&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com informações de: &lt;a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&amp;amp;visual=25&amp;amp;article=316008&amp;amp;tema=29&amp;amp;pagina=&amp;amp;palavra=&amp;amp;ver=1"&gt;RTP&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.anilact.com/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=3844&amp;amp;Itemid=1"&gt;Anilact&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=4216&amp;amp;Itemid=68"&gt;Esquerda.net&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2007/09/24b.htm"&gt;AgroNotícias&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.destakes.com/tag/preços"&gt;Destak&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=316938&amp;amp;visual=26&amp;amp;rss=0"&gt;RTP&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=73687"&gt;Sol&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=272043&amp;amp;idselect=11&amp;amp;idCanal=11&amp;amp;p=200"&gt;Correio da Manhã&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.oje.pt/category/economia/2537"&gt;OJE&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20080101_precos+aumentam+em+2008.htm"&gt;SIC&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200712317846574"&gt;Visão&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1074313.html"&gt;Diário Económico&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-5518168558333804530?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/5518168558333804530/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=5518168558333804530' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5518168558333804530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5518168558333804530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/01/inflao-em-portugal-o-dinheiro-que.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-7333799066777896218</id><published>2008-01-03T16:08:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T16:20:46.132-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preço do petróleo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;Petróleo ultrapassa os 100 dólares em Nova Iorque&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao que parece só a recessão global pode acordar os cornucópios e os tecno-optimistas. O governo português continua a assobiar para o lado, os projectos faraónicos da Ota e do TGV avançam "because the show must go on!" e assim vai Portugal a caminho do precipício...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito a situação europeia também não é muito melhor veja-se por este artigo do jornalista &lt;a href="http://clix.semanal.expresso.pt/2caderno/economia/artigo.asp?edition=1835&amp;articleid=ES276645"&gt;Jorge Nascimento Rodrigues&lt;/a&gt; (no expresso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler em: &lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/mercados/pt/desarrollo/1074146.html"&gt;Diário económico&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-7333799066777896218?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/7333799066777896218/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=7333799066777896218' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7333799066777896218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7333799066777896218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2008/01/petrleo-ultrapassa-os-100-dlares-em.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-4421105859351920738</id><published>2007-12-17T16:10:00.000-08:00</published><updated>2007-12-17T16:12:51.998-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>Nota: Recessão à vista no Japão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Governo japonês é cada vez mais impopular&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;17-12-2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desaprovação ao atual governo do primeiro-ministro japonês Iasuo Fukuda subiu a 47,6%, comparada a uma aprovação de apenas 35,3%, segundo pesquisa publicada nesta segunda-feira (17) em Tóquio. Fukuda e seus colaboradores herdaram o gabinete precedente com o compromisso de resolver a perda dos dados de quase 20 milhões de aposentados, equivalente a 38,8 por cento das contas de aposentadoria de 50 milhões de pessoas. Tanto o Partido Liberal Democrata (PLD), que detém a maioria na câmara baixa, como o próprio chefe de governo, prometeram encontrar um modo de solucionar o escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo uma pesquisa da Agência Kyodo, 57,6% dos entrevistados opinaram que o governo não cumpriu suas promessas sobre essa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já 46,7% dos pesquisados expressaram sua oposição ao projeto de lei que permitiria a marinha japonsea a voltar a participar das operações de reabastecimento das forças americanas no Oceano Índico, para suas operações no Afeganistão. Por outro lado, 28,5% dos entrevistados disseram apoiar o opositor Partido Democrata do Japão, enquanto o governante PLD vem logo em seguida com 25,2%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=29958"&gt;Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-4421105859351920738?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/4421105859351920738/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=4421105859351920738' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4421105859351920738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4421105859351920738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/12/nota-recesso-vista-no-japo.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-635774455990669730</id><published>2007-12-16T13:40:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T13:59:59.150-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Inflação na zona do Euro é a mais alta desde 2001&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;15/12/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A inflação na zona do euro em novembro foi superior às previsões, atingindo 3,1% contra 2,6% de outubro&lt;/em&gt;, informou na sexta-feira (14) o Eurostat, departamento europeu de estatística. Este é o índice de inflação mais alto desde maio de 2001, quando também chegou a 3,1%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Eurostat, há um ano a inflação na zona do euro, formada atualmente por 13 países, havia sido de 1,9% e de 2,1% na União Européia (UE), composta por 27 nações. Já a taxa sobre a base mensal em novembro foi de 0,5% respectivamente em ambas as áreas. &lt;em&gt;O aumento da inflação em novembro deveu-se principalmente ao aumento dos preços dos combustíveis e dos alimentos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal o charlatanismo do governo Sócrates continua a atirar areia para os olhos dos portugueses dizendo que a inflação se mantém estável em &lt;a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=298066&amp;amp;visual=26"&gt;2,5%&lt;/a&gt;. Pois, pois e eu sou o Pai Natal... Combustíveis a encarecer, alimentos a encarecer, aumentam propinas, taxas moderadoras e até os impostos (sobre os combustíveis e o tabaco recentemente), mas a inflação está "estável"... Pensam que enganam a quem? Com ou sem números de inflação "reais" a crise já chegou e parece ter vindo para ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=29889"&gt;Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-635774455990669730?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/635774455990669730/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=635774455990669730' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/635774455990669730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/635774455990669730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/12/inflao-na-zona-do-euro-mais-alta-desde.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-1506910753075986021</id><published>2007-12-08T08:51:00.000-08:00</published><updated>2007-12-08T08:55:43.511-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcha funebre do Dólar'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O Irão deixou de vender petróleo em dólares&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão feita pública pelo Ministro do Petróleo iraniano, Gholamhossein Nozari, é oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.aporrea.org/internacionales/n105990.html"&gt;Aporrea&lt;/a&gt;, Reuters, &lt;a href="http://investigandoonovoimperialismo.blogs.sapo.pt/29509.html"&gt;Investigando o Novo Imperialismo (Blog)&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-1506910753075986021?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/1506910753075986021/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=1506910753075986021' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1506910753075986021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1506910753075986021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/12/o-iro-deixou-de-vender-petrleo-em.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-1469944824047951567</id><published>2007-11-29T19:46:00.000-08:00</published><updated>2007-11-29T19:57:19.470-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcha funebre do Dólar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O "papel higiénico do planeta"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Kunstler, num &lt;a href="http://resistir.info/crise/kunstler_26nov07.html"&gt;artigo traduzido em Resistir.info&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"O dólar está a perder cerca de um centavo a cada três semanas contra outras divisas. Um centavo não parece muito, mas se mantiver aquele ritmo por mais um ano a "divisa de reserva" do mundo tornar-se-á o papel higiénico de reserva do planeta. Os preços do petróleo estão prontos para entrar no reino dos três dígitos e o efeito psicológico disto pode ser chocante junto a 200 milhões de infelizes motoristas. O valor das casas de papelão e vinyl não há dúvida que está a afundar. Naturalmente, os números do governo quanto ao índice de preços no consumidor e ao emprego são em geral descartáveis por falta de credibilidade. Mas qualquer pessoa que ultimamente tenha comprado um saco de cebolas e um frasco de geleia sabe que os preços caminham para cima nos corredores dos supermercados, e tantos migrantes ilegais mexicanos foram empregados no boom habitacional do Sunbelt que a sua ausência após o desastre não ficará registada em qualquer gráfico."&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-1469944824047951567?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/1469944824047951567/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=1469944824047951567' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1469944824047951567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1469944824047951567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/11/o-papel-higinico-do-planeta-james.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3472232657404208016</id><published>2007-11-20T07:09:00.000-08:00</published><updated>2007-11-20T07:23:05.754-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcha funebre do Dólar'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O petro-dólar em risco?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e o presidente venezuelano Hugo Chávez bateram-se contra a utilização do dólar nas transacções internacionais utilizadas pelos países da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo), defendendo a utilização de um cabaz de moedas fortes diversas. À Arábia Saudita como principal aliado dos EUA na OPEP coube resistir e tentar desviar o assunto, pressionando para falar dos impactos no Meio Ambiente da indústria do petróleo, na Cimeira OPEP de chefes de estado (a terceira a este nível na história do grupo). Mas a pressão de Ahmadinejad e Chávez acabou por dar frutos e ficou decidido a formação de um comité especial para estudar a desvalorização do dólar e as vantagens de usar outras moedas. As palavras de Ahmadinejad marcaram a cimeira quando este afirmou que o dólar é "um pedaço de papel sem valor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://money.cnn.com/2007/11/18/news/international/opec_oil.ap/index.htm?cnn=yes"&gt;CNN Money&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3472232657404208016?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3472232657404208016/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3472232657404208016' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3472232657404208016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3472232657404208016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/11/o-petro-dlar-em-risco-o-presidente.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3690684814613979470</id><published>2007-11-20T05:58:00.000-08:00</published><updated>2007-11-20T07:01:50.516-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcha funebre do Dólar'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Continua a marcha fúnebre do Dólar, também na América Latina...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segunda, 19 Novembro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A eliminação do dólar como moeda de transação comercial entre Brasil e Argentina pode acontecer já no início de 2008. O anúncio da "desdolarização" foi feito pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Segundo ele, a medida "seguramente vai dar uma nova qualidade à relação comercial".&lt;/strong&gt; Isto, porque, ao fazerem a troca de moedas diretamente entre os dois países, sem passar pela etapa de troca por dólares, há uma redução de custos para os exportadores dos dois países, além de desburocratizar a relação comercial. O Brasil exportou US$ 11,7 mil milhões em produtos diversos para a Argentina, em 2006, e importou US$ 8 mil milhões. O acerto foi feito hoje durante uma reunião de cerca de duas horas entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Cristina Kirchner, no Palácio do Planalto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/19112007/25/economia-mercosul-dolar-devera-dispensado-ja-janeiro.html"&gt;Yahoo Brasil! Notícias&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3690684814613979470?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3690684814613979470/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3690684814613979470' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3690684814613979470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3690684814613979470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/11/continua-marcha-fnebre-do-dlar-tambm-na.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-6878628569906922959</id><published>2007-11-16T07:02:00.000-08:00</published><updated>2007-11-21T16:34:06.623-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Subprime'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;Será que o Japão já está em recessão?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos da chamada Crise Subprime, a grande Crise Financeira e Imobiliária que devora os mercados bolsistas tem produzido efeitos especialmente dramáticos no Japão. Para prová-lo basta dizer que neste momento Novembro de 2007, a Bolsa de Tóquio (a principal do Japão), já desceu o seu valor (medido em pontos) para níveis inferios a igual período do ano anterior, Novembro de 2006. Tecnicamente diz-se que quando um dado sector económico retrocede de valor de ano para ano em vez de aumentar de valor (o que é a sitão considerad normal, a situação de crescimento), ele está em recessão. Logo por definição a bolsa japonesa está em recessão. Normalmente quando a Bolsa de um dado país entra em recessão, a economia também entra em recessão. Estará o Japão já em &lt;a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&amp;amp;sid=aui7r7pnCQHo&amp;amp;refer=home"&gt;recessão&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o gráfico da evolução da Bolsa de Tóquio no período de um ano &lt;a href="http://app2.diarioeconomico.com/de/bolsa/Graficoindices?cod=I.TK&amp;amp;ancho=240&amp;amp;alto=140&amp;amp;periodo=4"&gt;clicando aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-6878628569906922959?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/6878628569906922959/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=6878628569906922959' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6878628569906922959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6878628569906922959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/11/ser-que-o-japo-j-est-em-recesso-os.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-6210473428925674867</id><published>2007-11-16T06:44:00.000-08:00</published><updated>2007-11-16T07:02:05.097-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Financeira e Imobiliária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Subprime'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Stiglitz diz: Greenspan "fez o estrago" e os EUA arriscam-se a entrar em recessão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O famoso Nobel da Economia Joseph Stiglitz e antigo economista do Banco Mundial que se revoltou contra o sistema tornado-se opositor do regime neoliberal, disse a verdade muitos neoliberias não gostam de ouvir: Greenspan (o ex-presidente da Federal Reserve) é o culpado pela &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Subprime_crisis_impact_timeline"&gt;crise "subprime"&lt;/a&gt; (uma crise simultaneamente financeira e imobiliária) e que os Estados Unidos estão a sofrer um grande abarandamento económico e correm o risco de entrar em recessão. É interessante que esta notícia apareça na Bloomberg, um grupo mediático-financeiro que habitualmente presta reverência ao charlatão Greenspan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: &lt;a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&amp;amp;sid=aqZxFlbToZZA&amp;amp;refer=home"&gt;Bloomberg&lt;/a&gt;, Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-6210473428925674867?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/6210473428925674867/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=6210473428925674867' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6210473428925674867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6210473428925674867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/11/stiglitz-diz-greenspan-fez-o-estrago-e.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-9204833376223626974</id><published>2007-11-15T07:50:00.000-08:00</published><updated>2007-11-15T07:55:42.464-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcha funebre do Dólar'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A fuga do dólar: o grande êxodo monetário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Emiratos Árabes Unidos acabam de anunciar que considera acabar com o sitema de paridade da sua moeda local, o dirham, com o dólar. Em Maio último o Kuwait acabou também com esse sistema de paridade com o dólar, que utilizava anteriormente. Vejam na &lt;a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&amp;amp;sid=awrMxCU5LFP4&amp;amp;refer=home"&gt;Bloomberg&lt;/a&gt;. É longo o êxodo dos anteriores adoradores do dólar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-9204833376223626974?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/9204833376223626974/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=9204833376223626974' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/9204833376223626974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/9204833376223626974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/11/fuga-do-dlar-o-grande-xodo-monetrio-os.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-2866229517104582824</id><published>2007-11-10T18:28:00.000-08:00</published><updated>2007-11-10T18:45:41.006-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peak Oil nos Média'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O Pico do Petróleo chega ao noticiário prime time da televisão britânica ITV news&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última quarta-feira, 7 de Novembro de 2007, o fenómeno "Pico do Petróleo" foi pela primeira vez abordado numa televisão europeia mainstream, a televisão privada inglesa ITV news, num serviço noticioso prime-time, às 22:30 locais. A notícia fala do fim da "era do petróleo barato" aproveitando para divulgar um novo documentário neste tema chamado "Crude Awakening". Mas claro que a subida do preço do barril de petróleo para os históricos 98 dólares ajudou a este "acordar" jornalístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4pxeOp9xjsw&amp;amp;rel=" width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa britânica tem estado na vanguarda da discussão desta crise global da energia, com os jornais The Guardian e The Independent entre outros a falarem com clareza do "peak oil". A pergunta que se impõe é: quanto mais precisa de subir o petróleo para que os media portugueses ditos de "referência" pelo menos abordem o tema "pico do petróleo"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-2866229517104582824?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/2866229517104582824/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=2866229517104582824' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2866229517104582824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2866229517104582824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/11/o-pico-do-petrleo-chega-ao-noticirio.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3289593172660209851</id><published>2007-10-25T04:43:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T05:48:14.298-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;E o preço da gasolina a subir...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode ver no seguinte gráfico, o preço da gasolina nos Estados Unidos tem subido de forma acelerada a partir de 2003 até agora. Este é o preço registado na Bolsa de Nova Iorque (parece-me que o gráfico se refere ao preço médio anual de cada ano), hoje por exemplo está em 2.17 (2 dólares e 17 cêntimos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.oilnergy.com/hpix/4usagaso.gif"&gt;http://www.oilnergy.com/hpix/4usagaso.gif&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a realidade no terreno nos Estados Unidos, vendo o preço em cada um dos seus estados, mostra uma situação mais grave de escalada de preços como podemos ver no seguinte site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://zfacts.com/p/35.html"&gt;http://zfacts.com/p/35.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte do estados dos EUA, o preço da gasolina aproxima-se ou ultrapassa os 3 dólares por galão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: zFacts, Oilenergy&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3289593172660209851?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3289593172660209851/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3289593172660209851' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3289593172660209851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3289593172660209851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/10/e-o-preo-da-gasolina-subir.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-309532335846508177</id><published>2007-10-16T03:42:00.000-07:00</published><updated>2007-10-16T05:48:26.055-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Ontem foi um dia histórico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Crude oil for November delivery rose $2.44, or 2.9 percent, to settle at a record $86.13 a barrel at 2:54 p.m. on the New York Mercantile Exchange. Oil reached $86.22, the highest since the contract was introduced in 1983. This is the fifth straight rise. Prices are 47 percent higher than a year ago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today's intraday high passed the previous all-time inflation-adjusted record reached in 1981 when Iran cut oil exports. The cost of oil used by U.S. refiners averaged $37.48 a barrel in March 1981, according to the Energy Department, or $84.73 in today's dollars.&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&amp;sid=alq85QT4dS.k&amp;refer=home"&gt;Bloomberg, 15 de Outubro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou traduzir, porque esta notícia é demasiado importante para não ser lida em português:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O preço do petróleo para entrega em Novembro (NR: o petróleo comprado agora demora algum tempo a chegar ao destinatário, neste caso é para entrega em novembro nos EUA) subiu 2,44 dólares (dólares dos EUA), ou 2,9%, alcançando 86,13 dólares por barril às 2:54 p.m. (hora dos EUA) no New York Mercantile Exchange (sigla NYMEX, Bolsa de Valores de Nova Iorque). O petróleo atingiu um preço de 86,22 dólares, o valor mais alto desde que o contrato bolsista (do petróleo) foi introduzido em 1983. Esta é a quinta subida consecutiva (na bolsa). Os preços estão 47% mais altos do que há um ano atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pico de preço intraday (dentro do próprio dia) de hoje passou o máximo histórico em inflação ajustada anterior atingido em 1981 quando o Irão cortou as exportações (fez um embargo petrolífero aos países desenvolvidos). O custo do petróleo utilizado pelas refinarias dos Estados Unidos era em média de 37,48 dólares por barril em Março de 1981, de acordo com o Departamento de Energia (leia-se Minstério de Energia), ou 84,73 dólares de hoje.&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&amp;sid=a0bT6aoN9Z8s&amp;refer=home"&gt;Bloomberg, 15 de Outubro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isto quer dizer é que o petróleo ultrapassou o pico de preço de 1981, que até agora era o valor mais alto de sempre em inflação ajustada (leia-se em dólares de hoje). Hoje pode se dizer com toda a certeza que o petróleo nunca foi tão caro como hoje. Cumpre-se assim a profecia, da Associação para o Estudo do Pico do Petróleo (ASPO) e de muitos outros especialistas, que o preço do barril do petróleo iria subir para máximos nunca vistos superando o peço atingido na crise do petróleo iraniana de 1981. Quase todos os especialistas ligados ao pico do petróleo, e mesmo alguns que não o são (falo por exemplo da Goldman Sachs e de outras entidades financeiras que alertaram para subidas do preço do petróleo acima de 100 dólares), que fizeram previsões de preços alertaram para subidas do preço do barril até 100 dólares ou mais (Matt Simmons fala em números de 3 digítos como 100, 200, 300).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos foram ridicularizados por estas previsões, mas hoje essas previsões ganham vida com o petróleo já hoje (16 de Outubro) atingindo os &lt;a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&amp;sid=a0bT6aoN9Z8s&amp;refer=home"&gt;87,97 dólares por barril&lt;/a&gt; (e o dólar a cair que é um factor de inflação do petróleo) percebe-se que o petróleo a 100 dólares está mesmo à porta. E tudo isto acontece devido ao pico do petróleo embora hoje os média falem das ameaças do governo e exército turcos em invadir o norte do Iraque para atacar o PKK (uma guerrilha curda) o que pode causar interupções na extração de petróleo. Os motivos circunstanciais simplesmente não explicam porque o petróleo subiu de 10 dólares em 1999 para quase 88 dólares por barril em 2007 (quando em todo o século XX o petróleo esteve sempre entre 10 e 20 dólares excepto durante as crises da OPEP e do Irão), nem explicam os hoje tão falados "mercados apertados" (Tight Markets) que são um expressão recorrente pelo menos desde 2003, ano em que o petróleo a 20 dólares ficou definitivamente para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se o gráfico histórico do preço do petróleo em inflação ajustada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.inflationdata.com/inflation/images/charts/Oil/Inflation_Adj_Oil_Prices_Chart.htm"&gt;http://www.inflationdata.com/inflation/images/charts/Oil/Inflation_Adj_Oil_Prices_Chart.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(clique no link, tenha em conta que este gráfico não está actualizado até Outubro de 2007 e que não tem em conta a queda actual do dólar que fez baixar o valor do máximo histórico de 1981 em inflação ajustada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria do pico do petróleo (digo isto porque, incrivelmente, ainda há quem lhe chame teoria) tem duas conclusões findamentais: uma é que a produção mundial de petróleo atingirá (ou já atingiu) um pico máximo e depois declinará (o que se verifica actualmente é que desde finais de 2004 até agora, finais de 2007, a produção mundial de petróleo tem se mantido estagnada entre 84 e 85 milhões de barris diários); a outra é que todos os picos de preços anteriores serão ultrapassados (o maior dos quais era o de 1981) e o petróleo chegará a 100 dólares ou mais por barril, o que é incomportável para as economias contenporãneas, obrigando a humanidade a fazer grandes adaptações (económicas, sociais, culturais, etc) à vida pós-petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta última conclusão já está provada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"It's going to soon hit $90 and go north of $100 next year," said Peter Schiff, chief executive officer of Darien (...)&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&amp;sid=alq85QT4dS.k&amp;refer=home"&gt;Bloomberg, 15 de Outubro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, aparentemente, já não é impensável para ninguém falar em petróleo a 100 dólares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-309532335846508177?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/309532335846508177/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=309532335846508177' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/309532335846508177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/309532335846508177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/10/ontem-foi-um-dia-histrico-crude-oil-for.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-1677749943657828051</id><published>2007-10-15T08:30:00.000-07:00</published><updated>2007-10-15T10:50:48.928-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hugo Chávez'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Chávez fala abertamente do pico do petróleo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente Chávez de visita oficial em Cuba falou abertamente do pico do petróleo, sem no entanto usar especificamente essa expressão, referindo que haverá um máximo de produção mundial que se está a atingir (agora ou em breve) e que as reservas de petróleo se estão a esgotar. Para exemplicar esta última questão, Chávez refere que há países que já deixaram de ser grandes produtores de petróleo porque as reservas se esgotaram (o blog Pico do Petróleo pode referir o exemplo da Indonésia que já foi um exportador de petróleo membro da OPEP e hoje tem de importar petróleo para satisfazer o seu consumo interno). Chávez salienta, aquilo que devia ser lembrado em todo o mundo, que o petróleo é um recurso finito e que naturalmente se vai esgotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ver esta parte do discurso (o discurso demora mais de 1 hora) carregue no play durante uns segundos e depois pressione pause para que o Youtube carregue o video até ao fim (o que demorará talvez 15 ou 20 minutos). A espera valerá a pena concerteza, pois poderá ver um estadista a falar no pico do petróleo com grande clareza, a partir dos 38 minutos e 30 segundos se o video tiver a fazer contagem crescente (ou quando faltar 26 minutos e 30 segundos em contagem decrescente), o Presidente Chávez começa a abordar este tema do pico do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PZ27VnzOX0g" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-1677749943657828051?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/1677749943657828051/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=1677749943657828051' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1677749943657828051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1677749943657828051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/10/chvez-fala-abertamente-do-pico-do.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-5080001670882069245</id><published>2007-10-07T05:20:00.000-07:00</published><updated>2007-10-07T05:30:43.198-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#009900;"&gt;Paul Crutzen, Nobel da Qímica, alerta que os Biocombustíveis agravam o Aquecimento Global&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei a seginte notícia no blogue &lt;a href="http://encapuzado.blogspot.com/2007/09/gargalhada-global.html"&gt;Encapuzado Extrovertido&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Um estudo liderado por Paul Crutzen, Nobel da Química conhecido pelo seu trabalho sobre o buraco da camada de ozono, indica que o facto de se cultivar e utilizar alguns dos mais populares biocombustíveis vegetais para substituir os fósseis poderá, pelo contrário, fazer aumentar essas emissões nocivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a revista Chemistry World, estes cientistas estimam que uma tal mudança de fontes de energia poderia acarretar a libertação na atmosfera de cerca de duas vezes mais do que se pensava de um potente gás de estufa - o óxido nitroso (N2O) - mais conhecido como gás hilariante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O biodiesel derivado da colza (80% da produção de biocombustível europeia) e o bioetanol derivado do milho (que impera nos EUA) parecem desastrosos. O único que aparentemente será menos nocivo é o bioetanol, derivado da cana-de-açúcar."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Ana Gerschenfeld : Público&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-5080001670882069245?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/5080001670882069245/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=5080001670882069245' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5080001670882069245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5080001670882069245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/10/paul-crutzen-nobel-da-qmica-alerta-que.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-5339019069029532100</id><published>2007-09-19T09:06:00.000-07:00</published><updated>2007-09-19T09:47:39.578-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre a Grande Crise da Humanidade em 2007&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é esta Grande Crise um Crise Perfeita, um Cataclismo insuportável para as actuais economias capitalistas europeias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três Motivos Fundamentais explicam-na cabalmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Crise na Agricultura, os preços dos alimentos estão a subir pelo tecto por uma variedade de razões: crises climáticas (tufões, ciclones e furacões, mas também cheias, inundações e secas) afectando os maiores produtores e consumidores de cereais e de outros produtos da dieta básica humana, aumento da produção de biocombustíveis e aumento do preço do petróleo (essencial para a agricultura industrial moderna). Por exemplo na China, li uma notícia recentemente de um repórter local afirmando que no norte interior da China a produção de Trigo estava a ser dizimada por uma terrível seca (estas secas no interior da China são um problema crónico à mais de uma década que o governo chinês tenta sem sucesso contrariar) e nas zonas costeiras do sul, onde se cultiva o arroz (alimento base não só da China mas de toda a Ásia), os tufões e ciclones arrasaram com o grosso da produção, ora um problema de falta de alimentos no país mais populoso do mundo é um problema alimentar mundial. Problemas climáticos igualmente graves têm se passado em outros grandes produtores de cereais como o Canadá e a Austrália, afectados por secas extremas e incêndios (especialmente na Austrália, grande produtora de Trigo). Nos Estados Unidos (outro grande produtor de cereais) o problema maior tem sido o desvio da produção para os biocombustíveis, grande parte do milho já está a ser desviado da boca das pessoas para os automóveis, essa situação é agravada pelo encarecimento do preço da carne (que também depende do milho para rações dadas aos animais). Em muitos países do mundo a corrida aos biocombustíveis está a encarecer rapidamente os alimentos básicos da humanidade que já de si se encareciam pela sequência de crises climáticas que segundo alguns cientistas são provocadas pelo aquecimento global. Simultaneamente os biocombustíveis aumentam o ritmo da desflorestação o que agudiza ainda mais o aquecimento global (fenómeno particularmente observável na Indonésia e Malásia). Nos últimos dois anos tanto o preço do Trigo como o do Milho duplicaram pelo menos uma vez e estão a subir de forma assustadora. Isto já provocou tumultos populares no México mas este disparar de preços ainda vai provocar muitos mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Crise na Indústria, o preço dos metais, minérios e energias essenciais para a Indústria estão a subir pelo tecto. Uma combinação de factores também afecta o preço destas matérias-primas: em parte poderá ser o esgotamento das reservas de alguns destes materiais (que são finitos), no caso das energias trata-se claramente da chegada do Pico Mundial da Produção de Petróleo e do atingir de vários picos de produção regionais de Gás Natural, também tem influência no aumento dos preços de metais e minérios o aumento do custo da energia derivado do Pico do Petróleo, no caso do Ouro e alguns metais preciosos existe um efeito de aumento da procura (como um refúgio de investimento) devido à crise nos mercados financeiros e queda aguda do valor do Dólar, o aumento da procura de metais utilizados na Indústria impulsionado pelo vigoro crescimento económico chinês e indiano faz o resto. O preço do petróleo foi de 20 dólares em 2002 para os 80 dólares actuais, o preço do ouro mais que duplicou, os preços da prata e da platina triplicaram, o cobre, o alumínio e outros metais industriais atingiram recordes históricos nos dois últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Crise no Sector de Serviços. Se olharmos para a divisão do PIB português em sectores, vemos que o sector serviços é a fatia maior e esmagadora face à Agricultura e Indústria. Mas no entanto o rendimento de um qualquer empregado de loja de comércio que venda sapatos é miserável, porque fazem então os serviços tanto dinheiro? É evidente que o grosso do lucro do sector dos serviços é o lucro da banca e do sector financeiro. Aí está a explicação. Porque falo então em crise no sector mais lucrativo de Portugal e de qualquer país capitalista europeu ou ocidental? Porque estamos no meio de uma crise financeira que começou pelo mercado das hipotecas subprime nos Estados Unidos mas já se alastrou pela Europa e pela Ásia tornando-se numa crise imobiliária e financeira global. O resultado desta crise que já se está a tornar visível é o colapso do Dólar como moeda-padrão mundial e com isso a implosão da economia de maior PIB e de maior consumo do mundo, a economia dos Estados Unidos. Isto vai arrasar com os altíssimos lucros da nossa banca e do nosso sector financeiro. Estamos perante a iminência de um colapso do sistema financeiro capitalista mundial, não exagero quando digo isto, a situação é grave porque os capitalistas nos Estados Unidos como cá insistem em salvar um 'sistema' que não tem salvação. O Sistema a que me refiro é o actual sistema financeiro baseado nas chamadas 'finanças estruturadas', num crédito artificialmente barato e num Dólar artificialmente forte, um Dólar que funciona como moeda-padrão do mundo sem ter condições para tal, enfim falo de uma economia (os EUA) que vivem endividados muito além do que é financeiramente sustentável e suportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler mais sobre esta Grande Crise aconselho o http://www.resistir.info/ e http://www.odiario.info/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise está aí, eu não sou provavelmente o melhor conselheiro para vos dizer o que fazer perante tal situação. Um crise desta magnitude torna as soluções difíceis e complexas. Apenas posso dar a minha resposta como militante da luta por um mundo melhor e mais justo, a resposta é a Revolução, lutar pelo Socialismo, mas desta vez um Socialismo Ecológico respeitador da Natureza, só assim podemos sobreviver em paz com a Natureza que agora se revolta contra os desperdícios e poluições dos humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-5339019069029532100?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/5339019069029532100/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=5339019069029532100' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5339019069029532100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5339019069029532100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/09/sobre-grande-crise-da-humanidade-em.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-2224530413483779021</id><published>2007-08-26T07:02:00.000-07:00</published><updated>2007-08-26T07:10:21.220-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;24 DE AGOSTO DE 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;460 mil combatem a resistência no Iraque&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A ocupação americana do Iraque, que já dura 53 meses, tem tido cada vez maior oposição da opinião pública americana e dentro do parlamento dos EUA. Os números da ocupação são eloqüentes e demonstram o gigantesco atoleiro em que a administração americana se meteu, após o plano de ocupar e domesticar o país ter fracassado em agosto de 2003.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: 'Los Angeles Times', com Dep. de Estado e Pentágono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oposicionista Tom Engelhardt, historiador e professor de jornalismo, em artigo publicado em seu blog, o TomDispatch, revela números estarrecedores da ocupação. Muitas vezes esquecidos pela mídia, eles falam por si só como o Iraque foi devastado e como os ocupantes — e seus mercenários — estão sendo batidos pela resistência iraquiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compara a atual escalada militar americana à da Guerra do Vietnã, na qual, em um dado momento da Guerra, havia 500 mil militares americanos combatendo — e perdendo — no país asiático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escalada militar no Vietnã, pontificada por campanhas de bombardeios, incursões, fogo de artilharia, ''só produziu mais milhares de vítimas entre os vietnamitas e mais descrédito e desastres para as forças americanas'', diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engelhardt comenta também estudo da historiadora americana Marilyn Young sobre as similitudes do que se falava em abril de 2003 na mídia americana. ''Em menos de duas semanas reapareceu um vocabulário sepultado há 30 anos: falta de credibilidade, busca e destruição, dificuldade de distiguir amigo de inimigo, interferência civil em assuntos militares, dominação da política local, ganhar, ou perder, os corações e mentes''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o título de ''Escalada no Iraque em números'', descobrimos as disparidades da ocupação. A quantidade de militares destacados para lutar contra a resistência é assustadora: São 460 mil militares, entre soldados regulares, forças de segurança e mercenários. Segundo o TomDispatch, são 162 mil militares americanos, 180 mil mercenários — dos quais 21 mil americanos — e 118 mil forças de segurança iraquianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse contingente é pago pelos contribuintes americanos. Dos mercenários, não estão incluídos nos números os ''terceirizados contratados que são seguranças pessoais de funcionários e edifícios governamentais''. As cifras foram obtidas pelo jornal Los Angeles Times e são provenientes do Departamento de Estado e do Pentágono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engelhardt compara o número de mercenários contratados nas guerras anteriores. ''Na Segunda Guerra Mundial e na Guerra da Coréia eles representavam entre 3% e 5%, segundo o testemunho ao Congresso do advogado de Direitos Humanos Scott Horton. No Vietnã e na Primeira Guerra do Golfo, essa cifra chegou a 10%. Agora não é menor que 50%''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os americanos também pagam somas elevadíssimas para os mercenários. Segundo Jeremy Scahill, autor do livro ''Blackwater, The Rise of the World's Most Powerful Mercenary Army'', o salário típico de um soldado mercenário, que já pertenceu ao exército americano, é de US$ 650 diários, podendo em certos casos chegar a US$ 1.000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O custo mensal das ocupações, tanto do Iraque quanto do Afeganistão, é também outro tema abordado no artigo de Engelhardt. ''Segundo o Serviço Apartidário de Estudos Legislativos do Congresso, os valores chegam a US$ 12 bilhões, sendo US$ 10 bilhões gastos apenas no Iraque''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo de Engelhardt também avalia os danos inflingidos à população civil. Nos dias de hoje, um caixão custa para um iraquiano entre 50 e 75 dólares, enquanto nos tempos de Saddam Hussein os caixões eram vendidos entre 5 e 10 dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção de eletricidade, que no governo de Hussein oscilava entre 8.000 e 10.000 megavats, hoje raramente chega a 4.000 megavats. O número de médicos que deixaram o país desde 2003 é de 12 mil, dos 34 mil registrados no país, de acordo com a Associação Médica do Iraque. Relatórios e reportagens afirmam que 2 mil médicos foram assassinados nos anos da ocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A renda per capita também sofreu as conseqüências da ocupação. Em 1980 era de US$ 3.600 anuais. Em 2001, após uma década de sanções da ONU, era de US$ 800. No fim de 2003 bateu nos US$ 530 e agora, de acordo com Pepe Escobar, correspondente do Asia Times, mal chega a US$ 400. O desemprego no Iraque é de 60% da sua população economicamente ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de iraquianos mortos em julho deste ano, segundo números compilados pelos ministérios iraquianos da Saúde, da Defesa e do Interior, é de 1.652 pessoas, enquanto a conta da agência de notícias Associated Press indica 2.024 mortes. O jornal Washington Post afirma que morreram 1.054 iraquianos. ''É seguro afirmar que esses números estão consideravelmente abaixo dos números reais'', diz Engelhardt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estimativa do número de mortos durante a invasão e ocupação é estarrecedora. Mais de um milhão de iraquianos pereceram, de março de 2003 a junho de 2007, considerando verdadeira a estimativa de 650 mil vítimas feita pela revista médica britânica The Lancet, e considerando a taxa de mortes desde então. O estudo feito pela The Lancet é o único considerado científico até o momento, sendo até reconhecido pelo governo britânico como ''confiável'' no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia não revela, mas não são somente os esquadrões da morte que atualmente causam sofrimento aos iraquianos. Os ocupantes americanos continuam firmes na sua senda de morte e destruição. A quantidade de civis iraquianos mortos ou feridos em incidentes com tropas americanas no ano de 2006 foi de 429 pessoas. Esse número não considera os mortos em ações militares como ''incursões'' em casas ou em meio a batalhas, e é considerado incompleto, já que um número incomensurável de mortos é omitido pelas unidades militares americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da redação, com informações do TomDispatch (&lt;a href="http://www.tomdispatch.com/"&gt;http://www.tomdispatch.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=23805"&gt;Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-2224530413483779021?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/2224530413483779021/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=2224530413483779021' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2224530413483779021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2224530413483779021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/08/24-de-agosto-de-2007-460-mil-combatem.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-4288728076540028080</id><published>2007-08-13T18:40:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T18:55:08.513-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;30 DE JULHO DE 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Estudo afirma que petróleo mexicano acaba em 7 anos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reservas mexicanas de petróleo se esgotarão em sete anos caso seja mantido o ritmo atual de exploração. O prognóstico é da empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), em um relatório entregue na última semana na Bolsa de Valores dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento, citado pelo jornal mexicano El Universal, defende que mesmo com investimentos em novas jazidas, estas demorariam entre 6 e 8 anos para "amadurecer". A conclusão do relatório é que o México terá que importar petróleo para satisfazer sua demanda interna dentro de poucos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O México possui uma produção anual de 1,3 bilhões de barris, segundo dados oficiais, e uma reserva nas jazidas em exploração de cerca de 9 bilhões. Segundo especulou o relatório, as jazidas "não desenvolvidas" teriam outros 4 bilhões de reserva, o que daria um respiro de mais dois ou três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cálculos sobre as novas reservas foram feitos com o apoio de três empresas internacionais contratadas pela Pemex: Netherland Sewel International, Ryder Scott Company e DeGolyer MacNaughton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;México caiu oito posições na classificação mundial dos produtores, passando do 9º lugar em 2002 ao 17º lugar em 2007. Entre os países que ultrapassaram a produção mexicana estão China, Catar, Argélia e Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=22213"&gt;Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-4288728076540028080?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/4288728076540028080/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=4288728076540028080' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4288728076540028080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4288728076540028080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/08/30-de-julho-de-2007-estudo-afirma-que.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-7580667086353924166</id><published>2007-08-10T17:11:00.000-07:00</published><updated>2007-08-10T17:23:08.390-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nota: Em baixo reproduzo a notícia que continuam as manobras da Austrália promovendo um sequência de golpes de estado e golpes palacianos para derrubar a heróica e patriótica resistência timoresnse integrada no seu partido FRETILIN. Para isso têm sido especialmente úteis dois títeres governadores coloniais ao serviço da Austrália: Xanana e Ramos Horta. A anexação de Timor Leste por parte da Austrália continua (e especialmente do petróleo timorense), agora com uma flagrante violação da Constituição da República de Timor que se consuma em mais um golpe de estado a juntar aos vários perpretados pela aliança Imperialismo Militarista Australiano e seus representantes Xanana e Ramos Horta.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;7 DE AGOSTO DE 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fretilin denuncia golpe de Estado em Timor Leste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a nomeação do ex-presidente Xanana Gusmão para o cargo de ministro pelo atual presidente do país José Ramos Horta, abriu-se uma nova crise no país, enterrando o projeto em que se negociava a criação de um governo de unidade nacional com a Fretilin, partido que obteve a maioria dos votos na última eleição legislativa de 30 de junho e que, por isso, deveria indicar o primeiro-ministro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comunicado da Fretilin, publicado originalmente no site ODiário.info e que reproduzimos abaixo, demonstra de modo cristalino que no Timor Leste se consumou uma manobra anticonstitucional, cujo significado é golpe de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente não somente recusou à Fretilin, o partido mais votado nas eleições, o direito de indicar o chefe do governo, como se opõe à indicação para o cargo de um independente. O desenvolvimento da crise é inseparável das pressões exercidas ela Austrália nos bastidores. O governo de Canberra atua no Timor-Leste como se o país fosse um protetorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Comissão Política Nacional da Fretilin — 7/8/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Política Nacional da Fretilin, orgão político-executivo do partido, reuniu hoje em Dili 6 de agosto de 2007, decidiu tornar clara a posição da Fretilin face ao convite do presidente da república ao CNRT, o segundo partido mais votado, e os seus aliados para formar o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fretilin sempre procurou interpretar racionalmente a mensagem do eleitorado logo depois do anúncio ou certificação formal feita pelo Tribunal de Recursos dos resultados eleitorais onde ficou evidente que ganhou as eleições. Deste modo a Fretilin avançou desde o início com a proposta de um governo de Grande Inclusão na linha defendida por S.E o Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fretilin, uma vez mais, fazendo leitura correta a mensagem vinda do eleitorado, apoiou sem equívocos a proposta do governo de Grande Inclusão do Presidente da República. Contudo, manteve a posição de que o PM deveria ser indigitado pela Fretilin, partido mais votado nas eleições parlamentares para ser em conformidade com os artigos 85 e 106 da Constituição da República Democrática de Timor-Leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a intransigência do CNRT e seus aliados e ainda no contexto do GGI, a Fretilin voltou novamente a propor ao PR a indicação de um independente para liderar o Governo. Contudo essa mesma proposta foi igualmente rejeitada pelo CNRT e seus aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante tal realidade, a Fretilin considera que, para sermos fiéis aos artigos conjugados n.º 85 e 106, da Constituição da República Democrática de Timor Leste, o Presidente da República deve convidar a Fretilin para formar o governo e só na situação clara de rejeição do seu Programa pelo Parlamento Nacional, por duas vezes consecutivas, pode SE o PR convidar o Segundo Partido mais votado. Não sendo este o caso, a Fretilin considera a decisão do PR de convidar o CNRT e seus aliados para formar o governo, uma decisão contrária a Constituição da RDTL e politicamente desrespeitadora das expectativas do eleitorado timorense que iam no sentido de todos trabalharmos em conjunto para reestabelecer a estabilidade que tanto almejamos e reforçar o Estado de Direito Democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como consequência, a Fretilin declara que não cooperará com um Governo empossado à margem da Constituição mas, consciente das suas responsabilidades, tudo fará, ao seu alcance, para consciencializar todo o povo no sentido do mesmo poder combater por vias legais a usurpação do poder, contribuir para pôr fim a violência, restabelecer a Lei e a Ordem, restaurar a paz e a estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fretilin multiplicar-se-á em ações legais no sentido de impor o respeito pela Constituição e pelas Leis da República Democrática de Timor-Leste e devolver ao povo a confiança no Sistema político no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Luta Continua!&lt;br /&gt;Dili 6 de agosto de 2007&lt;br /&gt;Francisco Guterres (LU OLO), Mari Bin Amude Alkatiri&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=22656"&gt;Diário Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-7580667086353924166?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/7580667086353924166/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=7580667086353924166' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7580667086353924166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7580667086353924166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/08/nota-em-baixo-reproduzo-notcia-que.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3664291911555988360</id><published>2007-05-30T10:40:00.000-07:00</published><updated>2007-05-30T11:55:47.337-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);font-family:arial;" &gt;Segundo um estudo os portugueses pagam mais caro 18% pelo consumo de electricidade que os espanhóis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Um estudo da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) revela que os preços da electricidade para os consumidores domésticos continuam a ser 18% mais elevados em Portugal do que em Espanha.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuar a ler em...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diarioeconom%20ico.sapo.%20pt/edicion/%20diarioeconomico/%20nacional/%20economia/%20pt/desarrollo/%20999323.html"&gt;Diário Económico&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Este é o resultado do neoliberalismo liderado pela iniciativa privada e pela política privatizadora. O sector energético em Portugal precisa de um plano nacional com intervenção estatal. O desenvolvimento da energia tem de ser direccionado para a produção e o mercado endógeno, só assim se pode combater o grave problema nacional de uma dependência energética de 84% do exterior (a pesar duramente na balança comercial paga por todos nós). Ao contrário do que sugere a imprensa económica, uma invasão de empresas espanholas só vai piorar a situação do preço da energia, do défice de produção nacional e da insustentabilidade ecológica desta política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A energia tem que ser encarada como aquilo que realmente é para os cidadãos e para a economia, um bem estratégico e não um simples negócio de milhões como muitos outros que florescem neste Portugal ultra-liberal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3664291911555988360?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3664291911555988360/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3664291911555988360' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3664291911555988360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3664291911555988360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/05/segundo-um-estudo-os-portugueses-pagam.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-1994749053416268499</id><published>2007-05-26T17:23:00.000-07:00</published><updated>2007-06-06T13:29:37.381-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões de Fidel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reflexões de Fidel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;PARA OS SURDOS QUE NÃO QUEREM OUVIR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese do que declarou a FAO no dia 16 de maio de 2007 em Roma, sede central da instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção mundial de cereais vai caminho de alcançar em 2007 um nível recorde. Apesar disso, os fornecimentos apenas conseguirão satisfazer a crescente demanda estimulada pelo desenvolvimento da indústria dos biocombustíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os preços internacionais da maioria dos cereais elevaram-se significativamente no período 2006-07 e a previsão atual é que continuem altos durante 2007-08, segundo o correspondente relatório “Perspectivas das colheitas e situação alimentar”. Prevê-se que a fatura pela importação de cereais nos países de baixas receitas e déficit de alimentos atinja aproximadamente 25 por cento na atual temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está previsto que o rápido crescimento da demanda de etanol elaborado a partir do milho eleve em 9 por cento a utilização industrial de grãos no período 2007-08.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perspectivas para a colheita mundial de trigo desceram ligeiramente desde a previsão elaborada no relatório de abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007 está prevista uma marcada diminuição da produção de cereais no norte da África como resultado da seca que tem afetado Marrocos e que pode reduzir à metade a produção de trigo desse país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em África meridional se espera uma colheita reduzida por segundo ano consecutivo. Em Zimbábue se prevê um forte aumento do preço do milho, um alimento básico para milhões de pessoas em conseqüência da seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Malauí contará com excedentes para a exportação após uma boa colheita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bolívia, um elevado número de camponeses vulneráveis precisa de ajuda de emergência depois dos danos sofridos nas culturas e no gado provocados pela seca e as cheias no ano 2007, que afetaram a campanha agrícola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ressurgimento da violência na Somália meridional provocou o deslocamento de centenas de milhares de pessoas, e pode reduzir a superfície de terras cultivadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma previsão inicial e provisória da FAO para a produção mundial de arroz no ano 2007 estima uma colheita ligeiramente superior de aproximadamente 422 milhões de toneladas, que igualará o recorde alcançado em 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exceto a China e a Índia – os principais produtores- a soma das colheitas de cereais do resto dos países decrescerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FAO reconhece as conseqüências da produção de combustível utilizando os alimentos como matéria-prima. Algo é algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, também é destacável a notícia de que o Congresso dos Estados Unidos determinou a troca em seus escritórios de 23 mil lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes. Afirma-se que famílias norte-americanas por iniciativa própria decidiram substituir 37 milhões de lâmpadas incandescentes por fluorescentes. Em apenas poucos meses os 37 milhões de lâmpadas substituídas pouparão o gasto equivalente em gasolina de 260 mil automóveis. Calculem a poupança em combustível quando sejam substituídos bilhões de lâmpadas incandescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço um parêntese para tratar um tema relacionado com minha pessoa, e lhes peço desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notícias falam de uma cirurgia. A meus compatriotas não lhes agradava que eu explicasse em várias ocasiões que a recuperação não estava isenta de riscos. Em geral, falavam de uma data na qual eu apareceria publicamente e vestido com meu uniforme verde-oliva de sempre. Bom, não foi apenas uma cirurgia, senão várias. Inicialmente foram insucessas, e isso influiu na prolongada recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muitos meses dependi de veias canalizadas e cateteres pelos quais recebia uma parte importante dos alimentos, e não desejava desagradáveis desenganos para o nosso povo. Hoje recebo pela via oral todo o que a minha recuperação precisa. Nenhum perigo é maior do que os vinculados à idade e à saúde da qual abusei nos tempos agitados que me correspondeu viver. Por enquanto faço o que devo fazer especialmente refletir e escrever sobre questões que, na minha opinião, têm determinada importância e relevância. Tenho muito material pendente. Para filmes e fotos que requerem de cortar constantemente o  meu cabelo, a barba e o bigode, e ficar arrumado todos os dias agora não tenho tempo. Além disso, tais apresentações multiplicam as solicitações de entrevistas. Digo-lhes a todos simplesmente que estou melhorando e mantenho um peso estável, aproximadamente 80 quilogramas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento que as reflexões sejam mais breves para não roubar espaço à imprensa escrita nem aos noticiários da televisão. Todo o resto do tempo o emprego em ler, receber informação, ter conversas telefônicas com numerosos companheiros e realizar os exercícios de reabilitação correspondentes. Não posso dizer e criticar tudo o que conheço, porque dessa maneira seriam impossíveis as relações humanas e internacionais, das quais nosso país não pode dispensar. Mas, serei fiel à divisa de não escrever nunca uma mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fidel Castro Ruz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 de maio de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h06&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente em &lt;a href="http://www.cubanoticias.ain.cu/2007/may24fidel.htm"&gt;Agência Cubana de Notícias&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-1994749053416268499?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/1994749053416268499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=1994749053416268499' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1994749053416268499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1994749053416268499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/05/reflexes-de-fidel-castro-para-os-surdos.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-7983749859979412025</id><published>2007-05-26T17:21:00.000-07:00</published><updated>2007-06-06T13:29:24.682-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões de Fidel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reflexões de Fidel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:180%;"  &gt;NINGUÉM QUER PEGAR O BOI PELOS CHIFRES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 28 de Março, há menos de dois meses, quando Bush, após uma reunião com os principais fabricantes norte-americanos de automóveis, proclamou a sua diabólica idéia de produzir combustível a partir dos alimentos, escrevi a primeira reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chefe do império gabou-se de que os Estados Unidos, usando o milho como matéria-prima, era já o primeiro produtor mundial de etanol. Centenas de fábricas eram construídas ou ampliadas no seu território visando esse objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles dias os países industrializados e ricos já estavam acariciando a mesma idéia mediante o emprego de todo tipo de cereais e sementes oleaginosas, incluídas as de girassol e soja, fontes de excelentes proteínas e óleos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso escolhi o título daquela reflexão: “Mais de três bilhões de pessoas no mundo condenadas a morrer precocemente de fome e de sede”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os perigos para o meio ambiente e a espécie humana eram um tema sobre o qual refleti durante anos. O que nunca imaginei foi a iminência do risco. Ainda não se conheciam os novos dados da ciência sobre a rapidez das mudanças climáticas e as suas conseqüências imediatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 3 de Abril, após a visita de Bush ao Brasil, escrevi minhas reflexões: “A internacionalização do genocídio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adverti, ao mesmo tempo, que as mortíferas e sofisticadas armas que se estavam produzindo nos Estados Unidos e noutros países podiam pôr termo à vida da espécie humana em poucos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se se procurasse um respiro para a humanidade e  lhes der uma oportunidade à ciência e à duvidosa sensatez dos que tomam decisões, não seria necessário privar de alimentos às duas terceiras partes dos habitantes do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos fornecido dados sobre a poupança que significa a simples substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes a partir de cálculos aproximados. São cifras seguidas por onze e doze zeros. A primeira se corresponde com centenas de bilhões de dólares em poupança de combustível cada ano e a segunda com milhões de milhões de dólares no investimento necessário para produzir essa eletricidade simplesmente trocando lâmpadas, o que significa menos de 10 por cento do conjunto de gastos e uma considerável poupança de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda clareza expressamos que as emanações de CO2, além de outros gases contaminantes conduziam aceleradamente para uma mudança climática rápida e inexorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não eram temas fáceis de serem tratados, por seu conteúdo dramático e quase fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta reflexão intitulou-se: “O que se impõe de imediato é uma revolução energética." Uma prova do esbanjamento de energia nos Estados Unidos e da desigualdade de sua distribuição no mundo é que no ano 2005 na China havia menos de 15 automóveis por cada mil habitantes, na Europa 514 e nos Estados Unidos da América 940.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último país, um dos territórios mais ricos em hidrocarbonetos, hoje sofre um grande déficit de petróleo e gás. Bush decidiu que é preciso extrair esses combustíveis dos alimentos que se necessitam para os estômagos cada vez mais famintos dos pobres da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Primeiro de Maio de 2006 conclui o meu discurso perante o povo com as seguintes palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se os esforços que Cuba realiza atualmente fossem realizados por todos os povos do mundo, aconteceria o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“1º As reservas provadas e prováveis de hidrocarbonetos durariam o dobro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“2º Os elementos poluentes que hoje são lançados por estes à atmosfera, ficariam reduzidos à metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“3º A economia mundial receberia um respiro, visto que deve ser reciclado um enorme volume de meios de transporte e equipamentos elétricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“4º Poderia ser proclamada uma moratória de quinze anos sem iniciar a construção de novas centrais eletro-nucleares.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troca de lâmpadas foi o primeiro que fizemos em Cuba, e cooperamos com vários países do Caribe para levá-lo à prática. Na Venezuela, o Governo substituiu  53 milhões de lâmpadas incandescentes por fluorescentes em mais de 95% dos lares que recebem eletricidade. O resto das medidas para a poupança de energia são  aplicadas com firmeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo quanto exprimo  tem sido provado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que apenas se escutam rumores sem que as direções dos países industrializados se comprometam abertamente com uma revolução energética, que implica mudanças nos conceitos e nas ilusões sobre crescimento e consumismo que contagiaram a não poucos países pobres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, talvez, alguma outra forma de enfrentar os gravíssimos perigos que a todos ameaçam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém quer pegar o boi pelos chifres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fidel Castro Ruz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 de maio de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h:10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente em &lt;a href="http://www.cubanoticias.ain.cu/2007/may23fidel.htm"&gt;Agência Cubana de Notícias&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-7983749859979412025?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/7983749859979412025/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=7983749859979412025' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7983749859979412025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7983749859979412025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/05/reflexes-de-fidel-castro-ningum-quer.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-47982337783809600</id><published>2007-05-26T17:16:00.002-07:00</published><updated>2007-06-06T13:29:07.996-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões de Fidel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reflexões de Fidel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O SUBMARINO INGLÊS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cabogramas informam. É do tipo Astute, o primeiro a ser construído na Grã- Bretanha em mais de duas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um reator nuclear lhe permitirá navegar sem reabastecer-se de combustível durante seus 25 anos de vida útil. Produz água potável e oxigênio próprios, por isso pode circunavegar o globo sem necessidade de sair à superfície, disse Nigel Ward, encarregado dos estaleiros, à BBC.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Parece uma besta de aspecto malvado”, afirma um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Sobre nós ergue-se ameaçante um galpão de 12 andares; dentro dele encontram-se três submarinos em diferentes etapas de construção”, assevera mais outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém expressa que “o submarino pode detectar a partir do Canal da Mancha se há movimento de cruzeiros na baía de Nova York, aproximar-se das costas sem ser detectado e captar ligações para celulares”. ”Pode, além disso, transportar forças especiais em mini-sumergíveis que, por sua vez, poderão disparar os letais mísseis Tomahawk a distâncias de 1.400 milhas”, afirma um quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Mercúrio, do Chile, coloca ênfase na notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marinha Real britânica declara que será um dos mais avançados do mundo. O primeiro deles será lançado ao mar em 8 de junho e começará a operar em janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode transportar até 38 mísseis cruzeiros Tomahawk e torpedos Spearfish, capazes de destruir um navio de guerra de grandes dimensões. Contará com uma tripulação estável de 98 marinheiros, os quais poderão até assistir filmes em gigantes telas de plasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo Astute levará a última geração de torpedos  Block 4 Tomahawk, que podem ser reprogramados em plena trajetória de ataque. Será o primeiro submarino sem um sistema de periscópios convencionais e, em troca, utilizará fibra ótica, raios infravermelhos e rastreio térmico de imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A companhia armamentista BAE Systems construirá mais dois submarinos do mesmo tipo” informou AP. O custo total dos três sumergíveis, segundo cálculos que certamente ficarão por baixo, eleva-se a US$ 7.5 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela proeza britânica! O povo desse país, inteligente e tenaz, certamente não sentirá orgulho nenhum. O mais surpreendente é que com essa soma se poderiam formar 75 mil médicos e atender 150 milhões de pessoas, supondo que o custo de formar um médico fosse a terceira parte do que custa formar um médico nos Estados Unidos. Se quisessem, poderiam construir 3 mil policlínicas sofisticadas muito bem equipadas, dez vezes mais das que possui nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuba forma atualmente como médicos dezenas de milhares de jovens de outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa aldeia isolada qualquer da África, um médico cubano pode receber um jovem dessa aldeia ou do município, com 12º ano de escolaridade, e oferecer-lhe os conhecimentos de sua profissão utilizando vídeos e computadores que recebam energia de um pequeno painel solar, sem que o jovem tenha que sair de sua região natal, nem contaminar-se com os hábitos de consumismo das grandes cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa são os doentes, que sofrem de malária ou outras muitas doenças típicas e inconfundíveis, que o aluno verá junto do médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método foi provado com resultados surpreendentes. Os conhecimentos e a prática acumulada durante anos são incomparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exercício não lucrativo da medicina é capaz de ganhar todo coração nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuba, preocupada desde o triunfo da Revolução pela formação de médicos, de professores e de pessoal de outras profissões, com menos de 12 milhões de habitantes, conta atualmente com mais especialistas em Medicina Geral Integral que os médicos dos quais dispõe a África subsaariana, com mais de 700 milhões de habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos comovidos com as noticias que chegam a respeito do submarino inglês. Ilustram-nos, entre outras coisas, as sofisticadas armas com que se tenta manter a ordem insustentável desenvolvida pelo sistema imperial dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos esquecer que a Inglaterra foi durante séculos, até há muito pouco tempo, a Rainha dos Mares. Hoje o que resta daquela privilegiada posição é apenas uma fração do poder hegemônico de seu aliado e líder, os Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Churchill disse: “Afundem o Bismarck! Hoje Blair diz: “Afundem o que resta do prestigio da Grã-Bretanha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, ou para o holocausto da espécie, é para o único que serviria seu “maravilhoso submarino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fidel Castro Ruz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;21 de maio de 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;17hs 00&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente em &lt;a href="http://www.cubanoticias.ain.cu/2007/may22fidel.htm"&gt;Agência Cubana de Notícias &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-47982337783809600?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/47982337783809600/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=47982337783809600' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/47982337783809600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/47982337783809600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/05/reflexes-de-fidel-castro-o-submarino.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-8723036130122695992</id><published>2007-05-26T17:16:00.001-07:00</published><updated>2007-06-06T13:28:49.005-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões de Fidel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reflexões de Fidel Castro Ruz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A OPINIÃO UNÂNIME &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No VI Encontro Hemisférico de Havana, quando se discutiu o tema da produção de biocombustíveis a partir de alimentos, que são cada vez mais caros, a esmagadora maioria se opôs com indignação. Mas, era indiscutível que algumas personalidades de prestígio, autoridade e boa fé tinham sido atraídas pela idéia de que a biomassa do planeta alcançava para ambas as coisas num tempo relativamente breve, sem pensar na urgência de produzir os alimentos que, já por si escassos, serviriam de matéria-prima para o etanol e o agrodiesel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quando se abriu ao debate o tema dos Tratados de Livre Comércio com os Estados Unidos, participaram várias dezenas de pessoas, e todas condenaram unanimemente tanto as formas bilaterais quanto multilaterais desses acordos com a potência imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando em conta a necessidade de espaço, novamente utilizo o método da síntese para expor três intervenções eloqüentes de personalidades latino-americanas que expressaram conceitos de enorme interesse e o fizeram com grande clareza e peculiaridade. Respeitam-se, como em todas as sínteses das Reflexões anteriores, as formas exatas de exposição dos autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALBERTO ARROYO (México, Rede mexicana de Ação contra o Livre Comércio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de partilhar com vocês os novos planos do império e tentar alertar ao resto do continente sobre algo novo que está surgindo ou que está avançando como uma nova estratégia para uma nova etapa da ofensiva dos Estados Unidos. O NAFTA, ou o TLC da América do Norte foi simplesmente o primeiro passo de algo que eles querem para todo o continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova tentativa parece não levar em conta a derrota que significou não poder conseguir a ALCA, a que, inclusive, no seu Plano “B” reconhece que não pode alcançar o que ele chama de a ALCA integral simultaneamente com todos os países do continente; tentará fazê-lo, aos pedaços, negociando bilateralmente Acordos de Livre Comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da América Central conseguiu assiná-lo, mas a Costa Rica ainda não o ratificou. Na zona andina, não consegue nem sequer sentar à mesa ao conjunto dos países, senão apenas a dois, e com esses dois ainda não concluiu as negociações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem de novo o ASPAN (Aliança para a Segurança e Prosperidade da América do Norte)?  Três coisas que eu considero fundamentais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira: Fortalecer os esquemas militares e de segurança para encarar a ressistência dos povos é precisamente a sua reação perante o triunfo do movimento que detém os seus planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só situar bases militares nas zonas de perigo ou nas zonas com altos recursos naturais estratégicos, senão tentar criar uma coordenação estreita, com planos concertados com os países para melhorar  os esquemas de segurança  que são uma forma de encarar, como se fossem criminosos, os movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o primeiro aspecto novidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo elemento, que também considero uma novidade: os grandes atores de todo este esquema neoliberal sempre o foram diretamente as multinacionais. Os governos, particularmente o governo dos Estados Unidos, eram os porta-vozes, os que conduziam formalmente as negociações, mas, na verdade, os interesses que estavam defendendo eram diretamente os das corporações. Eram os grandes atores ocultos por trás dos TLC e do projeto da ALCA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade no novo esquema da ASPAN é que estes atores saem da escuridão, passam ao primeiro plano e esta relação se inverte: os grupos empresariais falando entre si, com a presença dos governos, que depois tentarão traduzir em políticas, em mudanças de regulamentos, em mudança das leis, etc, os seus acordos. Já não lhes bastou com privatizar as empresas públicas; estão privatizando a política como tal. Os empresários nunca foram os que definiam diretamente a política econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ASPAN começa numa reunião, chamada, digamos, "Um encontro para a prosperidade da América do Norte”, que eram encontros trinacionais de empresários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos acordos operativos que estão adotando na ASPAN, um deles é criar comitês trinacionais, que eles chamam de "capitães da indústria", por setores visando à definição de um plano estratégico de desenvolvimento do setor na região da América do Norte. Quer dizer, a Ford se multiplica ou se divide em três: a Ford diretamente corporativa nos Estados Unidos, subgerente da Ford no México, subgerente da Ford no Canadá, e decidem qual é a estratégia para o setor automotivo na América do Norte. É a corporação Ford falando com um espelho, com os seus empregados, com os diretores das empresas automotivas no Canadá e no México, para acordarem o plano estratégico que lhes apresentam aos governos para que seja traduzido e implementado em políticas econômicas concretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um esquema para incorporar o aspecto da segurança; segundo item, privatizar diretamente as negociações; e o terceiro aspecto novidoso deste esquema é talvez, para lembrar uma frase de nossos avós clássicos, aquela frase de Engels em que colocava que quando mediante os mecanismos da democracia formal o povo pode estar a ponto de tomar o poder, como o zero do termômetro ou o 100, mudam as regras do jogo; a água ou se congela ou entra em ebulição, e apesar de estar falando sobre as democracias burguesas, os primeiros que quebrarão as regras são eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Tratados de Livre Comércio têm que passar pelos congressos, e o fato é que cada vez têm mais dificuldades para serem ratificados pelos congressos, incluído o Congresso do império, o Congresso dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que isto não é um tratado internacional, portanto, não tem que passar pelos congressos. Como são tratados temas que transtornam o marco legal em nossos países, eles apresentarão pedaçinhos, numa altura determinada decidem fazer uma alteração a uma legislação, num outro momento alteram outra; implementam-se decretos do executivo, mudanças de normas operativas, normas de funcionamento, stándares, nunca o pacote completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Tratados de Livre Comércio, apesar de que foram negociados às nossas costas e às costas em geral de todos os povos, cedo ou tarde se traduzem num texto escrito que vai para os congressos e sabemos o que pactuaram. Tentam que nunca saibamos o que pactuaram, apenas veremos pedaçinhos dessa estratégia, porque nunca vai traduzir-se num texto integrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou concluir com uma anedota, para que compreendamos, na área da segurança, até que grau de sofisticação chegaram os acordos e os mecanismos operativos de integração dos aparelhos de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo saiu um avião de Toronto para o México com turistas que foram de férias para Porto Vallarta. Quando o avião estava na pista, revendo um pouco mais detalhadamente a lista de passageiros descobrem que há alguém da lista de terroristas de Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que avião entra ao espaço aéreo norte-americano – que de Toronto ao espaço aéreo norte-americano só tem que passar os Grandes Lagos, não é mais do que isso, e num avião a jacto isto apenas são alguns minutos-, e já estavam dois F-16 ao lado do avião. O avião é tirado do espaço aéreo norte-americano e escoltado até território mexicano, foi obrigado a pousar na parte militar do aeroporto e esse senhor foi preso e a família dele teve que retornar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem a sensação dos pobres 200 turistas que estavam lá, ver ao lado do avião, dois F-16 armados que o desviam da rota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois resulta que não era o terrorista que eles esperavam, e lhe dizem: “Você desculpe, pode continuar de férias, e ligue para a sua família para que eles venham a acompanhá-lo.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORGE CORONADO (Costa Rica, Aliança Social Continental)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta contra o livre comércio na região tem diversos aspectos. Um dos projetos mais avassaladores que foi colocado sobre infra-estrutura, de apropriação de nossa biodiversidade, é o Plano “Puebla-Panamá”, uma estratégia que não é apenas de apropriação de nossos recursos, senão parte de uma estratégia militar do império que vai desde o sul do México até a Colômbia, passando pela América Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na luta contra as represas hidrelétricas, que desloca e violenta os territórios indígenas e camponeses, tivemos casos nos quais mediante a repressão militar foram deslocadas diversas comunidades indígenas e camponesas da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos o componente da luta contra a mineração. Multinacionais canadenses, européias, estadunidenses seguiram esta estratégia de apropriação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaramos a privatização dos serviços públicos: a energia elétrica, a água, as telecomunicações; a luta no setor camponês pela defesa das sementes, contra o patenteamento dos seres vivos e contra a perda da soberania perante os transgênicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutamos contra a flexibilidade laboral, um dos eixos orientados ao setor e, logicamente, contra todo o desmantelamento de nossa pequena produção camponesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a luta contra o tema da propriedade intelectual, que priva nossa previdência do uso de medicamentos genéricos, que são o principal eixo de distribuição que possuem nossos institutos de previdência social na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fator fundamental nesta luta contra o livre comércio tem sido a luta contra os Tratados de Livre Comércio e, designadamente, contra os Tratados de Livre Comércio com os Estados Unidos, aprovados a sangue e fogo na Guatemala, em Honduras, em El Salvador e na Nicarágua. E isso não é uma frase retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Guatemala, companheiros de luta foram assassinados por serem contrários à aprovação do mesmo. Essa luta nos tem permitido garantir um eixo articulador e mobilizador da maior unidade do movimento popular na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do Parlamento hondurenho, os deputados abandoaram-no, rompendo o marco mínimo da legalidade institucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos expressado, no seio do movimento popular, que não significa uma derrota. Perdemos uma batalha, mas isto nos permitiu ganhar em organização, em unidade e em experiência de luta contra o livre comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Movimento Social Popular e o povo da Costa Rica, que têm impedido até os nossos dias a aprovação do TLC nesse país, dando origem à unidade com diversos setores acadêmicos, políticos e até empresariais, para criar uma grande frente nacional de luta diversa e heterogênea, conseguiram até os nossos dias parar o governo costarriquenho, a direita neoliberal, que ainda na pode aprovar o TLC. Atualmente falasse da possibilidade de que o tema do TLC na Costa Rica se defina num referendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos às portas de uma jornada fundamental na Costa Rica em termos de poder impedir o avanço da agenda neoliberal; uma derrota deste tratado significaria, simbolicamente, continuar somando vitórias, como a de estagnar e deter a ALCA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje precisamos da solidariedade do movimento popular, pedimos às organizações sociais e populares para que viajem a Costa Rica como observadores internacionais. A direita prepara-se para estimular, se for possível, uma fraude que lhe garanta ganhar uma batalha que tem perdida, e poder contar com observadores internacionais do movimento popular, será um aporte importante de solidariedade ativa e militante com nossa luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, após um ano, em nenhum país da América Central o TLC tem gerado nem mais emprego, nem mais investimentos, nem melhores condições da balança comercial. Hoje lançamos por toda a região a divisa de reforma agrária, de soberania e segurança alimentar, como eixo principal para nossos países eminentemente agrícolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje nem só os Estados Unidos, mas também os europeus querem apropriar-se de uma das regiões mais ricas em biodiversidade e em recursos naturais. Hoje mais do que nunca o eixo articulador de nossos diversos movimentos na região centro-americana é enfrentar o livre comércio em suas múltiplas manifestações, e tomara que este encontro nos dê elementos de articulação, eixos de luta, eixos de ação conjunta, que nos permitam no hemisfério todo avançar como única força popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desmaiaremos em nossos esforços de organização e de luta até atingir um novo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JAIME ESTAY (Chile, coordenador da Rede de Estudos de Economia Mundial, REDEM, e atualmente professor da Universidade de Puebla, no México).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta crise tem a ver, definitivamente, com o não cumprimento manifesto das promessas que acompanharam o conjunto de reformas que começaram a ser aplicadas na América Latina nos anos oitenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a bandeira do livre comércio nos disseram que conseguiríamos que nossas economias crescessem, que diminuíssem os níveis de desigualdade em nossos países, as distâncias entre nossos países e o mundo avançado, e, em resumo, que conseguiríamos avançar no desenvolvimento. Nalguns países até se falou de avançar rumo ao Primeiro Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que respeita à nova integração ou a este regionalismo aberto que começou há mais de 15 anos, se expressou pôr a integração latino-americana, ou aquilo que temos qualificado como integração latino-americana, ao serviço da abertura. Desenvolveu-se todo um discurso no sentido de que fazia falta uma integração para abrir, uma integração que não fosse aquela velha integração protecionista, mas sim uma integração através da qual lográssemos as melhores condições para nos inserir nesta economia global, nestes mercados que, supostamente, ao funcionar livremente, fariam com que os nossos países conseguissem os melhores resultados possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa relação entre integração e abertura, essa idéia de que o objetivo supremo da integração tinha que ser a abertura de nossos países, foi efetivamente cumprida, nossos países abriram-se realmente, e real e infelizmente o fundamental da integração latino-americana consistiu em pô-la ao serviço dessa abertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns funcionários falaram daquilo que chamavam “etapa pragmática da integração”. Avancemos como possamos, era mais ou menos assim o lema. Se o que queremos é comerciar ainda mais, concentremo-nos em comerciar ainda mais; se o que desejamos é assinar uma multidão de pequenos acordos entre países, acordos bilaterais ou entre três ou quatro países, avancemos nesse rumo, e nalgum momento poderemos chamar tudo isso de integração latino-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O balanço é, às claras, negativo. Acho que há um reconhecimento cada vez maior em diferentes níveis daquilo que temos chamado de integração latino-americana não é integração, é comércio; e não é latino-americano, mais sim uma rede de acordos assinados entre diferentes países da região, que de maneira nenhuma deram lugar a um processo que tenha um caráter efetivamente latino-americano. A abertura, a cujo serviço supõe-se que devíamos pôr a integração, ainda não deu os resultados que nos anunciaram em termos de crescimento econômico, de diminuição das desigualdades e de resultados do tão desejado desenvolvimento que se dizia que tinha que estar presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveríamos salientar que estamos assistindo a um deterioro extremo de um estilo de integração que tinha muito bem definido para que, como e para quem se integrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, refiro-me a uma integração pensada partindo dos fundamentos do neoliberalismo, que fracassou, tanto em termos de seus próprios objetivos quanto em termos dos objetivos que todos temos direito a exigir e a esperar de um verdadeiro processo de integração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova integração latino-americana se apoiou fortemente nas políticas e nas propostas que vinham de Washington. Em boa medida, essas propostas estadunidenses transformaram-se em algo que termina comendo sua própria criatura. Apenas o fato de assinar os Tratados de Livre Comércio põe em crise tanto a comunidade andina quanto o Mercado Comum Centro-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte importante da crise da atual integração latino-americana tem a ver como o avanço do projeto hemisférico estadunidense, não pela via da ALCA, que foi freado, e sim pela via da assinatura de diferentes Tratados de Livre Comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganha maior destaque no atual panorama da integração a aparição de alternativas. Em muitos sentidos, a ALBA sustenta-se em princípios que são radicalmente diferentes aos dessa integração que está em crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas funções que restam por definir e fronteiras por delimitar: o significado que têm conceitos tais como “livre comércio”, “desenvolvimento nacional”, “liberdade de mercado”, “segurança e soberania alimentar”, etc. O que podemos afirmar é que estamos assistindo, no cenário hemisférico e latino-americano, a uma crescente insurgência a respeito do predomínio do neoliberalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui as opiniões de três personalidades, que sintetizam as daqueles que participaram no debate sobre os Tratados de Livre Comércio. São pontos de vista muito sólidos vindos de uma amarga realidade, que enriqueceram minhas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo aos leitores prestarem atenção às complexidades da atividade humana. É a única forma de ver mais ao longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço acabou. Hoje não devo acrescentar mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fidel Castro Ruz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;16 de maio de 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(6h12)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalamente publicado na &lt;a href="http://www.cubanoticias.ain.cu/2007/may17fidelreflexiones.htm"&gt;Agência Cubana de Notícias&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-8723036130122695992?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/8723036130122695992/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=8723036130122695992' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8723036130122695992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/8723036130122695992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/05/reflexes-de-fidel-castro-ruz-opinio_26.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3785453326196196200</id><published>2007-05-26T17:13:00.000-07:00</published><updated>2007-06-06T13:28:32.034-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões de Fidel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reflexões do Fidel Castro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:180%;"  &gt;O que aprendemos do VI Encontro Hemisférico de Havana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Luisa Mendonça trouxe ao Encontro de Havana o impactante documentário sobre o corte manual da cana no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa síntese que elaborei, como na reflexão anterior, com parágrafos e frases do original, a essência do que Maria Luisa expressou foi o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a maioria das guerras, nas últimas décadas, tem como fator central o controle das fontes de energia. O consumo de energia é garantido aos setores privilegiados, tanto nos países centrais quanto nos países periféricos, enquanto a maioria da população mundial não tem acesso aos serviços básicos. O consumo per capita de energia nos Estados Unidos é de 13 000 quilowatts, ao passo que a média mundial é de 2 429 e na América Latina é de 1 601.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monopólio privado de fontes de energia é garantido por cláusulas em Acordos de Livre Comércio bilaterais ou multilaterais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel dos países periféricos é produzir energia barata para os países ricos centrais, o que representa uma nova fase da colonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso desmitificar a propaganda sobre os supostos benefícios dos agrocombustíveis. No caso do etanol, a cultura e processamento da cana-de-açúcar contamina os solos e as fontes de água potável, porque utiliza uma grande quantidade de produtos químicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de destilação do etanol produz um resíduo denominado vinhoto. Por cada litro de etanol produzido são gerados de 10 a 13 litros de vinhoto. Uma parte deste resíduo pode ser utilizada como fertilizante, mas a maior parte contamina rios e fontes de águas subterrâneas. Se o Brasil produz 17 ou 18 bilhões de litros de etanol anualmente, isso significa que, pelo menos, 170 bilhões de litros de vinhoto se depositam nas regiões dos canaviais. Imaginem o impacto no meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queima da cana-de-açúcar, que serve para facilitar a colheita, destrói grande parte dos microorganismos do solo, contamina o ar e causa muitas doenças respiratórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil decreta quase todos os anos em São Paulo –que representa 60% da produção de etanol do Brasil- uma situação de emergência, porque as queimas levaram a umidade do ar até níveis extremamente baixos, entre 13% e 15%. O que faz com que seja impossível respirar nesse período na região de São Paulo onde se colheita a cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabemos, a expansão da produção de agroenergia é de grande interesse para as empresas que produzem organismos geneticamente modificados ou transgênicos, como Monsanto, Syngenta, Dupont, Bass e Bayer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do Brasil, a empresa Votorantim desenvolveu tecnologias para a produção duma cana transgênica, que não é comestível, e sabemos que muitas empresas estão desenvolvendo este mesmo tipo de tecnologia e, como não há meios para evitar a contaminação dos transgênicos nos campos de culturas nativas, esta prática coloca em risco a produção de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere à desnacionalização do território brasileiro, grandes empresas adquiriram usinas açucareiras no Brasil: Bunge, Novo Group, ADM, Dreyfus, além dos megaempresários George Soros e Bill Gates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resultado disso, sabemos que a expansão da produção de etanol provocou a expulsão de camponeses de suas terras e criou uma situação de dependência do que denominamos a economia da cana, porque não é que a indústria da cana gere empregos,  pelo contrário, gera desemprego, porque essa indústria controla o território. Isso significa que não há espaços para outros setores produtivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, temos a propaganda da eficiência dessa indústria. Sabemos que se baseia na exploração de uma mão-de-obra barata e escrava. Os trabalhadores são remunerados segundo a quantidade de cana cortada e não pelas horas trabalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estado de São Paulo, que é onde está a indústria mais moderna -moderna entre aspas, evidentemente- e é o maior produtor do país, a meta de cada trabalhador é cortar entre 10 e 15 toneladas de cana por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um professor da universidade de Campinas, Pedro Ramos, fez estes cálculos: nos anos 80 os trabalhadores cortavam aproximadamente 4 toneladas por dia e recebiam o equivalente a mais ou menos 5 dólares. Atualmente, para conseguir 3 dólares por dia, é preciso cortar 15 toneladas de cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Ministério do Trabalho do Brasil fez um estudo no qual diz que antigamente 100 metros quadrados de cana somavam 10 toneladas; hoje, com a cana transgênica, é preciso cortar 300 metros quadrados para alcançar 10 toneladas. Então, os trabalhadores têm que trabalhar três vezes mais para cortar 10 toneladas. Este padrão de exploração causou sérios problemas de saúde e até a morte aos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisadora do Ministério do Trabalho em São Paulo diz que o açúcar e o etanol do Brasil estão banhados de sangue, suor e morte. No ano 2005 o Ministério do Trabalho em São Paulo registrou 450 mortes de trabalhadores por outras causas, como assassinatos e acidentes, porque a transportação para as usinas é muito precária e também em conseqüência de doenças como paradas cardíacas e câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Maria Cristina Gonzaga, que fez a pesquisa, esta investigação do Ministério do Trabalho mostra que nos últimos cinco anos 1 383 trabalhadores canavieiros morreram apenas no Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho escravo também é comum neste setor. Geralmente os trabalhadores são migrantes do nordeste ou de Minas Gerais, que são seduzidos por intermediários. Normalmente o contrato não é feito diretamente com a empresa, senão através de intermediários, que no Brasil os chamamos de “gatos”, que escolhem mão-de-obra para as usinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, só em São Paulo, a Procuradoria do Ministério Público inspecionou 74 usinas, e todas foram processadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas em março de 2007, os procuradores do Ministério do Trabalho resgataram 288 trabalhadores em situação de escravidão em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse próprio mês, no Estado de Mato Grosso, foram resgatados 409 trabalhadores numa usina que produz etanol; entre eles havia um grupo de 150 indígenas. Nessa área do centro do país, em Mato Grosso, é comum utilizar indígenas no trabalho escravo da cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os anos centenas de trabalhadores sofrem condições análogas nos canaviais. Como é que são estas condições? Trabalham sem um registro formal, sem equipamentos de proteção, sem água ou alimentação adequada, sem acesso aos banheiros e com habitações muito precárias; além disso, eles têm que pagar pela habitação, pela comida, que é muito cara, e precisam pagar por equipamentos como botas e facões e, claro, no caso de acidentes de trabalho, que são muitíssimos, não recebem o tratamento adequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, a questão essencial é eliminar o latifúndio, porque por trás desta imagem moderna há um problema fundamental, que é o latifúndio no Brasil e, evidentemente, noutros países da América Latina. Também é preciso uma política séria de produção de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto queria apresentar um documentário que fizemos no Estado de Pernambuco com os trabalhadores canavieiros, que é uma das regiões onde mais se produz a cana-de-açúcar, e assim vocês verão realmente como são as condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este documentário foi feito junto da Comissão Pastoral da Terra no Brasil e dos sindicatos dos trabalhadores florestais do Estado de Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim conclui a sua intervenção a destacada e aplaudida dirigente brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, exponho as opiniões dos cortadores de cana que aparecem no material fílmico entregado por Maria Luisa. Quando no documentário não aparecem identificadas as pessoas, indica-se a sua condição de homem, mulher ou jovem. Não as incluo todas pela sua extensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severino Francisco da Silva.- Quando eu tinha 8 anos, meu pai mudou-se para o engenho do Junco. E quando cheguei, eu quase fazia 9, meu pai começou a trabalhar e eu atava cana com ele. Trabalhei uns 14 ou 15 anos no engenho do Junco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher.- Há 36 anos que moro neste engenho. Me casei aqui e teve 11 filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem.- Há muitos anos que trabalho no corte da cana; não sei nem contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem.- Comecei a trabalhar com 7 anos e minha vida é cortar cana e desmatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem.- Nasci aqui, tenho 23 anos, desde os 9 anos corto cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher.- Trabalhei 13 anos aqui na Planta Salgado. Eu semeava cana, semeava adubo, limpava cana, capim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severina Conceição.— Eu sei fazer todos esses trabalhos do campo: semear adubo, semear cana. Eu fazia tudo com “o bombo” deste tamanho (refere-se à gravidez) com o cabaz a um lado, e continuava trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem.— Trabalho, todos os trabalhos são bem difíceis, porém a colheita da cana é o pior que há no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edleuza.— Chego a casa e lavo a louça, arrumo a casa, cuido do serviço doméstico, faço as coisas. Cortava cana, e às vezes chegava a minha casa e nem podia lavar a louça, tinha as mãos feridas, cheias de calos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriano Silva.— Acontece que o administrador exige muito no trabalho. Há dias que a gente corta cana e recebe o ordenado, mas há dias que não recebe nada. Às vezes é suficiente, noutras não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misael. — A situação aqui é perversa, o feitor quer diminuir o peso da cana. Disse que o que nós cortemos aqui é o que temos, e acabou. Trabalhamos como escravos, entendeu? Assim não se pode!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos. — A colheita da cana é um trabalho escravo, é um trabalho difícil. Saímos às 3hrs da manhã, chegamos às 8hrs da noite. Isso apenas é bom para o patrão, porque cada dia que passa ele ganha mais e o trabalhador perde, diminuindo a produção e o patrão fica com tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem. — Às vezes deitamo-nos sem ter tomado banho, não há água, tomamos banho num riacho que passa aí embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem. — Aqui não há lenha para cozinhar, se a gente quer comer, tem que sair e buscar lenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem. — O almoço, é o que a gente traz da casa, traz uma ração, é o que arranjar, sob esse sol, faz o que pode na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem. — Todo aquele que trabalha muito precisa de uma boa alimentação. Enquanto o dono da usina tem privilégios, do bom e do melhor, e nós aqui sofrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher. — Passei muita fome. Muitas vezes deitei com fome, às vezes não tinha nada para comer, nem para dar a minha filha; nalgumas ocasiões ia procurar sal, que era o que encontrávamos com maior facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Egidio Pereira. — A gente tem dois ou três filhos, e se não se cuida, morre de fome; não dá para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivete Cavalcante. — Aqui não existe o salário, há que limpar uma tonelada de cana por oito reais; a gente ganha conforme o que consegue cortar: se a gente corta uma tonelada, ganha oito reais, não há salário fixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher. — Salário? Eu não sei nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reginaldo Souza. — Às vezes eles pagam em dinheiro. Nesta época eles estão pagando em dinheiro; mas, no inverno pagam tudo com vales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher. — O vale, a gente trabalha, ele anota tudo num papelzinho, entrega-o à pessoa para que compre no mercado. A pessoa não vê o dinheiro que ganha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Luiz. — O feitor faz tudo o que quiser com as pessoas. O que acontece é que pedi para “calcular a média” da cana, ele não quis. Isto é: neste caso, ele obriga as pessoas a trabalharem pela for­ça. Desta maneira a pessoa trabalha grátis para a empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clovis da Silva. — Isso nos mata! A gente passa meio-dia cortando cana, acha que vai ganhar algum dinheiro, e quando ele vai medir, constatamos que o trabalho não valeu nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natanael. — O caminhão que transporta o gado aqui é utilizado para levar os trabalhadores, é pior que com o cavalo do dono; porque quando o dono coloca seu cavalo no caminhão, ele lhe põe água, serradura no chão para que o cavalo não se dane os cascos, pasto, uma pessoa para acompanhá-lo; e os trabalhadores, que se acomodem como puderem: ele entrou, fechou a porta e acabou. Eles tratam os trabalhadores como se fossem animais. O “Pro-Álcool” não ajuda os trabalhadores, só aos fornecedores de cana, ajuda os patrões e os enriquece cada vez mais; porque se gerasse emprego para os trabalhadores, para nós seria fundamental, mas não gera empregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Loureno. — Eles têm todo esse poder porque na Câmara, estadual ou federal, têm um político que representa essas usinas açucareiras. Há donos que são deputados, ministros, parentes dos senhores de engenho, que facilitam essa situação para os donos e para os senhores de engenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem. — Parece que nossa luta não acaba nunca. Não temos férias, nem o décimo terceiro, tudo se perde. Além disso, a quarta parte do salário que é obrigado receber, não a recebemos, é com isso que no fim do ano compramos roupa para nós e para nossos filhos. Eles não nos entregam nada disso, e vemos que a situação fica cada vez mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher. — Eu sou trabalhadora registrada, e jamais tive direito a nada, nem a um atestado médico. Quando ficamos grávidas, temos direito a um atestado médico, mas eu não tive esse direito, garantia de família; também não tive o décimo terceiro, sempre recebia alguma coisinha, depois não recebi mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem. — Há 12 anos que ele não paga nem o décimo terceiro nem as férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem. — A gente não pode adoecer, trabalha dia e noite no caminhão, no corte de cana, de madrugada. Eu perdi minha saúde, eu era forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reinaldo. — Um dia eu estava com umas sapatilhas nos pés; quando dei um golpe de facão para cortar a cana que atingiu um dos meus dedos, me cortou, terminei o trabalho e regressei para a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem. — Não há botas, trabalhamos assim, muitos trabalham descalços, não há condições. Disseram que a usina ia doar botas. Há uma semana que ele feriu o pé (assinala) porque não há botas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem. — Eu estava doente, estive assim durante três dias, não recebi salário, não me pagaram nada. Fui ao médico, pedi o atestado e não mo deram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem. — Houve um rapaz que chegou de “Macugi”. Estava trabalhando, no meio do trabalho começou a se sentir mal, teve que vomitar. O esforço é grande, o sol é muito quente e a gente não é de ferro, o corpo do ser humano não resiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdemar. — O veneno que utilizamos provoca muitas doenças (refere-se aos herbicidas). Ocasiona vários tipos de doenças: câncer de pele, nos ossos, vai penetrando no sangue e dana a saúde. Sentem-se náuseas, a gente até cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem. — No período entre as colheitas praticamente não há trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem. — O trabalho que o patrão manda a fazer tem que fazê-lo; porque vocês sabem, se não o fazemos... Nós não mandamos; eles são quem mandam. Se te dão uma tarefa, tem que fazê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem. — Aqui estou à espera de que nalgum dia possa ter um pedacinho de terra para terminar minha vida no campo, para poder encher minha barriga, a dos meus filhos e a dos meus netos, que vivem comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que há algo a mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do documentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém fica mais agradecido do que eu por este testemunho e pela apresentação de Maria Luisa, cuja síntese acabo de elaborar. Fazem com que venham à minha memória os primeiros anos de minha vida, uma idade na qual os seres humanos costumam ser muito ativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci num latifúndio canavieiro, de propriedade privada, rodeado pelo norte, pelo leste e pelo oeste por grandes extensões de terra propriedade de três multinacionais norte-americanas que, em conjunto, possuíam mais de 250 mil hectares de terra. O corte era manual, em cana verde, nessa altura não se usavam herbicidas, nem sequer fertilizantes. Uma plantação podia durar mais de 15 anos. A mão-de-obra era tão barata que as multinacionais ganhavam muito dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono da quinta canavieira em que eu nasci era um imigrante de origem galega e família camponesa pobre, praticamente analfabeto, a quem trouxeram primeiramente como soldado no lugar de um rico que pagou para iludir o serviço militar e quando acabou a guerra o repatriaram para a Galiza. Voltou a Cuba por si próprio, mesmo como o fizeram inúmeros galegos que viajaram aos países da América Latina. Trabalhou como peão de uma importante multinacional, a United Fruit Company. Tinha qualidades como organizador, recrutou um elevado número de jornaleiros como ele, virou contratista e comprou finalmente terras na zona que limitava com o sul da grande empresa norte-americana com a mais-valia acumulada. Na região oriental a população cubana, de tradição independentista, tinha crescido notavelmente e carecia de terra; contudo o peso principal da agricultura do oriente do país, no começo do século passado, recaia sobre os escravos libertados poucos anos antes ou sobre os descendentes dos antigos escravos e sobre os imigrantes procedentes do Haiti. Os haitianos não tinham família. Viviam sozinhos em suas deploráveis vivendas de colmo e tábuas de palmeira, agrupados em casarios, com a presença de apenas duas ou três mulheres entre eles. Durante os breves meses de safra se realizavam lutas de galos. Ali gastavam os haitianos suas miseráveis rendas, e o resto utilizavam-no para comprar alimentos, que passavam por muitos intermediários e eram caros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O proprietário de origem galega vivia ali, na quinta canavieira. Apenas saia para visitar as plantações e falava com todo aquele que o procurava ou precisava de alguma coisa. Muitas vezes acedia aos pedidos, por razões mais humanitárias do que econômicas. Podia tomar decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os administradores das plantações da United Fruit Company eram norte-americanos cuidadosamente selecionados e bem remunerados. Viviam com suas famílias em mansões imensas, em lugares escolhidos. Eram como deuses distantes, que os trabalhadores famintos mencionavam com respeito. Jamais eram vistos nos cortes, onde trabalhavam seus subordinados. Os donos das ações das grandes multinacionais viviam nos Estados Unidos ou em qualquer outra parte do mundo. Os gastos das plantações estavam muito controlados e ninguém podia aumentar um cêntimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço muito bem a família do segundo matrimônio do imigrante de origem galega com uma jovem camponesa cubana, muito pobre que, mesmo como ele, não pôde ir à escola. Era muito abnegada e dedicada de mais à família e às atividades econômicas da plantação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que no estrangeiro leiam estas reflexões pela Internet ficarão surpreendidos ao saberem que esse proprietário era meu pai. Sou o terceiro filho dos sete desse matrimônio, que nascemos no quarto de uma casa de campo, muito longe de qualquer hospital, assistidos pela mesma parteira, uma camponesa dedicada em corpo e alma a sua tarefa, que só contava com seus conhecimentos práticos. A Revolução entregou aquelas terras todas ao povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me resta acrescentar que apoiamos totalmente o decreto de nacionalização da patente a uma multinacional farmacêutica para a produção e comercialização no Brasil de um medicamento contra a AIDS, o Efavirenz, de preço abusivamente alto, — igual que muitos outros —, assim como também a recente solução mutuamente satisfatória do diferendo com a Bolívia a respeito das duas refinarias de petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reitero que sentimos profundo respeito pelo irmão povo do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fidel Castro Ruz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 de maio de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5:12 p.m.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente na &lt;a href="http://www.cubanoticias.ain.cu/2007/may15fidelreflexiones.htm"&gt;Agência Cubana de Notícias&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3785453326196196200?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3785453326196196200/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3785453326196196200' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3785453326196196200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3785453326196196200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/05/reflexes-do-fidel-castro-o-que.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-1855678941627582385</id><published>2007-05-11T08:02:00.000-07:00</published><updated>2007-05-11T08:05:29.791-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nota: A Venezuela produz cerca 482 mil barris por dia de petróleo pesado. A nacionalização do petróleo pesado vai dar mais rendimentos para benefeciar a população.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pdvsa produce 482 mil bd de crudo mejorado en empresas nacionalizadas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Por: Panorama Digital / Prensa Pdvsa&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 10/05/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracas.- A sólo una semana de la nacionalización de los convenios de asociación de la Faja Petrolífera del Orinoco y, por ende, de la transferencia de las operaciones de las empresas Sincor, Ameriven, Petrozuata y Cerro Negro a Petróleos de Venezuela, la producción de crudo mejorado alcanzó los 482 mil barriles diarios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta cifra corresponde a la suma de la producción de cada uno de los mejoradores de las extintas asociaciones, traducida en productos como zuata sweet, zuata medium y hamaca blend, entre otros. Esta producción de crudo mejorado es reflejo de la continuidad y responsabilidad operacional de los trabajadores que hoy forman parte de la estatal petrolera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adicionalmente, se reinició la actividad de perforación en el área de Corocoro, Convenio de Exploración a Riesgo y Ganancias Compartidas, tal como estaba previsto el primero de mayo, bajo la responsabilidad de Pdvsa, luego de asumir las operaciones que venía realizando la empresa Conoco Philips.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se recordará, la transferencia de las operaciones a Pdvsa se hizo dando cumplimiento al Decreto Ley 5.200 de Nacionalización de Recursos Energéticos, en el marco de la política de plena soberanía petrolera que impulsa el Gobierno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde el pasado 1 de mayo, Pdvsa asumió el control de esas asociaciones, que tienen plazo hasta el próximo 26 de junio para firmar su conversión en empresas mixtas, en las cuales la estatal petrolera tendrá por lo menos el 60% de las acciones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En las asociaciones participan las estadounidenses Exxon-Mobil, Chevron, Conoco-Phillips, la francesa Total, la británica British Petroleum y la noruega Statoil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.aporrea.org/energia/n94667.html"&gt;Aporrea&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-1855678941627582385?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/1855678941627582385/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=1855678941627582385' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1855678941627582385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/1855678941627582385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/05/nota-venezuela-produz-cerca-482-mil.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-7470121467472574675</id><published>2007-04-21T05:47:00.000-07:00</published><updated>2007-04-21T05:49:03.397-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Published on 17 Dec 2006 by Energy Bulletin. Archived on 20 Dec 2006.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;Cuba's strange path&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;by Kurt Cobb&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuba has become the poster child for a transition away from an agricultural economy based on fossil fuel inputs and for a society focused on self-sufficiency. Strangely, it may owe much of its success in this regard to its relative backwardness and its isolation from the world community. The implications for so-called modern industrial countries in a world approaching peak oil couldn't be more striking. To understand this, it is worth briefly tracing Cuba's path since the Cuban revolution.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;After the 1959 revolution Cuba increasingly embraced industrial farming techniques that were already widespread in other countries. It was the modern thing to do. Rationalize farming along industrial lines so that the country could grow more crops for export. Inputs such as diesel fuel, fertilizer and pesticides were cheap. Cuba had become an ally of the Soviet Union which supported the country with subsidized oil and agricultural chemicals drawn from the Soviet's vast hydrocarbon reserves. Cuban plans to create a more diversified agriculture were abandoned.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There was one small exception. The military believed that Cuba could at any time suffer a naval blockade. Cuban military leaders realized that one of the key threats of such a blockade would be the loss of access to pharmaceuticals, almost all of which were imported. So the military set up a special laboratory devoted to herbal medicine which among other things gathered information about the already widespread use of herbal medicine within Cuba. This narrow effort would prove prescient.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;After the Soviet block began to collapse in 1989, Cuba suddenly found itself denied the subsidized fuel and fertilizer it had been used to. By 1993 economic activity had plunged by almost half, a drop far worse that what the United States experienced during The Great Depression. Cuba's guaranteed markets and preferential pricing for its sugar (pricing that was on average 5.4 times the world price) had vanished and with them the money to import many of its necessities including fuel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The country struggled to feed itself as its export-oriented agriculture based on fossil fuels had to be transformed into one that could feed the Cuban people with few fossil fuel inputs. Some visionary members of the country's Ministry of Agriculture suggested that the low-input, organic methods they had been experimenting with for years be introduced on a broad scale and that agricultural output be directed toward local consumption. This tumultuous time became known as the Special Period in Peacetime. Few countries came to Cuba's aid and the United States even tightened its embargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today, the agricultural economy has recovered becoming largely organic and focused on satisfying local needs. This has made Cuba self-sufficient in almost all foodstuffs. It has significantly reduced the country's need for fuel and fertilizers. The plant-based medicines which the military had carefully studied for years in its special laboratory have become a mainstay of Cuban medicine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;While the number of private automobiles has diminished, a new public transportation system thrives. Many people have returned to the land and are making reasonably good livelihoods as farmers. The city of Havana has become one big urban food garden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The oft-cited scientific prowess of Cuban society certainly had something to do with the remarkable and rapid transformation in Cuban agriculture. Cuba is said to have only 2 percent of Latin America's population, but 11 percent of its scientists. But to whom did those scientists turn for many of their clues about how to effect such a grand transformation? They turned to the country's many campesinos. These small farmers had continued to farm using animal power and without fossil fuel-based fertilizers and pesticides. In effect, they had informally preserved a vast bank of knowledge about how to conduct organic, nonmotorized farming on the island of Cuba. They became important partners in teaching others how to make the transition to low-input agriculture.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Other characteristics of Cuban society also seemed to have eased the transition to a low-energy economy. While health and education standards consistently improved during the rule of Fidel Castro, the country never attained a modern consumer culture, a development that was certainly stymied by America's embargo and Cuba's resulting isolation from normal world trade flows. In transportation, many of the cars which remain on the road today--and there are far fewer than before the crisis--date from before 1959. Modern car culture never became widespread either.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Chavez's subsidized oil exports to Cuba may tempt the country to return to a petroleum-based path. But for now it has enabled the Cubans to forego the need for large additional foreign investment, investment that would link it ever more tightly with a global trade system that destroys self-sufficiency and sustainability. (What ought to be of great concern is the island's increasing dependence on foreign tourism which is itself a product of the continuing availability of cheap oil and the cheap transportation it fuels. The government inexplicably maintains a focus on investment in this area as if future oil availability were merely a local rather than a worldwide issue.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The more modern parts of Cuban society, its health system and its education system, were also key to the transition. Free and universal health care provided to the Cuban population helped to avert what could have been a public health disaster during the Special Period. It is claimed that the the average Cuban lost 20 pounds during this time. And, yet no widespread health disaster took place. A free education system has enabled Cuba to train more scientists and doctors than it can itself use. Many doctors, for example, work abroad. But the surfeit of scientists has allowed Cuba to do practical research that has been exceptionally useful in the transition to more sustainable agriculture.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There are echoes of the Cuban situation in the simultaneous decline of its old patron, the Soviet Union. Dmitry Orlov recently posted a slide presentation that makes the case that the people of the former Soviet states were actually better able to withstand the economic implosion which followed the collapse of the Soviet Union in part because of their relatively less developed economy. Please understand that what passes for development these days are the following: high private ownership of housing; private transportation, especially private automobiles; suburban sprawl; shrinking and deteriorating public transportation systems; just-in-time inventory systems; outsourcing of critical manufacturing and food production; and a ruthless focus on individual financial achievement to the detriment of solid human relations and community responsibility.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All of this, of course, has important implications for countries that meet the definition of modern industrial societies, but especially for the United States in the event of a peak oil induced decline. In Cuba every vocational student now learns to grow food organically. In the United States very few people know anything about how to grow food of any type; and, Americans have become ever more dependent on fast food restaurants and food processors to do food preparation for them. The number of those with knowledge of organic techniques is increasing, but information on animal power in agriculture is now the province of a tiny cadre of animal power enthusiasts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Health care (except for the elderly and the poor, but not the working poor) remains a largely private affair. More than 40 million Americans have no health insurance. The health care industry is just that, an industry now largely bound by the same profit incentives that govern any privately owned corporation. The hospital as a public utility, for example, has been almost completely lost. It is hard to see how an equitable system of treatment could be worked out under extreme conditions when it cannot be worked out under conditions of great affluence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The American transportation system, of course, relies very heavily on private automobiles. As Orlov points out in his presentation, most Russians live in compact cities with public transportation. The collapse of the Soviet system forced no changes in this pattern. It is difficult to see how the American system of sprawl could endure a prolonged decline in oil supplies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In places such as Cuba and Russia education remains free. The response to rising costs in education and declining public support for it in the United States has been to transfer costs to students and their families. In the resource-challenged era to come, will Americans have the vision to invest more in their education system in order to maintain the levels of competence needed to run society? There is the separate question of reforming that preparation for the kinds of challenges we will actually face. At this point it is hard to imagine both a push for more money in education and a revamping of the curriculum to include, for example, organic gardening.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I could go on. But all of this is said to point out that the supposedly advanced systems of modern industrial civilization float on a sea of cheap hydrocarbons. Once that sea begins to recede, these systems fall into immediate peril. Those whose systems have relatively less need for such hydrocarbons will by definition be less vulnerable. It is for that reason that Cuba's strange path may have much to teach us.&lt;br /&gt;_____________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The book, Sustainable Agriculture and Resistance: Transforming Food Production in Cuba, and the film documentary, The Power of Community: How Cuba Survived Peak Oil, were invaluable resources for understanding Cuba's response to declining oil availability.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://resourceinsights.blogspot.com/2006/12/cubas-strange-path.html"&gt;Resource Insights&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-7470121467472574675?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/7470121467472574675/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=7470121467472574675' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7470121467472574675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7470121467472574675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/04/published-on-17-dec-2006-by-energy.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-7115702803155462626</id><published>2007-04-21T05:46:00.001-07:00</published><updated>2007-04-21T05:46:55.815-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.newscientist.com/article/dn11671-biofuel-plantations-fuel-strife-in-uganda.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Biofuel plantations fuel strife in Uganda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fred Pearce, New Scientist&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A row over the conversion of rainforests into biofuel plantations is creating a grave political crisis for a country until now seen as a beacon for democracy in Africa. The issue has brought to a head the simmering conflicts between short-term economic gains and the conservation of vital natural resources in the continent.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The president of Uganda, Yoweri Museveni, is this week pressing ahead with plans to give a large chunk of one of the country’s last protected forests to a sugar cane company so it can expand its operations. The Sugar Corporation of Uganda, which is owned by Ugandan Asians, wants to expand production to cash in on the booming global market in sugar for biofuels.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The crisis reached boiling point last week when a demonstration against the plan in the capital Kampala turned into an ugly race riot. Asian shops were ransacked, an Asian was stoned to death and police killed two demonstrators.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The demonstrations have resumed this week, with hundreds of defenders of the forest beaten up by squads of vigilantes known as kiboko, which local media claim are backed by the government.&lt;br /&gt;(19 April 2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-7115702803155462626?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/7115702803155462626/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=7115702803155462626' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7115702803155462626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/7115702803155462626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/04/biofuel-plantations-fuel-strife-in.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-4202539889721837611</id><published>2007-03-30T08:39:00.000-07:00</published><updated>2007-03-30T08:44:33.227-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;En artículo publicado en el periódico The Guardian activista ambiental asegura que biocombustibles constituyen un fraude&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por: Agencia Bolivariana de Noticias (ABN)&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 27/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracas, 27 Mar, ABN.- En un artículo publicado este martes en el periódico británico The Guardian, el periodista y activista ambiental George Monbiot afirmó que utilizar biocombustibles como el etanol para combatir el calentamiento global constituye un fraude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Si queremos salvar el planeta, necesitamos aplazar por cinco años los proyectos relacionados con los biocombustibles», expresó el periodista alertando sobre el peligro de que, como consecuencia, se produzcan «desastres ambientales y humanitarios».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«En 2004, yo alertaba que los biocombustibles establecerían una competencia entre los automóviles y las personas. Las personas, inevitablemente perderían: aquellos que pueden pagar para conducir un vehículo son más ricos que aquellos que están al borde del hambre», escribió Monbiot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El artículo del diario The Guardian constituye un otra manifestación de quienes como el presidente de Venezuela, Hugo Chávez Frías, han alertado sobre la inconveniencia de desarrollar el etanol para producir combustibles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recientemente, el Presidente cuestionó el proyecto del etanol, porque se prestaría para la utilización de las tierras fértiles disponibles, agua, tecnología, maquinaria y fertilizantes, para producir alimentos, pero «no para la gente, sino para los vehículos de los ricos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.aporrea.org/tecno/n92498.html"&gt;Aporrea&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-4202539889721837611?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/4202539889721837611/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=4202539889721837611' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4202539889721837611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4202539889721837611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/en-artculo-publicado-en-el-peridico.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3772585096310224072</id><published>2007-03-30T08:37:00.000-07:00</published><updated>2007-03-30T08:39:16.140-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana; font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;"&gt;Productores (norteamericanos) de etanol señalan que Brasil no podrá ayudar a cumplir meta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por: Agencia Bolivariana de Noticias (ABN)&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 29/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracas, 29 Mar. ABN.- Productores norteamericanos de etanol consideran que Brasil no será capaz de ayudar a Estados Unidos a cumplir la meta de substituir 20% del consumo de gasolina por etanol en el plazo de 10 años, informó la Agencia Brasil en un despacho desde Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El despacho señala: «Los mismos productores norteamericanos estiman que su país tampoco será capaz de atender la demanda interna, que será de más de 130 millardos de litros por año».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La afirmación fue hecha por Brian Jennings, vicepresidente ejecutivo de la American Coalition for Ethanol (ACE), asociación que reúne a la mitad de unos 120 productores norteamericanos de etanol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Ciertamente, Brasil tiene capacidad para producir más etanol, pero las demandas de ese producto en EEUU son muy fuertes. Y, actualmente, Brasil no tiene una cantidad significativa de producción excedente para satisfacer la demanda de los Estados Unidos», afirmó Jennings.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El vocero de ACE agregó que sería un error creer que Brasil fuese capaz de satisfacer simultáneamente las demandas tanto de su mercado interno como de Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En entrevista concedida por teléfono desde su oficina en Dakota del Sur, Jennings afirmó que Estados Unidos produce actualmente 5 millardos de galones (22 millardos de litros) de biocombustible a partir de maíz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Jennings, aunque estén en capacidad de producir más, nunca sería lo suficiente como para suplir la demanda interna. Por eso, los productores norteamericanos están apostando a la fabricación del llamado «etanol celulósico», obtenido a partir de la celulosa proveniente de los residuos de la agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.aporrea.org/tecno/n92596.html"&gt;Aporrea&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3772585096310224072?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3772585096310224072/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3772585096310224072' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3772585096310224072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3772585096310224072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/productores-norteamericanos-de-etanol.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-5068599618901686978</id><published>2007-03-30T08:30:00.000-07:00</published><updated>2007-03-30T08:31:52.139-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia; color: rgb(51, 153, 153);font-size:130%;" &gt;Daniel Ortega opuesto también a convertir alimentos en combustible&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por: Prensa Latina (PL)&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 30/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Managua, 30 mar (PL) El presidente de Nicaragua, Daniel Ortega, coincidió con su homólogo cubano, Fidel Castro, en que la fabricación a gran escala de etanol como combustible atenta contra la producción de alimentos para la humanidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como líderes políticos hemos coincidido en este planteamiento, afirmó anoche el líder sandinista, al ser interrogado sobre un artículo publicado por el estadista cubano, en el cual alerta sobre los peligros de convertir alimentos en combustible.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquí el problema de fondo no es si (utilizamos) etanol o petróleo, sino tomar en cuenta que en primer lugar la Tierra está para crear alimentos, no para alimentar a los vehículos, agregó el mandatario nicaragüense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En opinión de Ortega, la causa fundamental del impulso dado en los últimos meses a la producción masiva de biocombustibles, en particular por el presidente estadounidense, George W. Bush, radica en que el mundo capitalista se encuentra bajo los dictados del consumismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La gran batalla a librar es contra la lógica impuesta por el capitalismo de acumular capital, sin tener en cuenta a los pueblos que están sufriendo hambre, alertó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En su artículo de la víspera, el Presidente cubano calificó de siniestra la idea de Bush, la cual, dijo, condenaría a una muerte prematura a más de tres mil millones de personas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pienso que reducir y además reciclar todos los motores que consumen electricidad y combustible es una necesidad elemental y urgente de toda la humanidad, aseveró Fidel Castro, cuyo artículo tuvo una inmediata repercusión a nivel mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acuerdo con el máximo líder de la Revolución Cubana, la tragedia no consiste en reducir esos gastos de energía, sino en la idea de convertir los alimentos en combustible.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al igual que el Presidente cubano, Ortega consideró que de invadirse los campos con sembrados de caña de azúcar y maíz para producir combustible, "se estaría atentando contra la especie humana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.aporrea.org/tecno/n92618.html"&gt;Aporrea&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-5068599618901686978?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/5068599618901686978/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=5068599618901686978' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5068599618901686978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5068599618901686978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/daniel-ortega-opuesto-tambin-convertir.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3286791223983596745</id><published>2007-03-30T08:14:00.000-07:00</published><updated>2007-03-30T08:20:58.062-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mais de três bilhões de pessoas condenadas a morrer precocemente de fome e de sede&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não é uma cifra exagerada; mas sim cautelosa. Meditei muito nisso depois da reunião do presidente Bush com os fabricantes norte-americanos de automóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia funesta de converter os alimentos em combustível ficou definitivamente estabelecida como linha econômica da política exterior dos Estados Unidos na segunda-feira, 26 de março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma informação da AP, agência de informação norte-americana que chega a todos os cantos do mundo, diz textualmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"WASHINGTON, 26 de março (AP). - O presidente George W. Bush elogiou na segunda-feira, os benefícios dos automóveis que funcionam com etanol e biodiesel, numa reunião com fabricantes de veículos, na qual tentou impulsionar seus planos de combustíveis alternativos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bush disse que o compromisso dos líderes da indústria automotriz nacional para duplicar a produção de veículos que utilizem o combustível alternativo ajudaria a que os motoristas renunciassem aos motores que funcionam com gasolina e dessa maneira reduzir a dependência do país a respeito do petróleo de importação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"’Este é um grande avanço tecnológico para o país’, disse Bush após inspecionar três veículos de combustível alternativo. Se a nação quer reduzir o consumo de gasolina, o consumidor deve estar em condições de tomar uma decisão raciona"l.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O presidente instou o Congresso a avançar rápido numa legislação que o governo propôs recentemente para ordenar o uso de 132 bilhões de litros (35 bilhões de galões) de combustíveis alternativos em 2017 e impor padrões mais exigentes de poupança de combustível nos automóveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bush reuniu-se com o presidente do conselho e diretor geral da General Motors Corp, Rich Wagoner; com o diretor geral da Ford Motor Co., Alan Mulally e com o diretor geral do grupo Chrysler de Daimler Chrysler AG, Tom LaSorda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os participantes do encontro discutiram medidas para apoiar a produção de veículos que utilizem combustível alternativo, tentativas para desenvolver o etanol a partir de fontes como a relva ou a serragem, e uma proposta para reduzir em 20% o consumo de gasolina em 10 anos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As discussões tiveram lugar num momento em que aumentaram os preços da gasolina. O estudo mais recente da organização Lundberg Survey salientou que o preço médio nacional da gasolina aumentou em seis centavos por galão (3,78 litros) nas últimas duas semanas, a US$ 2,61."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que reduzir e reciclar todos os motores que consomem eletricidade e combustível é uma necessidade elementar e urgente de toda a humanidade. A tragédia não consiste em reduzir esses gastos de energia, mas sim na idéia de converter os alimentos em combustível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje se conhece com toda precisão que uma tonelada de milho só pode produzir 413 litros de etanol como média, conforme as densidades, equivalente a 109 galões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço médio do milho nos portos dos Estados Unidos aumenta em US$ 167 a tonelada. Precisa-se, por conseguinte de 320 milhões de toneladas de milho para produzir 35 bilhões de galões de etanol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados da FAO, a colheita de milho dos Estados Unidos em 2005 atingiu os 280,2 milhões de toneladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o Presidente fale de produzir combustível a partir do céspede ou serragem, qualquer pessoa compreende que são frases carentes totalmente de realismo. Entenda-se bem: 35 bilhões de galões significam um 35 acompanhado de nove zeros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois virão belos exemplos do que na produtividade por homem e por hectare atingem os experimentados e bem organizados agricultores dos Estados Unidos: o milho convertido em etanol; os resíduos desse milho convertidos em alimento animal com 26% de proteína; o excremento do gado utilizado como matéria-prima para a produção de gás. Lógico, isto é depois de quantiosos investimentos só nas mãos das empresas mais poderosas, nas quais tudo tem que se mover sobre a base do consumo de eletricidade e de combustível. Aplique-se esta receita aos países do Terceiro Mundo e verão quantas pessoas deixarão de consumir milho entre as massas famintas de nosso planeta. Ou ainda pior: outorguem financiamento aos países pobres para produzir etanol do milho ou de outro tipo de alimento qualquer e não ficará uma árvore para defender a humanidade da mudança climática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros países do mundo rico programaram usar não apenas milho, mas também trigo, sementes de girassol, de colza e de outros alimentos para dedicá-los à produção de combustível. Para os europeus, por exemplo, seria um bom negócio importar toda a soja do mundo com o objetivo de reduzir o gasto em combustível de seus automóveis e alimentar seus animais com resíduos dessa leguminosa, especialmente rica em todos os tipos de aminoácidos essenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cuba, os álcoois eram produzidos como subproduto da indústria açucareira, depois de fazer-lhe três extrações de açúcar ao sumo de cana. A mudança climática já afeta nossa produção açucareira. Grandes secas alternam-se com chuvas recordes, que só permitem produzir açúcar durante cem dias com rendimentos adequados nos meses de nosso muito moderado inverno, de modo que falta açúcar em cada tonelada de cana ou falta cana por hectare devido às prolongadas secas nos meses de plantação e colheita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que na Venezuela usariam o álcool não para exportar, mas sim para melhorar a qualidade meio ambiental de seu próprio combustível. Por isso, independentemente da excelente tecnologia brasileira para produzir álcool, em Cuba a utilização dessa tecnologia para a produção direta de álcool a partir do sumo da cana não constitui mais do que um sonho o um desvario daqueles que se enganam com essa idéia. Em nosso país, as terras dedicadas à produção direta de álcool podem ser ainda mais úteis na produção de alimentos parta o povo e na proteção do meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os países do mundo, ricos e pobres, sem nenhuma exceção, poderiam poupar milhões de milhões de dólares em investimento e combustível simplesmente substituindo todas as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes, algo que Cuba fez em todas as casas do país. Isso significaria uma ajuda para resistir a mudança climática sem matar de fome os pobres do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem constatar que não uso adjetivos para qualificar o sistema e os donos do mundo. Essa tarefa fazem-na de maneira ótima os peritos em informação e os homens de ciências sócio-econômicas e políticas honestos que abundam no mundo e que vasculham constantemente no presente e no futuro de nossa espécie. É suficiente com um computador e o crescente número de redes da Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje conhecemos pela primeira vez uma economia realmente globalizada e uma potência dominante no terreno econômico, político e militar, que em nada se parece com a Roma dos imperadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns se perguntarão por que falo de fome e de sede. Eu lhes respondo: não se trata da outra face de uma moeda, mas de várias faces da outra peça, como podem ser um dado com seis faces, um poliedro com ainda mais faces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-me referir neste caso a uma agência oficial de notícias, fundada em 1945 e geralmente bem informada a respeito dos problemas econômicos e sociais do mundo: a TELAM. Disse textualmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aproximadamente dois bilhões de pessoas residirão em apenas 18 anos em países e regiões onde a água seja uma lembrança longínqua. Dois terços da população mundial poderiam viver em lugares onde a escassez provoque tensões sociais e econômicas de tal magnitude que poderiam levar os povos a guerras pelo prezado ‘ouro azul’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos últimos 100 anos, o uso da água tem aumentado a um ritmo mais de duas vezes superior à taxa de crescimento da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Segundo as estatísticas do Conselho Mundial d’Água (WWC, suas siglas em inglês), estima-se que em 2015 o número de habitantes afetados por esta grave situação atinja 3,5 bilhões de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Organização das Nações Unidas comemorou em 23 de março o Dia Mundial d’Água, instando a enfrentar desde esse mesmo dia a escassez mundial da água sob a coordenação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), com o objetivo de salientar a crescente importância da falta de água a nível mundial e a necessidade de uma maior integração e cooperação que garantam uma gestão sustentável e eficiente dos recursos hídricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muitas regiões do planeta sofrem escassez severa de água, vivendo com menos de 500 metros cúbicos por pessoa, anualmente. Cada vez são mais as regiões que padecem a falta crônica do vital elemento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As principais conseqüências da escassez de água são a quantidade insuficiente desse precioso líquido para a produção de alimentos, a impossibilidade de desenvolvimento industrial, urbano e turístico e problemas de saúde."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui a informação de TELAM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso não menciono outros fatos importantes, como os gelos que se derretem na Groenlândia e na Antártica, os danos na capa de ozônio e a crescente quantidade de mercúrio em muitas espécies de peixes de consumo habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros temas que podem ser analisados, porém com estas linhas tento simplesmente fazer um comentário sobre a reunião do presidente Bush com os principais executivos de companhias automotrizes norte-americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Março 28 de 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fidel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido pela Equipe de Serviços deTradutores e Intérpretes — ESTI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo foi publicado originalmente no Jornal &lt;a href="http://www.granma.cu/portugues/2007/marzo/juev29/reflexiones-p.html"&gt;Granma Internacional&lt;/a&gt;, orgão de informação do PCC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3286791223983596745?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3286791223983596745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3286791223983596745' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3286791223983596745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3286791223983596745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/mais-de-trs-bilhes-de-pessoas.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-200861408235499917</id><published>2007-03-29T08:48:00.000-07:00</published><updated>2007-03-29T08:52:31.609-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;Bush, Lula e a embriagues do etanol&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: trebuchet ms; color: rgb(204, 102, 0);"&gt;por ALTAMIRO BORGES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Os usineiros de cana, que há dez anos eram tidos como se fossem os bandidos do agronegócio neste país, estão virando heróis nacionais e mundiais, porque todo mundo está de olho no álcool. E por quê? Porque eles têm políticas sérias”. &lt;/span&gt;Discurso do presidente Lula em Mineiros (GO), 20 de março de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não se justifica num país, por maior que seja, ter alguém com dois milhões de hectares de terra! Isso não tem justificativa em lugar nenhum do mundo! Só no Brasil. Porque temos um presidente covarde, que fica na dependência de contemplar uma bancada ruralista a troco de alguns votos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lula em entrevista a revista Caros Amigos, novembro de 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visita do presidente-terrorista George Bush ao Brasil, no início de março, começa a surtir os primeiros efeitos. O objetivo da turnê imperialista, que incluiu outros quatro países da região (Uruguai, Colômbia, México e Guatemala), foi eminentemente político. Como observou o professor Nildo Ouriques, fundador do Observatório Latino-Americano da Universidade Federal de Santa Catarina, visava sabotar o processo em curso de integração regional, fragilizar o Mercosul e isolar os governos mais à esquerda do continente, em especial o de Hugo Chávez. “Os EUA primeiro tentam dividir para reinar, um instrumento clássico da política. Segundo, estão tentando mudar a política de hostilização, mas ainda não encontraram a fórmula”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “império do mal” ainda procurou disfarçar este caráter político, através do “pacote de assistência” aos pobrecitos da região e dos acordos sobre os chamados “biocombustíveis” . Mas só enganou os inocentes. No Uruguai, a visita tentou sacar o país do Mercosul em troca de um tratado bilateral de comércio (TLC). Na Colômbia, visou fortalecer o governo de Álvaro Uribe, fragilizado por denúncias sobre a sua ligação com os paramilitares e o narcotráfico. No México, serviu para legitimar o “presidente” Felipe Calderon, empossado após escandalosa fraude eleitoral. Já no Brasil, a negociação sobre o metanol não escondeu as suas artimanhas. “Essa energia tende a reduzir o poder de alguns Estados que nós achamos que têm um peso negativo no mundo, como a Venezuela”, revelou Nicholas Burns, subsecretário de Estado dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Predador travestido de ecologista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alardeada negociação sobre os biocombustíveis, entretanto, teve razões políticas, inclusive como moeda de troca, mas também econômicas. O presidente Bush, o mesmo que rasgou o Protocolo de Kyoto contra a emissão de gases poluentes e governa um país responsável por 25% da poluição no planeta, aterrisou em São Paulo travestido de “ecologista” e defendeu uma “parceria estratégica” com o Brasil na pesquisa e na exploração de fontes alternativas de energia. Ao final do encontro com Lula, foi assinado um Memorando de Entendimento sobre Cooperação na Área de Biocombustíveis, que objetiva estimular o setor privado a investir na área e fixar padrões comuns para expansão deste “mercado verde”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que foi realmente acordado ainda não se tornou público, mas ambos os presidentes esbanjaram alegria ao final das negociações. “O memorando assinado hoje é, sem dúvida, a nossa resposta ao grande desafio energético do século XXI... A parceira que vamos inaugurar é ambiciosa e voltada para todos os aspectos ligados à incorporação definitiva do etanol na matriz energético de nossos países”, comemorou Lula em discurso na Transpetro, uma subsidiária da Petrobras em Guarulhos. O presidente ainda dourou a pílula do acordo, ao afirmar que o biodiesel “terá grande impacto social, é voltado para o pequeno agricultor, para a agricultura familiar e ajudará a criar emprego e renda nos lugares mais pobres deste país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pirotecnia publicitária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo clima festivo, o presidente-torturador George Bush exaltou o memorando: “Aprecio o Brasil e os EUA trabalhando juntos para o bem da humanidade”. Mas toda esta animação teve uma forte dose de pirotecnia publicitária. Esbanjando arrogância, Bush fez questão de afirmar que não atenderá a principal reivindicação do governo e dos usineiros brasileiros: a redução da tarifa cobrada sobre o álcool exportado ao mercado dos EUA. “Isso não vai acontecer. Ela permanecerá até 2009 e depois disso o Congresso dará um jeito”. Atualmente, o império protecionista cobra uma taxa de 54 centavos de dólar por galão sobre o álcool vendido pelo Brasil, além de 2,5% de impostos alfandegários. Só no ano passado, o governo dos EUA embolsou US$ 220 milhões em sobretaxas sobre o etanol importado do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das barreiras, a tendência é de uma enorme expansão do setor nos próximos anos. “Já investimos US$ 12 bilhões em novas tecnologias que permitirão alcançar uma maior independência econômica e um ambiente de melhor qualidade”, informou o governante ianque. Ele deixou explícito que pretende investir no Brasil, inclusive na aquisição de nossas usinas, para garantir uma alternativa ao petróleo, que está mais escasso e encontra-se em países hostis. “Espero que possamos fazer estes investimentos juntos”, afirmou Bush, olhando de maneira fixa e sedutora para o seu potencial parceiro brasileiro, o presidente Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otimismo por razões distintas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo dos EUA tem muita pressa. Ele inclusive já aprovou um plano de redução em 20%, num prazo de dez anos, do consumo de petróleo e pretende elevar de 5 bilhões de galões por ano para 35 bilhões o consumo de biocombustíveis, como o álcool. “Aprecio o fato de a energia vir da cana-de-açúcar, o que dá ao Brasil grande vantagem. Aprecio a inovação que acontece no Brasil. Vocês são os líderes no álcool. Acredito que vocês continuarão a descobrir novas tecnologias, que serão úteis para outras pessoas”, disse Bush, talvez pensando nos milhões de usuários de automóveis existentes nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o governo Lula de há muito está obcecado pela idéia dos biocombustíveis. Para o presidente, esta fonte alternativa de energia será decisiva para a solução dos nossos problemas econômicos e sociais e poderá tornar o país uma potência energética. “A estreita associação e cooperação entre os dois líderes do etanol possibilitará a democratização do acesso à energia. O uso dos biocombustíveis será uma contribuição inestimável para a geração de renda, a inclusão social e a redução da pobreza”, garante o ex-sindicalista, que alterou sua opinião sobre o papel dos “bandidos do agronegócios” – como se nota nas citações acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco perigos do etanol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este otimismo com a descoberta de novas fontes de energia não se limita aos integrantes do governo Lula e nem aos barões do agronegócios. A substituição do petróleo por fontes renováveis é uma velha bandeira das entidades ambientalistas. “O fim da queima dos combustíveis fósseis é, por si só, uma boa nova para a humanidade e para a atmosfera da terra: é uma oportunidade para reduzir o aquecimento global... Os biocombustíveis surgem como alternativa não só mais limpa, mas também capaz de promover a justiça social”, explica um equilibrado e bastante crítico estudo da ONG Núcleo dos Amigos da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disto, a possibilidade de o Brasil se tornar uma potência no uso desta nova fonte de energia também abre uma “janela de oportunidades” , o termo da moda, para o país se desenvolver e encarar os seus graves e crônicos problemas sociais. O desenvolvimento dos biocombustíveis teria, potencialmente, a capacidade de alavancar o crescimento da economia nacional, gerando empregos e renda. Mas tudo isto é apenas uma possibilidade. É preciso não se embriagar com o etanol, este rico derivado do álcool. Uma visão idílica do assunto pode queimar a língua dos otimistas no futuro. Os riscos desta nova fonte de energia são enormes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambições imperialistas dos EUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, é preciso não esquecer os ambiciosos interesses dos EUA no “ouro verde”. A potência imperialista não está interessada no desenvolvimento nacional, como atesta sua rejeição a qualquer queda das barreiras protecionistas. O que almeja é abocanhar este rico produto, seja copiando a nossa tecnologia, comprando as nossas terras e usinas, pagando preços irrisórios pelo nosso álcool ou degradando os nossos recursos naturais – os EUA destruíram suas reservas naturais em apenas quatro séculos, enquanto o Brasil ainda está longe de tê-las esgotado. A produção ianque do etanol com base no milho é menos rentável e não garante a execução do seu plano de redução do petróleo. Daí sua sanha para abocanhar nosso etanol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alerta o professor Bernardo Kucinski, “os governos americanos não são confiáveis para nenhuma parceria porque descumprem sistematicamente as suas promessas depois de obter o que querem. Nos anos 50, levaram nosso urânio e tório com a promessa de compensações específicas em tecnologia nuclear, que nunca vieram; prometeram à Coréia do Norte o petróleo em troca do desmonte de seu programa nuclear, mas o petróleo não foi entregue; até hoje não cumpriram a determinação da OMC de desmontar os seus subsídios agrícolas. Os EUA dependem agora de forma determinante de energia importada... Querem o nosso etanol, mas sem anular as sobretaxas que viabilizam a produção do etanol também nos EUA”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentração da propriedade rual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, dependendo da forma como os tais “biocombustíveis” forem produzidos, eles servirão apenas para reforçar a histórica e absurda concentração de terras no país. O ciclo da cana no Brasil, desde o século 18, sempre foi marcado pela escravidão dos trabalhadores e pelo aumento do poder do latifúndio – que hoje concentra 56% das terras agricultáveis. Diante da expectativa do etanol virar uma commodity, já se observa uma intensa movimentação para compra de terras. Investimentos pesados estão projetados, indicando que o país poderá ganhar, em média, uma usina de álcool por mês nos próximos seis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recursos financeiros não faltarão, inclusive do banco estatal BNDES, que anunciou há dias a liberação de “até R$ 10 bilhões do montante necessário para a instalação das novas unidades”. O restante do dinheiro deverá vir da iniciativa privada nacional e internacional, além das agências multilaterais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Japan Bank for International Cooperation. Reportagem da revista patronal Forbes, de fevereiro último, intitulada “álcool atrai novos empreendedores” , confirma a perigosa tendência do aumento da concentração de terras no Brasil em decorrência da “febre do etanol”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com as exportações brasileiras de álcool em acelerada expansão, tendo alcançado US$ 1,604 bilhão em 2006, 109,6% a mais que em 2005, e com as vendas de carros bicombustíveis correspondendo a 78.19% do total da venda de veículos, o álcool é hoje a estrela mais brilhante dos mercados externo e interno”. A revista lembra que o Programa de Aceleração do Crescimento do governo Lula prevê um acréscimo de 50 usinas às 270 já existentes no país. Com inúmeros dados sobre o potencial do setor, a publicação patronal estimula os usineiros a comprar terras e a investir no monocultivo da cana. E não tergiversa: “A abertura do capital pelas empresas sucroalcooleiras pode ser a melhor opção para captar recursos estrangeiros” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnacionalização do campo brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto reside o terceiro risco: o de que a concentração de terra seja agravada pela desnacionalizaçã o do campo brasileiro. “Muitos estrangeiros já consideram o Brasil como a Arábia Saudita do álcool, como relatou The Wall Street Journal, e o interesse dos investidores estrangeiros, em geral pela cana-de-açúcar, é gritante. ‘Poucas pessoas conseguem imaginar a revolução silenciosa que a agroenergia está provocando no Brasil e a quantidade de investidores estrangeiros em busca de espaços no mercado brasileiro. Neste início de fevereiro, estamos assistindo a uma verdadeira guerra entre vários grupos para a compra de uma grande usina’, comenta Antonio Cabrera” [ex-ministro de Collor de Mello], relata, exultante, a Forbes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multinacional estadunidense Bunge, maior empresa de alimentos do mundo, já disputa com a brasileira Cosan o controle da usina Vale do Rosário, em Morro Agudo (SP). A empresa Noble Group, sediada em Hong Kong , anunciou a compra da Usina Pertibru Paulista, em Sebastianópolis do Sul (SP), por US$ 70 milhões. Outra revista patronal, Exame, relata em texto apologético, intitulado “biodiesel virou negócio”, que a ianque ADM, uma das maiores produtoras de grãos do planeta, vai operar em junho uma usina em Rondonópolis (MS) e que a francesa Dreyfus anunciou um projeto de produção de 150 milhões de litros de álcool e adquiriu cinco usinas do grupo Tavares de Melo, tornando-se a segunda maior produtora de etanol do país. Até o mega-especulador George Soros já adquiriu uma usina em Monte Alegre (MG).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que se vê hoje é um número crescente de grandes empresas – algumas das maiores do setor em todo o mundo – entrando no jogo. A capacidade de produção das usinas em funcionamento alcançará até o final deste ano 1,2 trilhão de litros, ultrapassando os 800 milhões necessários para cobrir o consumo previsto”, descreve a Exame. Já a Folha de S.Paulo, tão ligada aos interesses alienígenas, reproduz uma preocupante entrevista do assessor internacional da presidente Lula, Marco Aurélio Garcia: “O Brasil tem tecnologia e pouco capital. Os EUA têm muito capital e um enorme interesse estratégico nos biocombustíveis” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de desnacionalizaçã o pode ser ainda mais acentuado pelo feroz apetite das multinacionais que controlam o cultivo dos transgênicos, como a Monsanto, Dupont, Bayer, Basf, Dow e Syngenta. Elas já estão investindo pesado na manipulação genética do milho, cana-de-açúcar e soja, convertendo- os em cultivos não comestíveis, o que inclusive coloca em risco a segurança alimentar dos brasileiros. Segundo Eric Holt-Gimenez, coordenador da ONG Food First, “três grandes empresas (ADM, Cargill e Monsanto) estão forjando seu império, numa aliança que vai amarrar a produção e a venda de etanol”. Ele acrescenta que as empresas do agronegócio, aliadas às transnacionais do petróleo e às montadores de automóveis, já formaram uma parceria inédita visando grandes lucros com biocombustíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho precarizado e desumano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um quarto risco, que não deve ser subestimado pelos que mantêm uma perspectiva de classe, é a brutal exploração dos trabalhadores. O etanol produzido da cana tem rentabilidade superior ao extraído do milho nos EUA – enquanto o primeiro pode gerar 7.300 litros de álcool por hectare, o segundo não produz mais do que 3 mil litros. Essa produtividade se assenta, principalmente, num trabalho que beira a escravidão. A produtividade média do cortador de cana duplicou desde a década de 80 – chegando hoje a 12 toneladas por dia. A Procuradoria do Ministério Público fiscalizou no ano passado as 74 usinas de São Paulo e todas foram atuadas. Nas primeiras fiscalizações deste ano, o mesmo órgão já encontrou várias irregularidades. “A agroindústria é quem mais infringe a legislação trabalhista e os acordos coletivos”, garante o órgão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisadora Maria Cristina Gonzaga, da Fundacentro, fundação vinculada ao Ministério do Trabalho, denuncia que “o açúcar e o álcool no Brasil estão banhados de sangue, suor e morte. Os trabalhadores são massacrados e ficam doentes o tempo todo”. São Paulo concentra 59,5% da produção brasileira de cana e emprega cerca de 400 mil cortadores. Cada um deve colher pelo menos 10 toneladas por dia. Segundo o boletim do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, cada cortador dá aproximadamente 30 golpes de foice por minuto em oito horas de trabalho. “Muitos deles são trabalhadores em regime de escravidão disfarçada”, garante o especialista Pedro Ramos, da Universidade de Campinas (SP). São pessoas mal alimentadas e com poucas horas de sono, o que provoca inúmeras doenças e o envelhecimento precoce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo corajoso texto de Maria Cristina Fernandes, editora de política do jornal Valor, “a média de vida útil dos cortadores de cana é de 15 anos. Entre as safras de 2004 e 2006, morreram 10 cortadores apenas na região canavieira de São Paulo. Enquanto o principal fator de insalubridade, a carga de trabalho, aumenta, o salário cai. Nos anos 80, depois de um ciclo de greves, os trabalhadores conquistaram um piso salarial de 2,5 salários mínimos, o que equivaleria hoje a R$ 875 (ou R$ 950 a partir de 1º de abril). Hoje o piso varia de R$ 380 a R$ 470... Sem enfrentar esses problemas, o sucesso do etanol, para uma grande parcela de brasileiros, se limitará aos arcaísmos de um ciclo de cana-de-açúcar no país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os danos ao meio ambiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, é preciso ainda relativizar o pretenso potencial desta “energia limpa” e alertar para os riscos ambientais dos chamados biocombustíveis – em especial, do etanol. Como alerta a professora Mae-Wan-Ho, da Universidade de Hong Kong, “os biocombustíveis têm sido propagandeados erroneamente como ‘neutros em carbono’, como se não contribuíssem para o efeito estufa na atmosfera. Quando queimados, o dióxido de carbono que as plantas absorvem é devolvido à atmosfera... Ignoram-se, assim, os custos das emissões de CO-2 e dos fertilizantes e pesticidas usados nas colheitas”. Um estudo do Gabinete Belga de Assuntos Científicos reforça o temor. “O biodiesel provoca mais problemas de saúde e ambientais porque cria uma poluição pulverizada e libera mais poluentes que promovem a destruição da camada de ozônio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a matriz energética mundial é composta por petróleo (35%), carvão (23%) e gás natural (21%). Os dez países mais ricos do mundo consomem 80% da energia produzida no mundo. Diante da aceleração do aquecimento global, os biocombustíveis surgem como alternativa para a sobrevivência do planeta. Mas, como registram os pesquisadores Edivan Pinto, Marluce Melo e Maria Luisa Mendonça, “o conceito de energia ‘renovável’ deve ser discutido a partir de uma visão mais ampla que considere os seus efeitos negativos”. Eles lembram, entre outros perigos, que cada litro de etanol produzido consome cerca de quatro litros de água, o que agrava a escassez deste recurso natural tão estratégico na atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sexto risco, de caráter ético, ainda poderia ser acrescentado, como indicou a jornalista Verena Glass, da Agência Carta Maior. “Em um mundo onde, de acordo com as Nações Unidas, 1 bilhão de pessoas sofre de fome crônica e má nutrição e 24 mil morrem diariamente de causas relacionadas a esses problemas – entre estes, 18 mil são crianças – faz-se necessário questionar se as terras do planeta se destinarão preferencialmente a atender os cerca de 800 milhões de proprietários de automóveis, ou à garantia da segurança alimentar mundial. E mais: se o Sul continuará a desempenhar o papel de fornecedor de matéria prima necessária para possibilitar ao Norte manter seu padrão de consumo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-200861408235499917?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/200861408235499917/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=200861408235499917' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/200861408235499917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/200861408235499917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/bush-lula-e-embriagues-do-etanol-por.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-4984645404410115568</id><published>2007-03-24T17:36:00.000-07:00</published><updated>2007-03-24T17:39:39.732-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana; color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;Daniel Ortega anunció rechazo a la producción masiva de etanol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Agencia Bolivariana de Noticias (ABN)&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 24/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Managua, 23 Mar. ABN.- El presidente de Nicaragua, Daniel Ortega, aseguró que su Gobierno se opondrá decididamente a la producción masiva de etanol, informó la versión digital del diario local La Prensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Mandatario considera como un peligro que su país caiga en el monocultivo de la caña de azúcar y dijo estar a favor de que la tierra se utilice para el cultivo de alimentos y desarrollar proyectos de cultivo de caña para producir etanol de manera racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nosotros lo hemos dicho y hemos conversado con el presidente de Venezuela, Hugo Chávez Frías (...) Nosotros estamos desarrollando algunos proyectos para producir etanol con la caña de azúcar, pero de manera racional, es decir, no se trata de convertir a Nicaragua en un monocultivo, porque se puso de moda el etanol. Eso es peligrosísimo», señaló Ortega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agregó que convertir a Nicaragua en uno de los países productores de etanol es con el propósito de exportarlo a Estados Unidos y Europa, lo que podría traer consecuencias irreversibles para la economía nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expresó que si se desarrolla este producto y luego Estados Unidos y Europa encuentran otra alternativa de combustible, caería el precio y, en consecuencia, se desplomaría la economía. «No hay que olvidarse de lo que pasó con el algodón», alertó el Mandatario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recalcó que es necesario emplear la tierra para producir alimentos que permitan combatir el hambre y no para masificar el cultivo de la caña de azúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar en ocupar la tierra para resolver el problema del uso del combustible en los carros particulares no tiene sentido, es decir, la tierra debe ser utilizada para resolver el problema del hambre, y por eso nosotros planteamos diversificar los cultivos en Nicaragua», destacó Ortega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicaragua puede cultivar, además de caña de azúcar, la palma africana que proporciona el aceite que se utiliza en la fabricación de jabón y biodiesel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.aporrea.org/internacionales/n92362.html"&gt;Aporrea&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-4984645404410115568?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/4984645404410115568/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=4984645404410115568' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4984645404410115568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4984645404410115568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/daniel-ortega-anunci-rechazo-la.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-6754704518131116768</id><published>2007-03-22T11:27:00.000-07:00</published><updated>2007-03-22T11:32:53.322-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana; color: rgb(102, 51, 51);font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Disminuyen reservas probadas de crudo en México, afirma Pemex&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;TeleSUR 22/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un informe divulgado por la estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), reveló una disminución significativa de las reservas probadas de crudo de México, en relación con las cifras de 2006, lo que moverá a la empresa a plantearse nuevos esquemas de explotación de campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;México cayó del séptimo al decimoquinto lugar del mundo en reservas probadas de crudo en 2007, lugar que ostentaba en 1995, según el Informe anual de las reservas de hidrocarburos de México, revelado por la estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), lo que le otorga a ese país reservas para menos de 10 años.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Según el estudio de Pemex, este descenso significa un retroceso de 6,8 por ciento respecto al primero de enero de 2006. Esto indica además que México tiene petróleo suficiente para 9,6 años, por lo que el presidente Felipe Calderón, llamó a "tomar medidas urgentes" que aseguren el "futuro para las nuevas generaciones".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El pasado 18 de marzo, en ocasión del acto por el LXIX Aniversario de la Expropiación de la Industria Petrolera, Calderón expresó su preocupación, en que por primera vez se tengan reservas probadas para menos de 10 años. Al respecto advirtió que de no implementarse un programa eficaz de recuperación, existe el riesgo de que "México se convierta en un importador neto de petrolíferos y gas natural".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El informe de Pemex, en su novena edición, también explica que "la tasa de restitución de reservas probadas llegó a 41 por ciento, siendo la más alta desde 1996, cuando Pemex adoptó las definiciones internacionales para la estimación y clasificación de reservas, aunque insuficiente a la meta objetivo de cien por cien".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, la estatal petrolera aseguró que en aras de hacer frente a la situación y garantizar el suministro energético del país, "continuará planteando nuevos esquemas de explotación en sus campos ya descubiertos y dirigiendo su exploración hacia cuencas maduras y hacia la parte mexicana de las aguas profundas del Golfo de México".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En este sentido, el informe destaca que en 2006 Pemex descubrió "966 millones de barriles de petróleo crudo equivalente de reservas probadas, probables y posibles (3P)". El hallazgo se hizo en el campo Lakach, en aguas profundas del Golfo de México y "es el descubrimiento más significativo de 2006 con una reserva 3P superior a 200 millones de barriles de petróleo crudo equivalente", según Pemex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vc-La Jornada/YR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta notícia foi publicada originalmente em &lt;a href="http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/nota/index.php?ckl=8713"&gt;TeleSur&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-6754704518131116768?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/6754704518131116768/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=6754704518131116768' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6754704518131116768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/6754704518131116768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/disminuyen-reservas-probadas-de-crudo.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3275953703751267688</id><published>2007-03-21T15:18:00.000-07:00</published><updated>2007-03-21T15:21:01.473-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana; color: rgb(51, 51, 255);font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“É um contra-senso dizer que o etanol é uma energia limpa”, denuncia professora        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Download de audio disponível (&lt;a href="http://www.radioagencianp.com.br/images/stories/notplan/mp3/2007/marco/200307etanol.mp3"&gt;2.06 min/499 Kb&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão da monocultura da cana-de-açúcar em regiões brasileiras - como o estado de São Paulo - é uma das práticas que tem preocupado ambientalistas e movimentos sociais. Isso porque esse cultivo deve aumentar, acompanhando o aumento da produção do etanol (álcool combustível), definido em recente acordo firmado no Brasil entre os presidentes Lula e George W. Bush, dos Estados Unidos. O memorando de cooperação técnica na área de biocombustíveis, assinado recentemente entre os dois países, gerou a expectativa do setor de duplicar a produção atual do combustível. Essa produção hoje é de cerca de 17 bilhões de litros e deve passar para 34 bilhões anuais, em um prazo de até 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção do etanol, que é considerada por alguns estudiosos como uma grande alternativa para a mudança na matriz energética do país por ser considerada fonte limpa e renovável de energia, não é consenso. A professora de Sociologia, Maria Aparecida de Moraes Silva, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) questiona este argumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na medida em que defendemos esta tese, você esquece quais são os métodos de produção deste produto, feitos através desta monocultura. É uma cultura que depende de muitos agrotóxicos e além de tudo o método da queimada. Existem vários trabalhos de químicos e bioquímicos que já comprovaram que estes gases são cancerígenos. Então é um contra-senso grande dizermos que o etanol é uma energia limpa. Limpa em que sentido?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantidade de agrotóxicos lançados em plantações de cana-de-açúcar já coloca em risco também alguns lençóis freáticos. A professora cita um estudo da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), órgão do governo do estado de São Paulo, comprovando que em bacias hidrográficas como a do Rio Pardo, na região de Ribeirão Preto (SP), as águas estão contaminadas por agrotóxicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Brasília, da &lt;a href="http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;amp;id=2097&amp;amp;Itemid=1"&gt;Radioagência NP&lt;/a&gt;, Gisele Barbieri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20/03/07&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3275953703751267688?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3275953703751267688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3275953703751267688' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3275953703751267688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3275953703751267688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/um-contra-senso-dizer-que-o-etanol-uma.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-4453100988925553872</id><published>2007-03-21T15:02:00.000-07:00</published><updated>2007-03-21T15:08:16.219-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: times new roman; color: rgb(204, 153, 51);font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Produção de energia no Brasil e as prioridades de Bush        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme C. Delgado*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Download disponível do audio (&lt;a href="http://www.radioagencianp.com.br/images/stories/notplan/mp3/2007/marco/guilhermedelgado200307.mp3"&gt;5.12 min/1,2 Mb&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais rápido do que se poderia imaginar, o governo Bush reagiu às conclusões do IV Relatório Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – que afirmou de maneira enfática a responsabilidade humana sobre a geração do efeito estufa e de suas catastróficas conseqüências. Os Estados Unidos, como grande vilão dessa situação – omissos na aceitação do tratado de Kioto, saíram rapidamente a anunciar metas imediatas de redução da emissão de carbono na atmosfera, tendo por compromisso a substituição do consumo automotivo da gasolina pelo álcool (etanol). Note-se que não se mexe no padrão de consumo, mas transfere-se para uma outra fonte de energia – o álcool – a responsabilidade por reduzir as emissões norte-americanas de carbono na atmosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visita do Bush ao Brasil trouxe acenos à conclusão de acordos de longo prazo a grandes importações de álcool do Brasil – o que imediatamente disparou no circuito sucro-alcooleiro do agronegócio uma desmesurada euforia; previamente já calibrada pelas negociações com o Japão e com a Comunidade Européia na mesma direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade a ofensiva diplomática – Bush, que de resto nada de concreto ainda acertou – deixou transitoriamente eufóricos os conservadores de todas as matizes, ávidos por voltar a transformar o Brasil num imenso canavial exportador de álcool para o primeiro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se perguntam sobre a viabilidade econômica, ambiental agrária e social dessa estratégia. Parece que se tenta criar um ambiente em que é proibido pensar, visto que tudo parece tão óbvio e determinado, que qualquer ponderação argumentativa é logo desqualificada pelos formadores de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, precisamos lembrar ao público – que atingida a auto-suficiência em petróleo, há uma prioridade número 1 no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para geração de energia elétrica – hidroelétrica estruturalmente e termoelétrica em termos complementares, sem o que não apenas o PAC, como o país inteiro corre risco do apagão. Introduzir uma meta de exportação de álcool para atender primordialmente uma demanda externa, cuja dimensão pode atingir várias vezes a nossa produção atual de 18,0 bilhões de litros ano é algo muito sério para ser tratado como assunto a ser equacionado pelos mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorde-se que o ponto inicial da explosão dessa demanda por álcool é a escassez do petróleo, combinada com os problemas ambientais do efeito estufa. O problema da produção mega industrial do álcool-combustível é precisamente o caráter não industrial dessa produção – os seus pés de barro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos predatórios sobre os recursos não renováveis de solo, recursos hídricos e biodiversidade, associada a uma matriz de alta concentração fundiária e muito baixa incorporação de trabalho, convertem a opção álcool como carro-chefe da agricultura num mergulho profundo no que há mais atrasado no agronegócio brasileiro: a reprodução de relações fundiárias, ambientais e trabalhistas incivilizados, vis-à-vis uma enorme concentração de riqueza na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “commoditização” do álcool e a internacionalização do seu comércio, segundo os critérios da economia política do Império, como querem os corifeus do agronegócio brasileiro, não é nenhuma “janela de oportunidades” ao futuro, mas um mergulho profundo no que já de mais atrasado no nosso passado. Agrava nossa questão agrária, compete com a produção de alimentos e muito provavelmente repõe o efeito-estufa e outros problemas ambientais decorrentes do aumento da entropia na produção agrícola a níveis extremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(*) Economista e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Este arigo foi publicado originalmente na &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;amp;id=2096&amp;Itemid=43" style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Radioagência NP&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-4453100988925553872?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/4453100988925553872/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=4453100988925553872' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4453100988925553872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/4453100988925553872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/produo-de-energia-no-brasil-e-as.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-289444671571575530</id><published>2007-03-21T14:56:00.000-07:00</published><updated>2007-03-21T15:00:22.637-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);font-family:arial;font-size:130%;" &gt;EM DEBATE: Produção de etanol no Brasil segue geopolítica dos EUA, denuncia professora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Download da entrevista está disponível. (&lt;a href="http://www.radioagencianp.com.br/images/stories/notplan/mp3/2007/marco/020307debateetanol.mp3"&gt;7.07 min/ 1,62 Mb&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse pelo etanol (álcool combustível) foi um dos motivos da visita recente do presidente estadunidense George W. Bush ao Brasil, já que a perspectiva é de que os Estados Unidos reduzam o consumo de gasolina em 20% até 2017. A substância, extraída da cana-de-açúcar, é vista como uma das grandes apostas na geração de energia “limpa” e renovável. Se por um lado a notícia de incentivo à produção do etanol anima usineiros e o agronegócio em geral, movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos humanos entraram em alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque a monocultura da cana substitui a produção de alimentos em diversas regiões (o que ameaça nossa soberania alimentar), prejudica o meio ambiente, provoca doenças respiratórias por conta das queimadas e superexplora os cortadores de cana. Para falar sobre esse assunto, a Radioagência NP entrevistou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Aparecida de Moraes Silva, professora de Sociologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp)&lt;/span&gt;. Ouça agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Radioagência NP: Professora, como começou o cultivo da monocultura da cana-de-açúcar no país?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Aparecida de Moraes Silva: Historicamente as usinas de cana-de-açúcar em São Paulo surgiram na primeira metade do século 20. Algumas delas eram importantes até o período da década de 50, mas de toda a forma eram usinas que produziam, sobretudo, o açúcar. A partir dos anos 60, houve a instalação de grandes usinas não somente para a produção de açúcar, mas também de álcool. Essa produção foi incentivada e na década de 80 ela se estabilizou. Mas na década de 90 houve novamente um avanço da cultura canavieira no estado de São Paulo e este avanço é mais notório no ano de 2000. Hoje acontece um verdadeiro “boom” da cana de açúcar. O estado de São Paulo se transformou praticamente num imenso canavial e, com esta crise energética atual mundial, a discussão passa a ser se o etanol é uma alternativa para o fim da produção petrolífera mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Radioagência NP: E qual a relação da monocultura da cana com a produção do etanol como biocombustível?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAMS: Se você verificar a historia do país, sempre respondemos às necessidades externas e não às nossas necessidades internas. Produzimos sempre o que os países de fora estão precisando. Primeiro foi cana-de-açúcar, depois o ouro, o café, a borracha. Neste momento estamos vivendo esta situação. De acordo com o avanço cientifico mundial, não sabemos exatamente se o etanol será a grande alternativa energética do mundo. Mas, neste momento, essa produção do etanol é uma resposta a esta produção externa e acredito que isto tenha a ver com a geopolítica desenvolvida pelos Estados Unidos. Produzindo o etanol para o mercado interno dos Estados Unidos, o Brasil se alia muito mais à política deles. Então não seriam apenas aspectos econômicos que poderiam explicar este avanço desta monocultura, mas talvez aspectos políticos desta geopolítica mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Radioagência NP: E quais os problemas ambientais tanto da monocultura como da produção do etanol?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAMS: Fala-se que o etanol seria a energia limpa, muito menos poluente que a gasolina. Mas na medida em que defendemos esta tese, esquecemos os métodos utilizados para esta produção. A cana precisa ser feita em grandes áreas justamente para atender a modernização deste grande processo produtivo. Os seus prejuízos já estão comprovados, porque é uma cultura que depende de muitos agrotóxicos. Além disto, o método das queimadas, nesta região de Ribeirão Preto, onde eu vivo, posso te dizer que durante oito meses do ano, nós respiramos fumaça. Então eu pergunto que energia limpa é esta? Isso sem contar que todos os caminhões, tratores e máquinas envolvidos nesta produção são movidos a óleo diesel e não a álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Radioagência NP: Por que existe tanta incidência do trabalho escravo na monocultura?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAMS: Primeiramente, é melhor a gente pensar bem que tipo de trabalho é esse. À primeira vista, não é trabalho escravo porque esses trabalhadores recebem um salário. Quem são esses trabalhadores aqui em São Paulo? Na sua maioria não são paulistas. Eles são nordestinos. São do Maranhão, Piauí, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e norte de Minas Gerais. No ano passado, só no estado de São Paulo, a previsão da Pastoral do Migrante foi de que aqui estiveram 200 mil trabalhadores migrantes. Na década de 80, por exemplo, o trabalhador era obrigado a cortar, em média, de cinco a oito toneladas de cana por dia. No ano passado, eles já estavam sendo obrigados a cortar de 12 a 15 toneladas de cana por dia. Não se aceita o trabalhador que corte menos do que dez toneladas por dia. Houve, com o passar do tempo, uma imposição muito grande dos níveis de produtividade e, conseqüentemente, é um trabalho que demanda muita energia e resulta em um desgaste muito grande da força de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês acabaram de ouvir a entrevista com Maria Aparecida de Moraes, professora de Sociologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Brasília, da &lt;a href="http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;amp;amp;id=2094&amp;amp;Itemid=43"&gt;Radioagência NP&lt;/a&gt;, Gisele Barbieri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19/03/07&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-289444671571575530?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/289444671571575530/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=289444671571575530' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/289444671571575530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/289444671571575530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/em-debate-produo-de-etanol-no-brasil.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-5933883397188826521</id><published>2007-03-20T13:21:00.000-07:00</published><updated>2007-03-20T13:22:29.516-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;La UE "no apoya" la creación de una "OPEP del Gas" y pide que no se funde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por: Agencias&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 20/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martes, 20 de Marzo de 2007. - El comisario europeo de Energía, Andris Piebalgs, aseguró hoy en Budapest que la Unión Europea (UE) no sólo "no apoya" la creación de una eventual "OPEP del Gas", sino que pidió a los países que planean fundarla que no lo hagan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos preocupan los acontecimientos", dijo en rueda de prensa Piebalgs, en respuesta a una pregunta sobre los rumores según los que cinco grandes exportadores de gas (Rusia, Argelia, Irán, Qatar y Venezuela) planean fundar una organización similar a la OPEP el 9 de abril en Doha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"El cártel degradaría el mercado de gas y por eso hemos hecho un llamado a los países interesados en el sentido de que no se realice este acuerdo. Se necesitarán negociaciones al respecto", añadió.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Comisión Europea considera que la creación de una organización de países exportadores de gas "significaría que tendríamos que cambiar nuestra política abierta en el mercado del gas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este cártel podría poner en peligro los planes de aumentar en la Unión Europea el uso del gas natural como portador de energía limpia", advirtió el responsable de Energía de "los 27".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La noticia de que los principales exportadores mundiales de gas -Rusia, Irán, Argelia, Qatar y Venezuela- podrían fundar ya en los próximos días la "OPEP del gas" trascendió ayer, cuando el diario ruso "Kommersant" aseguró que existían estos planes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Las principales consultas las conducen no los ejecutivos, sino los políticos, incluso los de ministerio de Asuntos Exteriores", aseguró un diplomático árabe al rotativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La posible fundación de una nueva organización de productores de gas para coordinar sus políticas en el mercado internacional fue planteada en enero de este año por el líder Supremo de Irán, ayatolá Ali Jamenei, al secretario del Consejo de Seguridad de Rusia, Ígor Ivanov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poco después, el presidente ruso, Vladímir Putin, calificó de "interesante" la idea de crear esta entidad, análoga a la Organización de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a la que no pertenece Rusia, y negó que se trate de crear "una especie de cártel".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por su parte, el ministro argelino de Energía, Chakib Jelil, admitió ayer de que el tema "será objeto de discusiones en la próxima conferencia de los países productores y exportadores de gas natural, que celebraremos en Doha (Qatar)". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.aporrea.org/energia/n92156.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-5933883397188826521?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/5933883397188826521/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=5933883397188826521' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5933883397188826521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/5933883397188826521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/la-ue-no-apoya-la-creacin-de-una-opep.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-463404129351228487</id><published>2007-03-16T07:45:00.000-07:00</published><updated>2007-03-16T07:46:51.276-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Etanol venezolano será aditivo para combustible y no sustituto de gasolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por: Agencia Bolivariana de Noticias (ABN)&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 15/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracas, 15 Mar. (ABN).- El ministro del Poder Popular para la Agricultura y Tierras, Elías Jaua Milano, dijo que Venezuela producirá etanol para adicionarlo a la gasolina y hacerla menos contaminante, pero no para sustituir al hidrocarburo y sacrificar millones de hectáreas que puedan producir alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indicó que el país sólo empleará para esto el 1% de la superficie cultivable. «Estamos hablando de unas 100 mil hectáreas de caña de azúcar destinadas a etanol porque nosotros no producimos rubros agrícolas para alimentar vehículos...estamos hablando del etanol como aditivo para reducir el plomo y obtener un combustible más limpio», precisó el funcionario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acuerdo con lo expresado por el titular del despacho agrícola, esto diferencia el concepto de producción de etanol que mantiene el Gobierno venezolano con respecto al estadounidense, pues para el primero es un aditivo para generar un combustible más limpio, en tanto que para el segundo constituye un sustituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El ministro Jaua Milano ofreció sus declaraciones luego de instalar la XXXIII Comisión Suramericana para la Lucha contra la Fiebre Aftosa (Cosalfa), actividad que se realizará este jueves y viernes en el hotel Meliá de esta ciudad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El último seminario internacional preliminar de Cosalfa se realizó en la ciudad de Guayaquil, Ecuador, entre el 3 y 4 de abril del año 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre los objetivos planteados en esa ocasión figuraron: identificar cambios en los sistemas de producción ganadera y los factores de riesgo asociados a la ocurrencia de fiebre aftosa en América del sur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Establecer las necesidades y alternativas para el fortalecimiento de los sistemas oficiales de atención veterinaria, así como fortalecer la sustentación técnica y estrategia operativa del Plan Hemisférico de Erradicación de esta enfermedad que afecta al ganado bovino, para el período 2005-2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los países que integran la Cosalfa, creada en el año 1972 son: Colombia, Argentina, Guyana, Chile, Bolivia, Brasil, Chile, Paraguay, Uruguay, Venezuela y Ecuador, entre otros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Además, la Cosalfa está integrada por representantes de productores y ganaderos y previo al encuentro de los miembros de la comisión se realizan reuniones preliminares para tratar temas relevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.aporrea.org/energia/n91964.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-463404129351228487?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/463404129351228487/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=463404129351228487' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/463404129351228487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/463404129351228487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/etanol-venezolano-ser-aditivo-para.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-656519479537474945</id><published>2007-03-15T14:40:00.000-07:00</published><updated>2007-03-15T14:43:14.026-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ministro Rafael Ramírez: artimaña política plan de Bush con el etanol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por: Agencias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viena 14 mar. - El ministro venezolano de Energía, Rafael Ramírez, criticó este miércoles el proyecto del presidente norteamericano, George W. Bush, de sustituir una parte de su consumo de petróleo por etanol, y aseguró que no supone una amenaza para sus exportaciones a Estados Unidos. “Me parece más una especie de artimaña política del presidente Bush para tratar de levantar su popularidad o su imagen en su propio país”, estimó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Yo no me imagino una OPEP con los Estados Unidos”, dijo al ser interrogado por la iniciativa norteamericana de crear una “OPEP del etanol”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramírez negó que el plan de Bush de sustituir petróleo por etanol suponga una amenaza para Venezuela, que vende crudo a Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para nosotros no es ninguna amenaza. Por el contrario, estamos diversificando nuestro mercado de una manera muy acelerada hacia América Latina, China y Japón”, aseguró, en unas declaraciones formuladas en Viena un día antes de una reunión ministerial de la OPEP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideró que el plan de Bush es una “barbaridad”, ya que propone “utilizar 50 millones de hectáreas de tierra, agua y fertilizantes, no para producir comida, sino para producir gasolina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.aporrea.org/tiburon/n91937.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-656519479537474945?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/656519479537474945/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=656519479537474945' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/656519479537474945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/656519479537474945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/ministro-rafael-ramrez-artimaa-poltica.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-3193712917172126168</id><published>2007-03-14T15:56:00.000-07:00</published><updated>2007-03-14T15:58:20.977-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Francisco Ameliach dice que es una estrategia del imperio&lt;br /&gt;Presidente de Pequiven y MVR evalúan efectos del etanol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por: Últimas Noticias&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 12/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracas. El director general del MVR, diputado Francisco Ameliach, anunció que el Comando Táctico Nacional de esa organización, citó para hoy al presidente de Pequiven [Petroquímica Venezolana], Saúl Ameliach, para que haga una explicación científica sobre la producción de etanol que estaría promoviendo el gobierno de Estados Unidos con países como el vecino Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En entrevista con Últimas Noticias, el dirigente emeverrista señaló que "el plan etanol es una estrategia del imperio estadounidense para la dominación económica de los países productores de petróleo", y en ese sentido, agregó que el presidente de Pequiven está realizando un estudio donde demuestra que el etanol contamina más el ambiente que el metanol, algo que ya fue confirmado por el Premio Nobel de química (1995), el mexicano Mario Molina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ameliach citó las palabras de Bolívar: "Por la ignorancia se nos ha dominado más que por la fuerza", para insistir en que "el imperio que se ha negado a firmar el protocolo de Kyoto quiere prohibir el uso del metanol, que se obtiene del gas, para imponer el uso del etanol que se obtiene del maíz y de la caña. ¡Claro! ¿Quién compite con EEUU en la producción de maíz? Ya dejamos de ser aquellos que cambiábamos oro por espejitos; pero, además de eso, con lo que cuesta un tanque de gasolina de un carro con compuesto de etanol comerían 7 personas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El documento. En el informe de Pequiven, que hoy será presentado al MVR, se establece que "el etanol y el metanol son alcoholes, y que todo alcohol es un hidrocarburo saturado que contiene un grupo hidroxilo en sustitución de un átomo de hidrógeno, de lo que se deriva, sencillamente, que el etanol es un hidrocarburo al igual que la gasolina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acuerdo al informe, "el Mtbe (Metil Ter Butil Eter), que es el componente que sustituyó al plomo en la gasolina, es el oxigenante que da mayor octanaje al combustible, hace que la explosión en el motor sea mayor y elimine en esa explosión la mayor cantidad de elementos tóxicos que podrían ir al ambiente. Es considerado como el mejor aditivo de la gasolina hasta que en los EEUU, por una medida política, fue eliminado, porque supuestamente es contaminante". Asimismo, se hacen partidarios de lo referido por el mexicano Molina, quien aseguró que el etanol es más contaminante que la gasolina, ya que produce más gases de efecto invernadero, los cuales contribuyen al recalentamiento global del planeta. Además, según explicó el Nobel este hidrocarburo contamina más que la gasolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"EEUU lo que busca es depender menos del petróleo extranjero y de Venezuela, y al usar etanol estaría reduciendo 20% las importaciones petroleras, y pudiera entonces sustituir las provenientes de nuestro país", agrega el informe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el documento se explica además que el Mtbe, que se hace a partir del metanol, es el producto que hoy en día se usa en todas las refinerías venezolanas en sustitución del plomo, y por eso es que se denomina gasolina ecológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.aporrea.org/energia/n91781.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-3193712917172126168?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/3193712917172126168/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=3193712917172126168' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3193712917172126168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/3193712917172126168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/francisco-ameliach-dice-que-es-una.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-2191956342623622753</id><published>2007-03-14T15:28:00.000-07:00</published><updated>2007-03-14T15:48:56.319-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Chávez critica proyecto del etanol como combustible y propone uso de gas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por: Agencia Bolivariana de Noticias (ABN)&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 13/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracas, 12 Mar. ABN.- Durante la firma del Memorando de Entendimiento entre Venezuela y Jamaica, el presidente venezolano, Hugo Chávez, criticó una vez más el proyecto de la producción de etanol como combustible y en su lugar propuso el uso de gas natural para esos fines.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el Half Moon Hotel de la ciudad jamaiquina de Montego Bay, Chávez criticó además que el presidente de Estados Unidos, George W. Bush, en su actual gira por Latinoamérica esté presentando al etanol como «la salvación del mundo».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asimismo, dijo estar preocupado por declaraciones del mandatario de Colombia, Álvaro Uribe Vélez, quien habló durante su encuentro con Bush en Bogotá, el pasado domingo, sobre la región de Orinoquia, donde el presidente colombiano dijo tener 6 millones de hectáreas para la producción de etanol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chávez dijo que la siembra de caña de azúcar para producir etanol en esa zona «implicaría monocultivos, transgénicos, agroquímicos en la cuenca del río Orinoco; me llamó la atención eso, habrá que prestarle atención desde Venezuela a ese proyecto».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Jefe de Estado venezolano recordó que «para producir un millón de barriles de etanol al año habría que sembrar 20 millones de hectáreas de maíz y caña de azúcar».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Venezuela produce diariamente poco más de 3 millones de barriles de petróleo, para producir la misma cantidad de etanol diaria, habría que sembrar con maíz y caña de azúcar todo el territorio del continente, incluyendo las ciudades», contrastó el líder venezolano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Estaríamos usando las tierras fértiles que tenemos disponibles, el agua disponible, tecnología, maquinaria, fertilizantes, etcétera, para producir alimentos, pero no para la gente, sino para los vehículos de los ricos, es como para pensarlo», expresó Chávez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Señaló que piensa hablar sobre el asunto, «tan pronto pueda», con el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, quién firmó un acuerdo para la producción de etanol con su homólogo estadounidense el pasado jueves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A Colombia, a Brasil, a Jamaica y a todos estos países hermanos les decimos desde Venezuela con mucha humildad lo siguiente: usemos estas tierras para producir alimentos para la gente».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En ese sentido, el Mandatario venezolano recordó que «en América Latina y el Caribe existen cerca de 300 millones de hambrientos, la energía que necesitamos nosotros para nuestro desarrollo ya la tenemos, petróleo, gas y sus derivados».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al mismo tiempo señaló que «en Venezuela estamos, junto a Argentina y Bolivia, en el proyecto para el establecimiento del gas como combustible para los vehículos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Por ahí debe ser el esfuerzo principal en esa materia del combustible vehicular, y el etanol habrá que seguir impulsándolo, pero eso tiene sus límites no sólo técnicos, sino éticos», añadió Chávez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Cuando tu le estés llenando el tanque a un vehículo con etanol estás llenándolo con energía para la cual se utilizó una cantidad de terreno y de agua que hubiese sido suficiente para alimentar a siete personas», apuntó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por otro lado, señaló que «Venezuela está dispuesta a no sólo suministrar una porción de gas que Jamaica necesita para expandir su empresa de aluminio, sino al desarrollo de otras formas de trabajo con la bauxita».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.aporrea.org/energia/n91835.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13812866-2191956342623622753?l=peakoilportuguese.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/feeds/2191956342623622753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13812866&amp;postID=2191956342623622753' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2191956342623622753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13812866/posts/default/2191956342623622753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peakoilportuguese.blogspot.com/2007/03/chvez-critica-proyecto-del-etanol-como.html' title=''/><author><name>Capitão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12337689984724786054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13812866.post-1789831870535404209</id><published>2007-03-14T15:12:00.000-07:00</published><updated>2007-03-14T15:13:47.886-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Economista asegura que demanda de Etanol reducirá producción de alimentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por: Agencia Bolivariana de Noticias (ABN)&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 14/03/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracas, 14 Mar. ABN.- El economista alemán Cristof Ruhl, de la empresa petrolera británica British Petroleum (BP), alertó que la industrialización masiva del Etanol requerirá, para suplir la demanda, que los productores destinen gigantescas áreas de tierras para desarrollar plantaciones de caña de azúcar o de maíz, lo cual reducirá la producción de alimentos, informó la cadena BBC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En un encuentro con periodistas en Frankfurt, Alemania, Ruhl aseguró que el perjuicio para la producción de alimentos ya está ocurriendo en México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Allá el precio del maíz subió mucho porque resulta más lucrativo vender el producto para la producción de etanol que para el consumo humano», indicó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Según el economista, «eso aumentó la inflación y amenaza, incluso, con afectar la cotización del peso mexicano. Hasta ahora, nadie ha pensado en estas consecuencias», indicó Ruhl, según publicó la BBC en su portal web www.news.bbc.co.uk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruhl dijo que Brasil deberá destinar extensas áreas de tierras fértiles para sembrar caña de azúcar, mientras que Estados Unidos (EEUU) tendrá que hacer lo mismo p
